terça-feira, 14 de novembro de 2017

Triste: Mais uma vez, Garanhuns pode ficar sem Deputado Estadual

Antes, influente, e de papel de destaque na política do estado de Pernambuco, hoje, Garanhuns sofre 
para eleger um deputado estadual com bases no município. (Por Wellington Freitas e Gidi Santos).

A conjuntura política do município de Garanhuns e toda sua importância para a economia e consequente política do Agreste Meridional merece uma reflexão maior e mais aprofundada do atual momento em que passam os políticos locais. Antes, influente, e de papel de destaque na Política do Estado de Pernambuco, hoje, Garanhuns sofre para eleger um deputado estadual com bases no município e pela segunda legislatura consecutiva pode ficar sem um representante na Alepe - o que certamente trará perdas políticas insanáveis para a população garanhuense nos próximos anos.

Garanhuns já teve grandes nomes na política estadual e já ocupou cadeiras na Câmara Federal. Foram deputados federais pela cidade das flores nomes como o de José Tinoco e Cristina Tavares. No Caso de Tinoco, além de ter sido deputado estadual por duas oportunidades (1979/1982 e 1983/1986), foi deputado federal eleito nas eleições de 1986 (1987/1991), tendo inclusive sido eleito para Assembleia Constituinte que organizou a Constituição da República de 1988.

Não menos importante, Cristina Tavares (foto, abaixo), uma das grandes mulheres na política estadual, ostenta o título por ter sido a primeira mulher eleita deputada federal em Pernambuco, natural de Garanhuns. Cristina conseguiu eleger-se por três oportunidades (1979/1982, 1983/1986 e 1987 1991).

Outros nomes merecem destaques com seus mandatos na Alepe. O próprio Izaías, que hoje figura como gestor municipal, assumiu uma cadeira no Legislativo pernambucano por três oportunidades (2003/2006, 2007/2010 e 2010/2012), sendo que no último mandato, licenciou-se para concorrer ao cargo de Prefeito de Garanhuns.
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Ivo Amaral, foi outro ex-prefeito de Garanhuns, que além de comandar o executivo, conseguiu emplacar dois mandatos de deputado estadual (1983/1986 e 1987/1988) e ajudou a fixar ainda mais as tradições da cidade no cenário político/estadual. Que não esqueçamos também, o mandato de Deputado Estadual, obtido pelo ex-vereador, José Cardoso.

MAS, COM TANTA TRADIÇÃO O QUE FALTA? São várias as teorias, e uma delas certamente é a falta de união, de unidade em torno de um projeto maior chamado Garanhuns. Em alguns casos, falta coragem política e arrojo para buscar nos municípios vizinhos o saldo necessário para concretizar uma vitória por Garanhuns e Para Garanhuns, algo que foi feito em um passado recente por Izaías e Tinoco.

CORRIDA ELEITORAL PARA 2020 JÁ COMEÇOU – Apesar de ano que vem estarmos vivenciando as eleições nacionais, onde estarão em disputa os postos de Deputados Federais, Estaduais, Governadores, Senadores, além da Presidência, vale salientar, a corrida eleitoral para ver quem será Prefeito de Garanhuns em 2020 já começou! Diversos nomes começam a surgir, enquanto que outros,já estão colocados no cenário. Haroldo, Silvino, além dos empresários Mano Imóveis e Edival Veras, são alguns desses, que acompanhados pelo ex-vereador Sivaldo Albino, figuram nessas especulações.  

A cada dia que passa fica mais claro na opinião de vários especialistas políticos, que a disputa é por espaço no pleito que pretende apontar o sucessor do prefeito Izaías Régis em 2020. Neste cenário a eleição de 2018 seria apenas um trampolim para 2020, onde várias lideranças engalfinham-se em busca de espaço. O que temos ouvido e constatado, é que, na prática, alguns dos possíveis candidatos a deputado aqui em Garanhuns, buscam uma boa votação na cidade, para assim, consolidarem seu nome como potencial candidato em 2020. Claro que quando se entra em uma disputa eleitoral o objetivo principal é sempre a vitória, só que neste caso a vitória seria a longo prazo.
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Hoje, ao que colhemos de informações, ao menos três legisladores garanhuenses buscam viabilizar suas candidaturas. Existe uma especulação, onde os vereadores, Zaqueu Naum Lins (PRB) e Gersinho Filho (PTB), figuram como possíveis candidatos a federal, enquanto que Audálio Ramos (PSDC), possivelmente seria candidato a estadual. Por toda uma tradição e votos disponíveis, Garanhuns, possui sim, bons nomes com reais chances de vitória em 2018, e ao que podemos constatar, lhes faltam poucas coisas, dentre elas um grande grupo reunido em torno de seu nome, capaz de corroborar apoios na Região Agreste Meridional, contando com uma boa e necessária estrutura de campanha.

SILVINO DUARTE – Nos últimos dias, o Blog do Gidi Santos, assim como outros veículos de comunicação, foram alertados de uma possível candidatura do ex-prefeito de Garanhuns, Silvino Duarte. Caso a candidatura saia do papel e Duarte tenha o desejo de realmente ser eleito, essa seria sem dúvida, uma candidatura governista a ser considerada. Duarte pode fazer dobradinha com Corte Real, candidato à releição federal. Silvino traz consigo o peso político de ser um ex-prefeito da maior cidade do Agreste Meridional, e como sabemos, foi essencial em 2012, para consolidar a vitória de Izaías, ao desistir de sua candidatura, e se dispor a apoiar o atual Prefeito.

Uma candidatura de Silvino poderia colocar uma dúvida positiva na cabeça de Izaías, fazendo com que Régis repensasse um possível apoio à Álvaro Porto (PSD). Sua candidatura poderia tirar alguns vereadores do apoio do candidato à reeleição, Claudiano Filho (PP), além de alguns de Porto. Muitos defendem que a candidatura de Duarte seria inviável, já que se passaram muitos anos, desde que ele ocupou cargo político, e isso poderia interferir no seu recall. Há posições Políticas locais, de que isso não se sustenta, já que o ex-Prefeito, foi figura presente nas eleições de 2012 e 2016, ao lado de Régis.

         Muitas são as incógnitas; perguntas. Sendo assim, o tempo, as tratativas, além das articulações, se encarregarão de mostrar o caminho à ser seguido pelas lideranças políticas de Garanhuns. Diante desse cenário, é possível afirmar muitas coisas, dentre elas a mais importante: “tudo está indefinido”.
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