segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

82% da riqueza mundial ficou com 1% dos mais ricos em 2017

Dados são da Ong Oxfam, que ainda assegura que 3,7 bilhões de pessoas, não se beneficiou 
em nada com o crescimento que o mundo experimentou no ano passado. (AFP – Foto: Mahmud Hams).

Em todo o mundo, 82% da riqueza mundial produzida no ano passado ficou nas mãos do 1% mais rico, e as mulheres pobres foram as menos beneficiadas pelo crescimento econômico, denunciou a ONG Oxfam em um relatório que será publicado, hoje, segunda-feira (22). "O boom de bilionários não é sinal de uma economia próspera, mas um sintoma do fracasso do sistema econômico", afirmou a diretora da Oxfam, Winnie Byanyima, por ocasião da apresentação do relatório, intitulado "Recompensar o trabalho, não a riqueza", às vésperas da abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça).

"Exploramos as pessoas que fabricam nossa roupa, que constroem nossos telefones celulares e cultivam os alimentos que comemos para garantir um fornecimento constante de produtos baratos, mas também para aumentar os lucros das empresas e seus ricos investidores", criticou a encarregada da organização não governamental (Ong Oxfam), citada em um comunicado, que vale registrar, combate a pobreza mundo afora.

Segundo o relatório da Oxfam, 3,7 bilhões de pessoas, ou seja, 50% da população mundial, não se beneficiaram em nada do crescimento que o mundo experimentou no ano passado, enquanto o 1% mais rico embolsou 82% da riqueza mundial. Desde 2010, ou seja, em plena crise após o estouro da bolha financeira em 2008, a riqueza desta "elite econômica" aumentou, em média, 13% por ano, explicou a Oxfam. O pico foi alcançado entre março de 2016 e março de 2017, período em que "se produziu o maior aumento na história do número de pessoas, cuja fortuna supera o bilhão de dólares, a um ritmo de um novo bilionário a cada dois dias". 

A pesquisa foi realizada na Índia, Nigéria, Estados Unidos, Reino Unido, México, África do Sul, Espanha, Marrocos, Holanda e Dinamarca.

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