domingo, 10 de setembro de 2017

Nos bastidores, sobre Bezerra Coelho: “O candidato é o filho”

Frente de oposição, formada entre PMDB, PSDB, DEM e PTB, pode, junto a outros partidos, 
dar musculatura a candidatura do Ministro de Minas e Energia. (Giovanni Sandes/Coluna Pinga Fogo).

Alvo de cinco inquéritos, o senador Fernando Bezerra Coelho, agora filiado ao PMDB, não é réu em nenhum. E considera que, a ser mantida a situação atual, sua candidatura a governador faria o PSB ficar impedido de discutir ética. É que o governador Paulo Câmara (PSB) é alvo de investigação com ele, o prefeito Geraldo Julio e o deputado federal Tadeu Alencar no inquérito 4.292, no Supremo Tribunal Federal: o caso Arena Pernambuco. Sem falar nos casos envolvendo FBC e o falecido Eduardo Campos (PSB).

Nas eleições 2016, muita gente esperava ver, no Recife, troca de acusações de PT, PSDB e PSB sobre corrupção e Lava Jato. E nada aconteceu. Sim, 2018 pode repetir a guerra suja nas redes sociais. Mas a Lava Jato tende a não ir para a TV. De novo.

Agora, pegue tudo isso e deixe de molho. Para a elite política estadual, o verdadeiro candidato da família Coelho seria o filho, o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, formalmente no PSB, ainda. Claro, falta acertar com a oposição. Por isso o gesto de Bezerra Coelho ao senador Armando Monteiro (PTB) e ao ministro Bruno Araújo (PSDB), presentes ontem na sua filiação ao PMDB, dizendo que não há nomes postos. Mas há: o filho.

Paulo Câmara em relação a FBC: “Estamos em campos distintos”

Segundo Governador, Fernando Bezerra já havia deixado claro que sua saída do PSB era inevitável
(Com informações de Giovanni Sandes/Coluna Pinga Fogo/ Jornal do Commercio).

Vice-presidente nacional do PSB e candidato a reeleição em 2018, o governador Paulo Câmara não deixa dúvidas sobre sua leitura a respeito da saída do senador Fernando Bezerra Coelho para ingresso no PMDB. “Estamos em campos distintos”, disse ele à coluna Pinga Fogo, assinada pelo Jornalista Giovanni Sandes. Para ele, o senador e seu grupo, por serem alinhados ao presidente Michel Temer (PMDB), têm “posições totalmente diferentes do PSB”, como se mostrou em inúmeras ocasiões nos últimos meses.

Nas palavras do governador, o senador já havia deixado claro que sua saída era inevitável, em conversa no Palácio e em suas movimentações. O único fato novo teria sido o PMDB, já que se falava no DEM como opção para a família Coelho.

A postura de Paulo demonstra a narrativa que o PSB usará para colar a forte rejeição a Temer na nova oposição, que tende a juntar a família Coelho, PSDB e DEM em um palanque que poderá ter o senador Armando Monteiro (PTB), contumaz opositor do PSB.

E reforça a necessidade socialista de fazer da Chesf uma bandeira regional, agregando siglas de esquerda contra o ministro Temer e o ministro Fernando Filho, que segue no PSB por formalidade. Após tirar da Frente Popular DEM e PSDB, o PSB vê o PMDB, principal aliado, indo embora. Subir o tom é uma necessidade.

Em Canhotinho, oposição alinha derrubada de Paulo em 2018

Neste domingo, durante a Missa do Vaqueiro, na cidade, o senador Fernando Bezerra Coelho, afirmou 
que até o final de outubro a frente de oposição ao governo de Paulo Câmara estará definida.

O entendimento em torno de um projeto que unifique os partidos e apresente a Pernambuco novas propostas, "um novo rumo e um novo tempo" foi o discurso que alinhavou as declarações das lideranças de oposição que participaram, neste domingo (10.09), da 16 ª Missa do Vaqueiro de Canhotinho, no Agreste Meridional.

