terça-feira, 20 de março de 2018

No Sul, Lula recebe apoio de ex-presidentes latino-americanos

Nesta segunda (19), ex-presidente iniciou sua caravana pelo sul do Brasil recebendo apoio
de três ex-presidentes, dentre eles, o Uruguai Mujica. (AFP – Foto: DIvulgação).

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou nesta segunda-feira, 19 de março, sua caravana pelo sul do Brasil recebendo o apoio de três ex-presidentes latino-americanos e abraçando a tese de que os Estados Unidos estão por trás do "processo mentiroso que ocorre" no país. Ameaçado de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, em razão de uma condenação proferida pelo Juiz Sérgio Moro, Lula se encontrou em Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, com o ex-presidente José Mujica, o ex-dirigente equatoriano Rafael Correa e a ex-presidente Dilma Rousseff.

"Querido Mujica, você sabe que estou sendo ameaçado de prisão. Estou aqui na fronteira e poderia dar um pulinho para o Uruguai, mas não vou fazer isto. E sabe por que?! Porque estou tranquilo com minha inocência e são eles que terão que sair do país um dia. As digitais do governo americano estão em todo este processo mentiroso que está ocorrendo no Brasil", afirmou Lula, vestido com terno azul e camisa vermelha.

Sentado ao lado de Lula, mas em Rivera, no território uruguaio, Mujica - um ex-guerrilheiro de 82 anos - foi franco e defendeu um exercício de autocrítica da esquerda regional, inclusive do PT. "As mudanças não podem se respaldar em apenas uma figura, porque amanhã não está a figura e a luta continua. É preciso haver partido! Sorte que tem Lula, mas não o terão eternamente e a luta dura", advertiu Mujica. 

Rafael Correa fez um paralelo da situação de Lula com o que ocorre atualmente no Equador.  "O que estão fazendo com Lula é gravíssimo, como o que estão fazendo contra Jorge Glas, vice-presidente da República do Equador detido sem uma prova sequer contra ele. Isto é a judicialização da política", denunciou Correa. 

Já a ex-presidente Dilma Rousseff, por fim, declarou que a tentativa de prisão de Lula é a terceira etapa do "golpe" que começou em 2016 com seu impeachment. O que as elites querem é impedir que Lula seja eleito presidente.

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