quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Álvaro critica gastos do Governo com Organizações de Saúde

Porto: “O que temos visto na grande maioria dos hospitais administrados
por OSS é precariedade no atendimento e gestões”. (Alepe / Foto: Divulgação).

O deputado estadual Álvaro Porto (PSD) questionou, em discurso na Reunião Plenária da Assembleia Leislativa de Pernambuco, desta quarta (22), os gastos e contratos do Governo do Estado com as Organizações Sociais de Saúde (OSS), que administram unidades de atendimento em Pernambuco. O parlamentar apresentou dados para sustentar que esse modelo de gestão é mais caro do que a administração direta e pediu mais transparência nas informações sobre os repasses públicos para essas empresas.

Na tribuna da Alepe, Porto defendeu que que entre os anos de 2010 e 2014, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), as transferências para as OSS saltaram de R$ 144,3 milhões de reais para R$ 709,2 milhões. “Paralelamente, o que temos visto na grande maioria dos hospitais administrados por OSS é precariedade no atendimento e gestões que convivem com déficits e atraso no pagamento a fornecedores”, acrescentou.

Porto lembrou, ainda, a visita ao Hospital Dom Malan, em Petrolina, no final de setembro, em que constatou que a unidade funciona com uma demanda 150% superior à sua capacidade e teve problemas como desabamento de teto e afundamento no piso. O centro hospitalar é gerido pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), principal OSS em atividade em Pernambuco, responsável por mais de 15 unidades.

O deputado do PSD citou levantamento do presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de Pernambuco e membro do Conselho Estadual de Saúde, Hermias Veloso da Silveira. Segundo ele, o Estado gastou, em 2016, R$ 409,6 milhões na gestão de 23 hospitais, enquanto as OSS consumiram R$ 470,9 milhões para gerir nove. “A Secretaria de Saúde empregou menos recursos para administrar um número bem maior de unidades hospitalares”, apontou. 

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