O evento, que foi iniciado pela manhã e que se estendeu até à tarde, foi uma espécie de "renovação de votos" de partidos de oposição em relação à construção da frente oposição ao governador Paulo Câmara (PSB) em 2018, lançada há duas semanas em Caruaru.  Embora os Coelho tenham chegado e se retirado mais cedo, não se encontrando com o senador Armando Monteiro (PTB) e com ministro das Cidades, Bruno Araujo (PSDB), o clima foi de muita e aparente sintonia.

Neste domingo, em Canhotinho, o senador Fernando Bezerra Coelho, agora no PMDB, afirmou que até o final de outubro a frente de oposição ao governo de Paulo Câmara (PSB) estará definida. FBC acrescentou que as conversas que vêm acontecendo entre PMDB, PSDB, DEM e PTB se estenderão a outros partidos e as definições sobre formação de chapa só se acontecerão em fevereiro.

Bruno Araújo também reforçou que o diálogo é o caminho para a afinação as forças que já se posicionaram para fazer o contraponto à reeleição de Câmara. A despeito da postura governistas de deputados estaduais na Assembleia Legislativa, Araújo garantiu que "todo" o PSDB estadual entende que Pernambuco precisar passar por um processo de renovação. Por sua vez, o ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho (PSB) - apresentado por FBC como opção para o governo - destacou que, assim como o PMDB, os demais partidos têm nomes já postos que merecem ser analisados.
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Armando participa da Missa do Vaqueiro na cidade de Canhotinho

Edição 2017 da tradicional missa, reuniu mais de 3 mil vaqueiros, de acordo com a
organização. Evento, de caráter cultural e religioso. (Fotos: Léo Caldas).

O senador Armando Monteiro (PTB-PE) participou, neste domingo (10), da tradicional Missa do Vaqueiro de Canhotinho, no Agreste pernambucano. A festa, que está em sua 16ª edição este ano, reuniu diversas lideranças políticas do Estado, como o prefeito Felipe Porto (PSD), os deputados estaduais Álvaro Porto (PSD), Silvio Costa Filho (PRB) e Priscila Krause (DEM), os ministros Bruno Araújo (Cidades) e Fernando Filho (Minas e Energia), além do senador Fernando Bezerra Coelho. Uma multidão vinda de municípios vizinhos prestigiou o evento, que está inserido no calendário oficial do Estado.

A edição deste ano da Missa reuniu mais de 3 mil vaqueiros. O evento, de caráter cultural e religioso, vem crescendo ano a ano e se tornou um dos mais importantes da região. Na passagem por Canhotinho, Armando aproveitou para destacar a liderança que o deputado estadual Álvaro Porto exerce no município e região. Como forma de agradecimento ào senador Petebista, o deputado Álvaro Porto enfatizou que comunga do discurso de Armando, defendendo que o estado precisa de um novo governante.

Sobre o atual Ministro das Cidades, Bruno Araújo, Armando saudou o trabalho que vem desenvolvido por ele. “O ministro tem revelado lá em Brasília a sua capacidade de articulação e é uma peça muito importante nessa equação política que haveremos de promover em Pernambuco, para oferecer ao Estado um novo tempo, um tempo de esperança e de construção”, concluiu o senador.
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Humberto Costa desmente aliança entre PT e PSB em Pernambuco

Humberto: “O Partido tomou uma posição indicativa de ter uma candidatura própria. Vamos ver 
como é que as coisas evoluem para tomar uma decisão definitiva”. (Blog da Noélia Brito).

Ao que tudo indica, o PSB deverá caminhar sozinho em 2018, já que nem a tão alardeada aliança com o PT, propagada aos quatro ventos deve se confirmar. Com a saída do senador Fernando Bezerra Coelho para o PMDB, levando consigo o apoio do PTB, DEM, PSDB, PPS e provavelmente o PR, coube ao senador Humberto Costa, principal nome do PT no Estado, a missão de colocar um ponto final na boataria sobre a suposta aliança, iniciada depois que o ex-presidente Lula, em visita a Pernambuco, com sua caravana, participou de conversas com o atual governador de Pernambuco Paulo Câmara.

