terça-feira, 16 de janeiro de 2018

João Campos terá papel decisivo na reeleição de Paulo Câmara

Para o PSB, Campos no palanque de Paulo Câmara será a prova que governador sucede 
Eduardo. (Paulo Veras – JC Online – Foto: Aluísio Moreira/JC Imagem).

O papel de João Campos não se limitará à corrida pelo Congresso. Ele também é uma arma do PSB contra o discurso da oposição – principalmente de ex-aliados como o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB) – negando ao governador Paulo Câmara o papel de sucessor administrativo de Eduardo Campos. "Ele não está nesse conjunto à toa. A presença é para tirar qualquer dúvida de que esse conjunto do PSB não dá seguimento ao que Eduardo começou. Vai desmentir qualquer argumento que se queira colocar nesse sentido", afirma Sileno Guedes, Presidente Estadual do PSB.

O tio de João, o advogado Antônio Campos, que atualmente integra os quadros do "Podemos", que rompeu com o PSB e se coloca como pré-candidato ao Senado Federal, diz que não faz mal ter figuras da família concorrendo por chapas diferentes. "Eduardo merece ter um filho deputado federal. Espero apenas, que João tenha a consciência que o legado de Eduardo é bem maior que o governo de Paulo", afirma ele.

“Dinastia Política” - Para Vannucio Pimentel, doutor em ciência política e autor do estudo “A Primazia dos Clãs: A Família na Política Nordestina”, a pré-candidatura de João é um caso de dinastia política, em que o filho é escolhido como herdeiro do capital político em busca de votos para tentar manter o grupo no poder.

Vannucio entende que a real preparação é para torná-lo prefeito do Recife ou governador de Pernambuco. "A família Campos perdeu seu principal agente político catalizador. E agora precisa construir uma figura de proa para capitalizar esse grupo. É questão de tempo e viabilidade. Mas ele é claramente toda a aposta política para futuro da família Campos. É uma estratégia de longo prazo", explica.

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