segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Senador Álvaro Dias anuncia sua pré-candidatura à Presidência

À reportagem, Dias, afirmou discordar de "muitos analistas" que veem, uma possibilidade de 
polarização eleitoral entre o ex-presidente Lula (PT), e o deputado federal, Jair Bolsonaro. ( Folhapress).

Discursando contra os partidos políticos - que definiu como atores de um "quadro deteriorado", que "mergulhou pais num oceano de dificuldades-, o senador Alvaro Dias (Podemos, do Paraná) divulgou, neste domingo, 19 de novembro, a sua pré-candidatura à Presidência para o ano que vem, 2018. Dias (foto acima), participou de um evento na Assembleia Legislativa de São Paulo, promovido pela juventude de seu partido. Elogiou as ações de combate à corrupção do Ministério Público, da Justiça e da Polícia Federal. Citou dois "ícones da Justiça": os juízes da lava Jato Sergio Moro e Marcelo Bretas).

"Ou mudamos, ou seremos atropelados por esse sentimento irresistível", afirmou. "Organizações criminosas", "lavanderias do dinheiro público", "filhos do Petrolão" e "sanguessugas" foram alguns dos termos que o senador usou para se referir à classe política. À reportagem ele afirmou discordar de "muitos analistas" que veem, neste momento, uma possibilidade de polarização eleitoral entre o ex-presidente Lula (PT), à esquerda, e o deputado federal (Jair Bolsonaro), à direita.

O senador registrou 4% das intenções de voto na última pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, em outubro. Lula, ex-presidente, apareceu naquela ocasião, com 36% e Bolsonaro, 16%. "Há no inconsciente coletivo um movimento que emerge, avassalador, contra os velhos conceitos, que estão arraigados ainda entre os analistas", ele diz. "Imagino as pessoas lúcidas, conscientes de que a omissão pode ser tragédia política renovada".

Ele diz apostar que o PSDB, que deixou em 2015, enfrentará rejeição nas urnas em 2018. Os tucanos veem algumas de suas principais lideranças, como os senadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), atingidos pelas investigações da Lava Jato. Além disso, o partido tem vivido uma divisão interna sobre permanecer ou desembarcar do governo Temer.

Dias: "O PSDB já perdeu várias eleições e deve perder mais uma, como consequência exatamente do seu perfil de partido cartorial, com decisões impostas de cima para baixo. (A sigla) não exercita internamente a democracia e promove divergências internas".

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