Em trecho de áudio divulgado por Humberto Costa, que circula por grupos do aplicativo WhatsApp, o líder do PT no Senado desmente categoricamente que exista qualquer "discussão, entendimento ou articulação para uma recomposição do PT com o PSB aqui no Estado de Pernambuco". No áudio, Humberto diz: “Nós estamos afastados do PSB já há algum tempo, desde a eleição de 2012, quando nós tínhamos a Prefeitura do Recife e o PSB num processo de isolamento e de aproveitamento das divergências internas do PT elegeu o hoje prefeito Geraldo Júlio”.

Ainda sobre o tema, Humberto revela: “Nas eleições de 2014 e de 2016 estivemos distanciados e muito distanciados e também temos aí uma questão muito relevante que é o fato de que o PSB de Pernambuco apoiou o processo de 'impeachment' da presidenta Dilma e como tal isso representa um afastamento que é muito difícil de ser superado e mais ainda no campo nacional não vemos nenhum tipo de entendimento para isso.”

Noutra parte do áudio compartilhado pelo Senador Petista, ele defende: “O Partido tomou uma posição indicativa, lógico que não é uma posição definitiva, mas é indicativa de ter uma candidatura própria (possivelmente Marília Arraes). Vamos ver como é que as coisas evoluem para tomar uma decisão definitiva, mas nesse momento não há nada em termos concretos ou não em relação a entendimentos com o PSB em Pernambuco."
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A casa caiu: Fachin decreta prisão de Joesley e Ricardo Saud

Ministro, no entanto, negou estender a medida ao ex-procurador Marcelo Miller. PGR suspeita 
que Miller atuou como “agente duplo” durante o processo de delação. (Blog do Jamildo).

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou o pedido do procurador-geral Rodrigo Janot de prisão dos delatores Joesley Batista e Ricardo Saud, executivos do Grupo J&F. As prisões são temporárias. Não há ainda previsão sobre quando serão efetuadas pela Polícia Federal.

De acordo com a Folha de S.Paulo, Fachin, no entanto, negou estender a medida ao ex-procurador Marcelo Miller. O pedido também foi feito pelo procurador-geral, Rodrigo Janot. Marcelo atuou como assessor de Janot na Operação Lava Jato.

As prisões foram solicitadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator das investigações da J&F, na última sexta-feira, dia 8, após o procurador-geral concluir que os colaboradores esconderam do Ministério Público  Federal (MPF) fatos criminosos que deveriam ter sido contados nos depoimentos.

A conclusão de que os delatores omitiram informações passou a ser investigada pela PGR na segunda-feira (4), a partir de gravações entregues pelos próprios delatores como forma de complementação do acordo.  A PGR também suspeita que o ex-procurador da República Marcelo Miller atuou como “agente duplo” durante o processo de delação. Ele estava na procuradoria no período das negociações e deixou o cargo para atuar em um escritório de advocacia em favor da J&F.
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PT quer Janot na CPI, para que ele explique acordo com a JBS

Petistas afirmam que Janot apresentou as denúncias contra o partido para “desviar o foco” da 
crise que se instalou em seu gabinete após o autogrampo de delatores da J&F. (Folha de São Paulo).

As denúncias de Rodrigo Janot contra a cúpula do PT surtiram efeito no Congresso. Irritados com a atuação da PGR, deputados petistas agora endossam ofensiva antes protagonizada só por aliados de Michel Temer para fustigar o chefe do MPF.

Após a sigla petista ser alvejada pelas acusações de obstrução de Justiça e organização criminosa, nomes do partido passaram a defender que o procurador-geral seja levado à CPI que investiga a JBS para explicar o acordo que fechou com Joesley Batista.

Enquanto Janot estiver à frente da PGR, os integrantes da CPI só podem convidá-lo a falar. Quando ele deixar o comando do órgão, a partir do dia 18, poderá ser convocado.

