quinta-feira, 5 de outubro de 2017

TCU determina retomada da parceria da Hemobrás para o Fator VIII

Senadores Armando Monteiro (PTB) e Humberto Costa (PT), foram os dois parlamentares mais atuantes
da bancada pernambucana, para que a produção do fator ficasse em Pernambuco. (Márcio Didier).

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, nesta quarta-feira (4), ao Ministério da Saúde a suspensão da portaria que revogou a parceria do laboratório irlandês Shire com a Hemobrás para a produção do fator recombinante. O chamado Fator VIII, insumo usado na fabricação de coagulante, é essencial no tratamento da hemofilia.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, do Partido Progressista do Paraná, quer que a produção do fator recombinante seja transferida para Maringá, onde está sua base eleitoral, numa associação do grupo suíço Octopharma com a Tecpar, instituto de tecnologia do governo paranaense, retirando sua futura linha de produção de Goiana, na Mata Norte de Pernambuco, onde está instalada a Hemobrás.

O processo no TCU, que teve origem em pedido feito pelo Ministério Público junto à Corte, foi relatado pelo ministro Vital do Rêgo. Os senadores Armando Monteiro (PTB-PE) e Humberto Costa (PT-PE) foram os dois mais atuantes parlamentares da bancada pernambucana em defesa da produção do fator recombinante no estado.

Em nota, Armando classificou a decisão do TCU como justa e oportuna. Também por nota, Humberto definiu a decisão como “vitória do povo de Pernambuco e da região Nordeste” e disse que “entre idas e vindas, o ministro e até o presidente Michel Temer, que se envolveu na história, tiveram dificuldades para explicar por que estavam querendo tirar a unidade de Goiana para levá-la ao Paraná, Estado de Barros”. 

O TCU justificou sua decisão argumentando que a suspensão da parceria entre a Hemobrás e o Shire, determinada pelo Ministério, “pode implicar desabastecimento do medicamento ao longo de 2018 ou aquisição por preços superiores”. O Acórdão promovido pelo TCU dá prazo de dez dias ao Ministério para comprovar a suspensão da portaria e informar o Tribunal como irá atuar para manter a importação do fator recombinante.
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário