domingo, 26 de novembro de 2017

Briga pela gestão de dinheiro, afastou Daniel da tesouraria do PSDB

Ano que vem, tesoureiros dos partidos brasileiros, vão administrar R$ 2,3 bilhões do erário, 
que bancará candidatos no País inteiro. (Paulo Veras / Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados).

Na primeira eleição presidencial e para governadores sem doações de empresas, que ocorrerá no Brasil, ano que vem, 2018, o dinheiro público que se encarregará de financiar a disputa passará necessariamente pela mão de tesoureiros nacionais e estaduais dos partidos. São eles que vão administrar o volume de R$ 2,3 bilhões do erário que bancará candidatos no País inteiro. A cifra é a soma entre os R$ 888 milhões do fundo partidário e os R$ 1,5 bilhão do novo fundo de financiamento da democracia.

Aqui em Pernambuco, foi a disputa por esse cargo que levou à ruptura pública entre os deputados federais Daniel Coelho (foto acima) e Bruno Araújo, próceres do PSDB. Chefiar a tesouraria de um partido grande em 2018 significa ter poder para decidir que candidatos serão agraciados com recursos decisivos na campanha eleitoral. Entre 2014 e 2016, o valor de fundo partidário recebido por 18 partidos em Pernambuco mais do que triplicou; saltou de R$ 5,2 milhões para R$ 18,3 milhões de reais.

A tesouraria é também uma área extremamente complicada. Nacionalmente, três ex-tesoureiros do Partido dos Trabalhadores (PT), foram presos por condenações em escândalos de corrupção ou operações da Polícia Federal: Delúbio Soares, João Vaccari Neto e Paulo Ferreira. O PMDB teve como tesoureiro nacional o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, flagrado correndo com uma mala de dinheiro entregue pela JBS.

Em Pernambuco, o PSB tem como 1º Secretário de Finanças o coronel Mário Cavalcanti de Albuquerque, alvo da Operação Torrentes. Segundo o PSB, ele só assumiu o posto em fevereiro de 2017, após a renúncia do nome anterior, sendo reconduzido ao cargo em agosto. A sigla faz questão de lembrar que ele não tinha participação na gestão financeira da campanha de 2014 e que a Executiva é um órgão colegiado, com suas demandas sendo discutidas entre os integrantes.

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