Os petistas afirmam que Janot apresentou as denúncias contra o partido para “desviar o foco” da crise que se instalou em seu gabinete após o autogrampo de delatores da J&F. “Ele adotou procedimento básico em qualquer manual de gerenciamento de crise”, diz Paulo Pimenta (PT-RS). O discurso do PT é idêntico ao que foi adotado pelo PMDB nesta sexta (8), após Janot também denunciar a cúpula da sigla no Senado por organização criminosa.
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Ex-Ministro José Dirceu: "Prefiro morrer a delatar como Palocci fez”

Dirceu: "Só luta por uma causa quem tem valor. Os que brigam por interesse têm preço. 
Prefiro morrer que rastejar e perder a dignidade". (Mônica Bergamo, do Jornal Folha de São Paulo).

José Dirceu, ex-ministro Chefe da Casa Civil entre os anos de 2003 a 2005, condenado na Operação Lava Jato, disse durante a semana, que prefere "morrer" antes de delatar, como tenta fazer o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. O próprio Dirceu, questionado sobre o depoimento em que Palocci envolve Lula diretamente com o recolhimento de propinas para o PT, respondeu a interlocutores:

"Só luta por uma causa quem tem valor. Os que brigam por interesse têm preço. Não que não me custe dor, sofrimento, medo e às vezes pânico. Mas prefiro morrer que rastejar e perder a dignidade".

O depoimento do ex-ministro da Fazenda ao juiz Sergio Moro levou a uma comparação entre o comportamento dele e de condenados como Dirceu e João Vaccari, ex-tesoureiro do PT. Os dois suportariam tudo em nome de uma "causa". Já Palocci jamais teria tido qualquer compromisso com ela.
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Geddel pode ter mais malas, em seu complexo do Tio Patinhas

Juiz federal, Vallisney de Souza Oliveira já mandou vasculhar outros endereços,
inclusive a casa onde mora a mãe de Geddel. (Blog Diário do Poder).

O apartamento no Chame-Chame, bairro de Salvador, não é o único local onde Geddel Vieira Lima escondia dinheiro. A suspeita é que há malas e caixas semelhantes espalhados em diversos outros locais, inclusive fora da Bahia. A apreensão dos R$51 milhões atribuídos ao ex-ministro de Lula e Temer não causou especial surpresa no mundo político: esse tipo de esconderijo é mais comum do que se imagina. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O imóvel no Chame-Chame era conhecido dos vizinhos de Geddel, que o viam com frequência no local: ele fica a menos de 1 quilômetro da casa do ex-ministro. O Ministério Público Federal (MPF), junto a Polícia Federal (PF) vão listar até mesmo imóveis remotamente ligados a Geddel, à procura de malas.

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira já mandou vasculhar outros endereços, inclusive a casa onde mora a mãe de Geddel. Uma das expectativas dos investigadores, no caso Geddel, é que ele também se disponha a delatar seus cúmplices no esquema.

Após depoimento de Palocci, 2018 fica aberto em relação a Lula

Avaliação, é de que, ainda que Palocci tenha de comprovar o que disse ao juiz Sérgio Moro, suas 
afirmações são fortes e podem comprometer ainda mais a imagem de Lula. (Magno Martins).

O depoimento prestado nesta semana pelo ex-ministro Antonio Palocci, no qual ele atribui ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o protagonismo no esquema de corrupção na Petrobrás, deixa em aberto a tentativa do petista de se viabilizar como candidato à Presidência da República em 2018, segundo analistas consultados pelo Estado. A avaliação é de que, ainda que Palocci tenha de comprovar o que disse ao juiz Sérgio Moro, suas afirmações são fortes e podem comprometer ainda mais a imagem de Lula.

O professor emérito de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) Ruy Fausto, defende que o depoimento enfraquece ainda mais a posição do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. “Creio que, agora, a direção do PT no fundo se empenhará principalmente em evitar que ele seja preso”, afirma Fausto. 

Para Fausto, se por um lado a fala de Palocci mostrou “o violento processo de corrupção que atingiu o poder petista”, por outro, “é evidente que Palocci está numa situação desesperada e, para se safar, dirá o que aconteceu e também o que não aconteceu. Assim, é preciso ter alguma cautela”, afirmou.