terça-feira, 15 de agosto de 2017

Falta de professores e hospital-escola para curso de Medicina em Garanhuns gera audiência no Ministério Público de Pernambuco

Situação é investigada pelo Ministério Público desde 2015 e, na semana passada, uma audiência 
reforçou que os problemas persistem. (Com informações do Folha de Pernambuco /Foto:Divulgação).

O curso de medicina da Universidade de Pernambuco (UPE) em Garanhuns, no Agreste, acabou de formar a primeira turma. Junto com a comemoração, a preocupação. Mesmo com seis anos de funcionamento, o curso sofre deficiências graves, segundo o Conselho Regional de Medicina (Cremepe) e o Sindicato dos Médicos (Simepe), pela falta de professores e inexistência de um hospital-escola na cidade.

A situação é investigada pelo Ministério Público desde 2015 e, na semana passada, uma audiência reforçou que os problemas persistem. As instituições médicas apontam que a situação precária exemplifica a complexidade que os cursos médicos exigem. 

Aluno do 7ª ano, o estudante Augusto Carvalho, 23 anos, está a dois períodos do internato, que é prazo de dois anos finais onde o aluno vive o dia a dia de especialidades médicas. A ansiedade por novas rotinas, no entanto encontrou a incerteza. “Para mim, nosso maior problema hoje é a questão do curso de prática.

Isso porque não temos o hospital-escola já que o hospital de Garanhuns (a unidade Dom Moura) não foi adequado para o ensino. Isso gera aquela expectativa de como acontecerá nossa formação. Sabemos da importância do internato na própria cidade, mas não vemos perspectiva para que isso aconteça em curto prazo”, lamentou.

A saída encontrada por vários deles tem sido cumprir esta parte do curso em hospitais-escola de Caruaru, Serra Talhada ou Recife. “O campo de prática para os futuros médico não é garantido”, reclamou o presidente do Simepe, Tadeu Calheiros.

Outro problema, de acordo com o Cremepe e o Simepe, é a deficiência de professores e tutores. O curso, à época da abertura, prévia um quadro de 55 profissionais. Mas até hoje só conta com 27 concursados e 14 contratados, ou seja, 14 a menos que o previsto. Neste quesito, Calheiros comentou que entrou na rotina o convite de professores para aulas pontuais, a imprevisibilidade de algumas cadeiras, além de compartilhamento de docentes por turmas que são inversa e amplamente diferentes.

O cenário desenhado na UPE Garanhuns acende o alerta sobre a complexidade que a inauguração de um curso de medicina requer. “Sem sombra de dúvida é preciso critério. Não é abrir um curso e correr atrás dos campos de prática depois”, criticou.

A diretora do campus, Rosângela Falcão, informou que a situação vem sendo contornada. Se em 2015 só haviam 17 professores concursados e turmas ficaram sem aula, hoje são 27 professores e não há interrupções de cronograma de aula. “Temos conseguido suprir o déficit de professores. Agora, realmente, não estamos com quadro completo. Um dos motivos é que existe baixo interesse dos médicos em fazer o concurso para a universidade porque o salário é bem menor do que para atuar como médico da Secretaria de Saúde”, justificou. A remuneração para professor, segundo ela, gira em torno de R$ 3 mil, quando um plantonista em serviços de saúde pode chegar a R$ 7 mil. 

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) disse que o colegiado formado pela UPE, Dom Moura, Geres e UPAE já articulou algumas estratégias. Entre as ações para fornecer os critérios de hospital-escola ao Dom Moura estão a implantação de cirurgias em traumatologia e ortopedia; realização de curso de aperfeiçoamento para preceptoria no SUS; convocação de 43 novos profissionais para compor as escalas de plantão; além da implantação de residência em enfermagem obstétrica.
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Parques e Avenidas de Garanhuns estão com nova iluminação LED

Em todos os casos, para que houvesse as instalações de novas luminárias nesses 
ambientes, o trabalho da equipe de iluminação da Secretaria de Infraestrutura foi essencial.

Quem desfrutou dos 10 intensos dias em que ocorreu a 27ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns, pode conferir uma vasta programação musical e artistica, que buscou, além de difundir cultura, valorizar a cena artista pernambucana. Em todos os cantos da cidade, foi possível assistir a ações culturais de inúmeros campos, dentre eles, por exemplo, o circo. A magia do FIG conquistou a todos, e dadas as devidas proporções, o evento se sagrou um sucesso. Passado o Festival, ficou o retrato vivo de um trabalho minucioso; que foi realizado nos ambientes mais visitados aqui na cidade.

Os parques Euclides Dourado e Ruber van der Linden ( o Pau Pombo), por exemplo, foram dois ambientes que passaram por mudanças. Por lá, alterações estruturais se encarregaram de vesti-los de mais simpatia, receptividade e calor humano. Além dos parques, a praça Souto Filho, mais conhecida como “a praça da Fonte Luminosa”, e o Centro Cultural, também ganharam novas formas.

Em todos os casos, para que houvesse as transformações nesses ambientes, o trabalho da equipe de iluminação da Secretaria de Infraestrutura foi essencial. A atuação, rendeu ao município, instalações de lâmpadas do tipo LED, feitas com material reciclado. Essa produção, inovadora aqui na cidade, reverteu custos apenas de mão de obra, enquanto que na reposição das luzes, o gasto foi zero.

