domingo, 11 de março de 2018

Sem aliança, Humberto e João Paulo terão de se dobrar a Marília

2018 será decisivo para ambos. João Paulo busca o senado, enquanto Humberto um mandato de 
Deputado Federal. Para isso, eles tentam barrar a candidatura de Marília, se unindo ao PSB. (Robério Sá)

Os projetos pessoais ganharam nova cena política dentro do Partido dos Trabalhadores (PT), aqui no estado de Pernambuco. O senador Humberto Costa e o ex-prefeito da cidade do Recife, João Paulo, precisam sair com mandato das eleições deste ano, para sobreviverem politicamente na legenda. Sem mandato, ambos, declinam dentro do partido e a vereadora do Recife, pré-candidata ao governo do estado, Marília Arraes, também do PT, passará a ser a principal liderança da sigla no estado, se já não for.

O atual cenário político e eleitoral no estado, principalmente para João Paulo é dos piores, tendo em vista que ele vem para as eleições deste ano, carregando duas grandes derrotas, 2014 para Fernando Bezerra (Senado) e 2016 para Geraldo Júlio (Prefeitura do Recife). Por outro lado, o senador Humberto Costa deverá descer do segundo escalão federal para o terceiro, sendo candidato a uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Na reunião da última sexta-feira, dia 9, em São Paulo, com o ex-presidente, Luís Inácio Lula da Silva, eles não conseguiram vender a ideia do “arrumadinho político” entre o PT e PSB em Pernambuco para as eleições, tendo a Executiva Nacional feito várias exigências para a construção desta aliança. Entre as exigências, estaria a retirada da candidatura de Márcio Lacerda, do PSB, para o Governo de Minas Gerais, além da coligação nacional para tirar o PT do isolamento a nível nacional.

A Executiva Nacional do PT avalia a pauta como a construção de uma aliança programática e eleitoral com os partidos de centro-esquerda: PCdoB, PDT, PSB e PSOL. Após essas exigências, que estão alinhadas ao interesse nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Lula, então, pensaria em retirar a candidatura de Marília Arraes, ou seja, o líder-mor acredita que o Governador Paulo Câmara (PSB) não teria poder para construir esse acordo, sendo assim, a candidatura da neta de Miguel Arraes seguiria firme.

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