quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Cidade de Garanhuns é contemplada com duas novas ambulâncias

Veículos, foram obtidos pela atuação do Deputado Federal, Jorge Corte Real. 
Pollyana Chaves: “A renovação da frota é de grande importância”. (Fotos: Camila Queiroz)

O município de Garanhuns recebeu duas novas ambulâncias que vão integrar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os veículos que foram apresentados em frente ao Palácio Celso Galvão, nesta quarta-feira (27), substituirão a antiga frota, com o intuito de promover uma maior qualidade dos atendimentos de emergência na cidade.

São duas novas unidades, uma de suporte básico e outra avançado. Sendo a primeira destinada àquelas ocorrências mais simples, e a outra equipada para atendimentos de maior complexidade. Adquiridas por meio de recursos de uma emenda parlamentar conquistada pelo prefeito Izaías Régis, junto ao deputado Jorge Côrte Real, cada ambulância custou R$ 176.286,00, ambas totalizando um investimento de mais de 350 mil.

As viaturas ainda receberão todo equipamento necessário para que sejam disponibilizadas para o uso. A coordenadora municipal do Samu, Pollyana Chaves, exalta a aquisição em benefício da população. “A renovação da frota é de grande importância, porque é algo que nos dará uma maior agilidade nos atendimentos, realizando um serviço de excelência no município”, declarou.
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Governo de PE vai economizar R$ 400 milhões de reais em 2018

Marcelo Barros, Secretário da Fazenda de Pernambuco: “Fomos um dos
poucos estados que conseguiram firmar a renegociação total que a legislação permitia”.

O Governo de Pernambuco terá uma economia de R$ 400 milhões em 2018 em razão da renegociação de dívidas com Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BDNES). Os aditivos foram firmados na última sexta-feira (22/12), último dia previsto pela Lei Complementar Federal 156/2016. A medida é considerada fundamental para a saúde das contas públicas. Apesar de não ter havido alteração nos valores devidos, houve alongamento do prazo para quitação do débito e dos períodos de carência, tornando as parcelas mais suaves.

“Fomos um dos poucos estados que conseguiram firmar a renegociação total que a legislação permitia, o que mostra mais uma vez o compromisso do governador Paulo Câmara com a administração financeira”, aponta o secretário da Fazenda, Marcelo Barros (foto acima). O valor renegociado pelo Governo de Pernambuco gira em torno de R$ 4,5 bilhões, o equivalente a cerca da metade de toda a dívida estadual.

A renegociação obtida por parte dos entes federativos foi o resultado de um esforço conjunto dos governos estaduais. Em abril de 2016, as Procuradorias Gerais de Santa Catarina, Rio Grande Sul, Pernambuco e de outros 13 estados, coordenadamente, ajuizaram ações com a pretensão de recalcularem a dívida com a União e obtiveram, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), liminares que suspenderam o pagamento das dívidas.

Dois suspeitos, mas Gilmar, não aceita suspeição movida por Miller

Marcelo, é alvo de investigação por suposto jogo duplo em benefício da JBS à época em que 
ocupou cargo no Ministério Público Federal. (Estadão Conteúdo / Foto: André Dusek).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes (foto acima), pediu à presidente da Corte, Cármen Lúcia, que negue ação de suspeição movida pelo ex-Procurador do Ministério Público Federal (MPF), Marcelo Miller. A defesa evocou suposta parcialidade de Gilmar para julgar habeas corpus do ex-integrante da força-tarefa Greenfield.

Miller requereu a suspeição de Gilmar no âmbito de um pedido que fez ao STF, para ficar em silêncio na CPI da JBS. Em sorteio, a relatoria caiu com o ministro, que acabou, posteriormente, acolhendo o pedido da defesa, permitindo que o ex-procurador não se pronunciasse sobre perguntas feitas aos parlamentares quando comparecesse Comissão.

Marcelo Miller é alvo de investigação por suposto jogo duplo em benefício da JBS à época em que ocupou cargo no Ministério Público Federal. Seu nome foi citado por Joesley Batista em um dos áudios em que o empresário confessa supostas omissões em sua delação e que culminaram com a rescisão de seu acordo com a PGR e o Supremo.