No Centro Cultural, as luminárias dispostas, terão vida útil de dez anos - mesmo período em que permanecerão ativas, as que foram instaladas em algumas avenidas da cidade, como na Rui Barbosa e Santo Antônio. Durante o Festival de Inverno, a recepção a nova iluminação foi bastante positiva. Por todo a cidade foi possível ver crianças, idosos, familiares em geral, se aproximando da ornamentação luminária, para registrarem a beleza do trabalho, através de fotografias.
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Posto em liberdade, Marinho reassume mandato na Câmara

Parlamentar havia sido preso no último dia 11 de maio, por força de um mandado de prisão da 17ª
Vara Criminal da Capital de Alagoas, Maceió. Prisão, foi efetuada dentro da Operação Sem Fronteiras

Após permanecer preso por três meses na prisão de segurança máxima, Cadeião, localizada na capital do estado alagoana, Maceió, em decorrência da Operação Sem Fronteiras, deflagrada aqui em Garanhuns no mês de maio (dia 11), foi solto na última sexta-feira (11), e reassumiu o mandato parlamentar na Câmara de Vereadores de Garanhuns, nesta segunda (14), o vereador eleito em 2016 pelo PHS, Mário dos Santos Campos Júnior, o popular “Marinho da Estiva” (foto acima).

A prisão de Marinho, juntamente a outros 11 acusados, foi expedida ainda em maio, pela 17ª Vara Criminal da Comarca de Maceió. Naquela ocasião, a prisão preventiva dos acusados foi decretada pelo juízo, em razão da Operação Sem Fronteiras buscar desmantelar um grupo criminoso especializado em roubo de cargas nas estradas de Alagoas, que se concentrava em Garanhuns, cujo supostamente, o vereador faria parte.

Em maio, a ação foi deflagrada pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL), em parceria com a Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), da Polícia Civil de Alagoas. A acusação feita pelas polícias àquela época à Marinho, foi de que ele seria supostamente responsável pela lavagem de dinheiro do bando, enquanto que Cícero dos Santos Camilo – conhecido na região como “Ciço Grude”, seria o líder da quadrilha, sua esposa, Luciana Ferro de Lima, seria responsável pela contabilidade do esquema criminoso, ao passo que o Tenente PM Djou Silva, seria o encarregado do apoio armado ao grupo.

Apesar das fortes acusações da Polícia Alagoana, passados três meses, o Juízo de Direito da 17ª Vara Criminal de Maceió decidiu substituir a prisão preventiva de 7 envolvidos, presos no último dia 11 de maio, por medidas cautelares, sendo eles: João Paulo dos Santos; Leandro Aristides Bento; Júlio César Wanderley, Luciana Ferro Lima, Djoou Silva Carvalho (Tenente PM) e o Vereador Garanhuense Marinho da Estiva.

As prisões foram substituídas por medidas cautelares, por entender aquela Vara Criminal, que o prazo legal concedido para conclusão do inquérito Policial foi excedido. Em liberdade, os sete envolvidos terão de cumprir as seguintes medidas cautelares: 1. Comparecimento mensal em juízo na Comarca em que reside, até o dia 05 (cinco) do mês, e em caso de sábado, domingo e feriados, no primeiro dia útil subsequente, para prestar informações a respeito de suas atividades; 2. Não se ausentar da Comarca onde reside e comunicar previamente a este Juízo antes de mudar seu endereço; 3. Recolhimento domiciliar das 20 (vinte) horas às 05 (cinco) horas do dia seguinte; e 4. Comparecer a todos os atos do respectivo processo em que figuram seus nomes.

De volta a Câmara, retornando ao seu gabinete; o posto de 2º secretário da mesa diretora da casa, e suas atividades parlamentares, Marinho convocou uma coletiva de imprensa nesta segunda. Na ocasião, ele comunicou oficialmente à população, o retorno aos trabalhos. De acordo com o advogado do vereador, o Doutor Marinésio Luz, Marinho é inocente de todas as acusações. “Esse processo já perdura por quatro meses. Essa investigação é feita por um Grupo chamado Gecoc. Esse grupo é um grupo muito competente, que eu inclusive parabenizo pelas suas atuações, mas nesse processo não conseguiu provar nada. Ele (Marinho), sequer conhecia os acusados, conhecia três apenas”, defendeu o Doutor Marinésio, durante a coletiva de imprensa deste segunda.

Ainda segundo o advogado de Marinho, o Ministério Público Alagoano, assim como a 17ª Vara Criminal da capital, já estão em posse do inquérito policial (não conclusivo), produzido pela polícia daquele estado. De acordo com Marinésio, no caso do MP alagoano oferecer a denúncia a justiça, o vereador Marinho poderá responder as acusações por escrito. Ainda segundo o advogado, a expectativa é que o MP não promova a denúncia, dada a falta de elementos comprobatórios da participação do vereador em qualquer ato de natureza ilícita a que se refere a polícia alagoana. Durante o período em que esteve afastado, Marinho foi substituído pelo suplente imediato da coligação, o vereador Luiz Leite.
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