segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Paulo é contra privatização da Chesf; a favor de privatizar Copergás

Em setembro, Câmara sobre a venda da Copergás: “Temos que ter a consciência que privatizar 
pode ocorrer. Já ocorreu em muitos momentos das décadas recentes”. (Jamildo Melo).

Sem alarde, segue a licitação para contratação de uma consultoria para reformular a estrutura interna da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), estatal estadual de gás. O objetivo, segundo fontes sob reserva do Estado, é adequar a estrutura da empresa para a futura privatização, já admitida pelo Estado.

O movimento do governo Paulo Câmara (PSB) sobre a Copergás vem ao mesmo tempo que parlamentares federais e estaduais de vários partidos trabalham contra a privatização da Chesf, subsidiária da Eletrobrás. A frente contra a privatização da Eletrobrás no Congresso Nacional é presidida pelo deputado Danilo Cabral e, na Assembleia, pelo deputado Lucas Ramos, ambos do mesmo partido do governador.

O governador chegou a fazer um ato, no Palácio do Campo das Princesas, contra a privatização da Chesf, em 2 de outubro. No ato, com a participação do PT, teve voz até o senador Humberto Costa, líder petista no Senado. Sobre a privatização da Copergás, Paulo Câmara já se manifestou ao JC, em setembro.

“Temos que ter a consciência que privatizar pode ocorrer. Já ocorreu em muitos momentos das décadas recentes. Algumas foram muito importantes. Outras eu entendo que poderiam ser melhor feitas. Eu acho que o momento agora é de ter muita serenidade. Não podemos vender patrimônio público apenas para tapar rombo”, disse o governador, em setembro. A vencedora da licitação foi a consultoria internacional Deloitte, com sede no Reino Unido, que já ajudou na privatização de várias empresas estatais em vários governos federais e estaduais. A consultoria possui hoje 700 escritórios em mais de 150 países.

Vale destacar, que no último dia de outubro, a oposição na Assembleia apresentou um detalhado pedido de informações ao governador. O pedido foi assinado pelo líder da bancada, deputado estadual Sílvio Costa Filho (PRB). O Estado tem 30 dias para responder.
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