terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Sivaldo pode assumir mandato de Deputado Estadual já em 2017

Acaso o Governador convoque Eduíno Brito, que foi eleito pela coligação de Albino, para 
ocupar algum posto do alto escalão, Sivaldo poderá ocupar assento na Alepe, já durante este ano.

Depois de optar em não mais concorrer em 2016 há uma vaga no Legislativo de Garanhuns, por razão de disputar a cadeira mais importante do Palácio Celso Galvão (a de Prefeito), o vereador por quatro mandatos e agora ex-líder da oposição na Câmara, Sivaldo Albino, do PPS, pode assumir um mandato de Deputado Estadual na Assembleia Legislativa de Pernambuco já em 2017. Sivaldo, que concorreu a eleição proporcional de deputado em 2014, passou a ser o primeiro suplente de sua coligação; que naquele ano, elegeu Eduíno Brito de Arcoverde e Socorro Pimentel de Araripina. Aquela época, a coligação da qual Albino fez parte “Frente Pela Redução na Carga Tributária”, foi formada por três partidos da base de apoio ao Governador Paulo Câmara, PSL, PHS e PPS.

Em 2014, Albino contabilizou 13.310 votos; o que lhe rendeu o posto de quarto suplente em sua coligação. Três outros candidatos, que ficaram respectivamente afrente de Sivaldo na suplência, caso de Toinho Figueiroa, Vilmar Cappellaro e Bruno Pereira, mudaram de legenda, o que acabou colando Albino na 1ª suplência e tornando possível sua ida a Alepe, acaso o Governador convoque Eduíno para ocupar algum posto do alto escalão do Estado, como vem sendo especulado. Para o caso de Tonho Figuerôa, ele era o 1º suplente, deixando o PHS para se filiar ao PSB; partido onde acabou se elegendo vereador pela cidade de Santa Cruz do Capibaribe. Vilmar Cappellaro, que era o 2º, foi eleito Prefeito de Lagoa Grande e antes disso, trocou o PPS de Albino, pelo PMDB de Ivo Amaral. 3º suplente, Bruno Pereira, que saiu do PHS para o PTB, se elegeu prefeito da cidade de São Lourenço da Mata, localizada na Região Metropolitana da capital, Recife.

Na eleição de 2014, Tonho Figuerôa obteve 22.854 votos, enquanto que Vilmar Cappellaro somou 19.024 e Bruno Pereira, 17.510. Ainda que não tivessem sido eleitos em outubro do ano passado, pouco provavelmente os três, Figuerôa, Cappellaro e Bruno, poderiam assumir a vaga, caso  Eduíno ocupe uma secretaria. Os três se filiaram a outras legendas e o entendimento do Direito Eleitoral atualmente é que o mandato pertence ao partido, e não ao candidato, seja ele eleito ou suplente. Em se confirmando a ascensão de Albino a Alepe, através de uma investida de Paulo Câmara, esse seria um gesto de reconhecimento por parte do Governador a Sivaldo; dada sua importância hoje dentro Frente Popular de Pernambuco, grupo base do atual governo.

Conforme havíamos trazido com exclusividade essa possibilidade, já no final julho de 2016 (relembre AQUI), do ponto de vista político eleitoral, nada poderia ser melhor para Sivaldo e Garanhuns. Sem um quadro efetivo de lideranças políticas locais, até mesmo por parte do Partido Socialista Brasileiro (PSB - do Governador Paulo Câmara aqui na cidade), acaso ele se confirme na Alepe, o socialista passa a ser o principal candidato a deputado estadual da Frente Popular em 2018 em Garanhuns. Por toda sua atuação ao longo desses 16 anos, como vereador, Sivaldo, que por duas vezes foi presidente do Poder Legislativo, agora sem mandato, sai da Câmara Municipal reconhecido pela população, já que fez uma oposição responsável, no tocante a fiscalização aos atos do Poder Executivo.
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Com 13 aliados, Izaías poderá contar com oposição ainda este ano

Para o vereador Alcindo Correia, reeleito ano passado pelo PCdoB, o surgimento 
de um bloco oposicionista em Garanhuns deve ocorrer até o fim de 2018.

Ao escrever sobre  o atual cenário vivido em Garanhuns, a partir da reeleição por parte do Prefeito Izaías Régis, que soma atualmente os 13 novos vereadores na Câmara com status de seus aliados, o jornalista Inaldo Sampaio defendeu em publicação no seu Blog, nesta primeira terça-feira do ano (3), que Izaías, assim como os Prefeitos de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PR) e Júnior Matuto (PSB) de Paulista, vivem em céu de brigadeiro. Segundo a publicação do jornalista da capital, apesar de contar com todos os recém empossados vereadores da cidade, o próprio Izaías defende que deve ser fiscalizado.

Ao final da eleição ocorrida em 2 de outubro do ano passado, através da coligação “Construindo o Futuro”, Régis obteve, além da maior vitória política eleitoral já registrada em Garanhuns, com relação a eleição majoritária, os treze assentos na casa. Apesar disso, há quem defenda que toda esta unanimidade na Câmara não deve continuar, podendo mudar ainda este ano. Para Alcindo Correia, reeleito ano passado para seu segundo mandato pelo PCdoB, também aliado de Régis, antes mesmo do fim deste primeiro biênio do Legislativo Municipal de Garanhuns, um bloco de natureza oposicionista deverá surgir.

