sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Subindo. Gás para indústria e comércio já acumula alta de 34%

Sequência dos aumentos abalou o caixa dos consumidores que dependem do combustível para produzir e
provocou uma queda de 1,44% no consumo do gás. (Estadão Conteúdo – Foto: Clemilson Campos/JC).

Ao contrário do setor residencial, que a partir de agora terá reajustes trimestrais, os consumidores industriais e comerciais do Gás Liquefeito de Petróleo, o GLP, vão continuar com ampla imprevisibilidade em relação ao preço do combustível, assim como o cronograma de revisões. De junho do ano passado até dezembro, os reajustes médios da Petrobrás nesse segmento somaram 34%, segundo dados oficiais do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito Petróleo (Sindigás).

A sequência dos aumentos abalou o caixa dos consumidores que dependem do combustível para produzir e provocou uma queda de 1,44% no consumo do gás até novembro do ano passado. A escalada dos preços chega num momento delicado da economia e do setor empresarial, que lentamente se recupera de uma grave recessão.

Para as companhias, o cenário é complicado e sem muitas alternativas. Se de um lado o preço do gás não para de subir, a outra opção seria enfrentar o encarecimento da energia elétrica (combustível que poderia substituir o gás). Mas, apesar disso, algumas empresas estudam mudanças na matriz energética. Ano passado, como o preço da eletricidade estava muito alto, alguns estabelecimentos converteram os equipamentos para gás, que era mais vantajoso por causa do preço. Hoje, no entanto, pegam o caminho inverso.

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