Leniência: Estaleiro diz que subornou Petrobrás no Governo FHC

Suborno de US$ 300 mil (equivalente hoje a R$ 994 mil) teria sido pago em
2001 e 2002 para "funcionários do governo". ( Mário César Carvalho - Folha de S.Paulo).

O estaleiro de Cingapura Keppel Fels, um dos maiores do mundo, relata em acordo que assinou com autoridades de três países que pagou propina para assegurar que ganharia um contrato no governo de Fernando Henrique Cardoso para a construção da plataforma P-48 (foto abaixo) para a Petrobrás. O suborno de US$ 300 mil (equivalente hoje a R$ 994 mil) teria sido pago em 2001 e 2002 para "funcionários do governo", de acordo com documento que está no Departamento de Justiça dos EUA.

O valor do suborno é menor do que os relatados em contratos fechados nos governos Lula e Dilma Rousseff. Algumas das menções de suborno ao PT já haviam aparecido em outras delações. É a primeira vez, porém, que o estaleiro fala de pagamento de propina também no governo FHC, ainda que em escala mais reduzida.

No primeiro contrato do estaleiro com a gestão petista, em 2003, o valor da propina alcançaria US$ 13,3 milhões (R$ 44 milhões), segundo a empresa. O suposto suborno relatado no caso do PT equivale a 1% do valor da plataforma P-53 (US$ 1,3 bilhão). Já no caso da propina paga durante o governo de FHC, ela corresponde a 0,03%, já que a P-48 custou por volta de US$ 800 milhões.

O acordo de leniência narra ainda que o Keppel Fels pagou um total de US$ 55,1 milhões ao PT e executivos da Petrobras ligados ao partido entre 2003 e 2012, num total de cinco contratos. O montante equivale a R$ 182,6 milhões em valores atuais. Os contratos eram para a construção de plataformas para o pré-sal -P-53, P-56, P-58, P-61- e uma para a Sete Brasil, empresa que era dirigida por petistas.

Acordo de leniência é uma espécie de delação feita por empresas. O Keppel fez esse tipo de acordo com Brasil, Estados Unidos e Cingapura e pagou uma multa de R$ 1,4 bilhão. O Brasil ficou com R$ 692,4 milhões.
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Carlos Marum cobra apoio de Governadores em troca de dinheiro

Carlos: “Financiamentos da CEF são ações de governo. E, nesse sentido, entendemos que deve, sim, 
ser discutido com esses governantes, no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência”.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, ontem (26) que o governo espera “reciprocidade” na questão da reforma da Previdência daqueles governadores que aguardam financiamentos de bancos públicos. O ministro afirmou que financiamentos da Caixa Econômica Federal e de outros bancos públicos são ações de governo e, portanto, o governo pode discutir essa reciprocidade nas questões que o interessam.

A declaração de Marun vem em resposta às queixas do governador de Sergipe, Jackson Barreto, feitas após reunião dele no Palácio do Planalto. De acordo com Barreto, conforme publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo na última sexta-feira (22), o ministro teria dito que só liberaria os financiamentos após a votação da reforma da Previdência. Segundo o jornal, Barreto, que é integrante do PMDB, saiu “chocado” da reunião.

“Financiamentos da Caixa Econômica Federal são ações de governo. E, nesse sentido, entendemos que deve, sim, ser discutido com esses governantes, alguma reciprocidade no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência, que é uma questão que entendemos hoje ser de vida ou morte para o Brasil”, disse o ministro.

Marun não confirmou que os contratos de financiamento só serão liberados após a votação da reforma, mas afirmou que o governo espera o apoio dos governadores quando o assunto é a reforma da Previdência. “Realmente, o governo espera daqueles governadores que têm recursos, financiamentos a serem liberados uma reciprocidade no que tange à questão da Previdência”, disse. “É uma ação de governo. Sendo uma ação de governo, obviamente que o nível de apoio que o governador puder prestar na questão da reforma vai ser considerado nessa questão”, completou.

Hoje (27) à tarde, o presidente Michel Temer vai receber, além do próprio Marun, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para tratar da reforma. O relator da matéria na Câmara, Arthur Maia (PPS-BA), também foi convidado para o encontro.
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(Marcelo Brandão, Davi Oliveira e Gidi Santos – Agência Brasil).