Acompanhando a vereadora Carla Patrícia, a popular Carla de Zé de Vilaço, durante sua primeira entrevista em uma rádio local (Marano Fm), já como nova chefe do Poder Legislativo de Garanhuns, na tarde desta segunda-feira (2), Correia disparou: “Eu particularmente não creio que o Prefeito Izaías vai levar esses treze vereadores até o final desse biênio (2017/2018). Eu creio que alguns vereadores irão para oposição, já que uma chapa contrária a nossa existiu até momentos antes da eleição da mesa diretora da casa”.

Alcindo se refere, a informação que circulou nos bastidores durante os meses de novembro e dezembro, que dava conta de quatro outros vereadores, atuando noutra chapa a entrar na disputa. Em sua fala na entrevista, Alcindo deixou entender, que esta chapa, acaso registrasse ata de candidatura na eleição de domingo, dia 1, traria já naquele momento, uma atuação oposicionista ao que era defendido pelo Governo Izaías. Ainda de acordo com Alcindo; o chamado G9, grupo dos 9 vereadores que integraram inicialmente o apoio a eleição de Carla, chegou a promover um encontro com o Prefeito para assegurar a vitória da petebista. Segundo Correia, um documento de compromisso foi assinado por todos os parlamentares envolvidos no G9.
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Após eleições, sete novos deputados assumem mandato na Alepe

Com a mudança na composição da Casa, a Alepe tem agora sete deputadas 
duas a mais do que no início dessa 18ª Legislatura. (Fonte: Alepe).

Sete novos deputados tomaram posse na Assembleia Legislativa, na segunda (2), em cerimônia realizada no gabinete da Presidência do Poder Legislativo. Isaltino Nascimento (PSB), Jadeval de Lima (PDT), Laura Gomes (PSB), Paulinho Tomé (PT) e Roberta Arraes (PSB) assumem os mandatos em definitivo. Terezinha Nunes (PSDB) e Gustavo Negromonte (PMDB) atuarão como deputados suplentes, nos lugares dos parlamentares licenciados Nilton Mota (PSB), atual secretário estadual de Agricultura, e Alberto Feitosa (PR), que ocupa a função de secretário municipal de Saneamento do Recife. Além deles, outros dois suplentes, que já estavam no exercício do mandato, tornam-se a partir de agora efetivos: Antônio Moraes (PSDB) e Marcantônio Dourado (PSB).

Em discurso na solenidade, o presidente da Alepe, deputado Guilherme Uchoa (PDT), destacou que quatro dos sete deputados empossados já passaram pelo Parlamento Estadual. “Eles encontrarão melhorias na infraestrutura da Casa. Temos, hoje, gabinetes do mesmo tamanho para todos os parlamentares, e teremos, em breve, um novo centro administrativo no antigo Anexo I e um novo Plenário, que será o melhor do Brasil”, declarou o presidente. “Conseguimos toda essa estrutura sem pedir um centavo a mais em verba suplementar. Ao contrário, devolvemos R$ 15 milhões do nosso orçamento para ajudar o Poder Executivo nesse momento de crise”, ressaltou.

Sete das nove vagas que foram preenchidas nesta primeira segunda-feira do ano de 2017, surgiram após parlamentares renunciarem a seus mandatos, por terem sido eleitos para assumir a gestão de prefeituras municipais em 2017. Aglailson Junior (PSB) foi escolhido prefeito em Vitória de Santo Antão (Mata Sul); Ângelo Ferreira (PSB), em Sertânia (Sertão do Moxotó); Botafogo (PDT), em Carpina (Mata Norte); Lula Cabral (PSB), no Cabo de Santo Agostinho (RMR); Miguel Coelho (PSB), em Petrolina (Sertão do São Francisco); Professor Lupercio (SD), em Olinda (RMR), e Raquel Lyra (PSDB), em Caruaru (Agreste). As outras duas vagas vieram com a renúncia dos suplentes Maviael Cavalcanti (DEM) e Anchieta Patriota (PSB), os quais abriram mão do mandato de deputado para assumir as prefeituras de Macaparana e Carnaíba, respectivamente.

Bancada feminina - Com a mudança na composição da Casa, a Alepe tem agora sete deputadas – duas a mais do que no início da 18ª Legislatura. “A política já tem tantos homens, então é importante ter mais mulheres aqui, para estimular uma participação feminina maior na política em geral”, considerou Roberta Arraes, que proferiu o compromisso solene de posse. Com relação aos partidos, na nova distribuição, a bancada do PSB tem um deputado a menos (passou de 15 para 14 parlamentares). Já o PT, agora com três deputados, e PMDB, com dois parlamentares, ganharam um integrante a mais no Parlamento Estadual, enquanto o Solidariedade (SD) ficou sem representação no Poder Legislativo pernambucano, com a saída de Professor Lupércio.
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