quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Psiquiatra da UPAE fala sobre sexualidade na Rádio Jornal

Entrevistado, o Dr. Franco Junqueira, coordenador Técnico da Unidade de Saúde, abordou dentre 
outras questões, as chamadas “Perversões Sexuais", conhecidas como Parafilias. (Vox Comunicação).

Com irreverência e descontração para tratar um tema bastante sério, a radialista Samara Pontes recebeu, no programa Consultório da Rádio Jornal Garanhuns, o médico psiquiatra Dr. Franco Junqueira, para falar sobre transtornos ligados à sexualidade. Junqueira é também Coordenador Médico da UPAE Garanhuns. O programa foi ao ar no último dia 30, também pelas redes sociais da emissora.

De forma natural e sem preconceitos, a entrevista teve como foco as Perversões Sexuais, conhecidas no meio médico como Parafilias. O termo designa um sem número de alterações no padrão sexual, nos quais, em geral, a fonte predominante de prazer não se encontra na cópula, mas em alguma outra atividade. São considerados também parafilias os padrões de comportamento em que o desvio se dá não no ato, mas no objeto do desejo sexual, ou seja, no tipo de parceiro, como, por exemplo, a pedofilia.

Como era de se esperar, muitos ouvintes participaram com perguntas sobre o tema e o que mais chamou atenção foram os depoimentos de pessoas que passaram por algum tipo de sofrimento psíquico devido, principalmente, a abusos na infância, praticados em sua maioria por adultos em quem normalmente a família nunca desconfiaria.

Outro tópico que gerou curiosidade foram os tipos de parafilias. De acordo com o Dr. Franco: "Não é possível designar todos os tipos de parafilias, as mais comuns são relacionadas ao interesse sexual preferencial para algumas partes do corpo do parceiro, para alguma função fisiológica, para cenários ou locais inusitados, para fantasias de simulação (empregada doméstica, mecânico, secretária) ou para peças de vestuário, adorno etc, conhecidas como Fetiches. Outros tipos comuns de parafilias: Sadismo, masoquismo, exibicionismo e o voyeurismo.

Enquanto boa parte das pessoas entende como sendo comum ou até mesmo normal que no jogo sexual tudo seja possível, o profissional alerta: "Quando a prática sexual leva ao sofrimento psíquico ou físico de forma a gerar angústia, pensamentos negativos e até desprazer, isto deixa de ser considerado normal e deve ser entendido como transtorno. Quem sofre na relação sexual ou faz outro sofrer, deve procurar ajuda", esclarece o médico.
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