domingo, 1 de outubro de 2017

Bruno sobre seu afastamento: "Vocês vão ver quem tem a verdade"

Prefeito de São Lourenço da Mata foi afastado por decisão do Tribunal de Justiça de 
Pernambuco, no último dia 26. Prefeito é suspeito de desviar dinheiro público. (G1 Pernambuco).

O prefeito afastado da cidade de São Lourenço da Mata, Bruno Pereira, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)), afirmou na última sexta-feira (29), ter tranquilidade em relação às investigações feitas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Pernambuco, sobre supostos desvios de dinheiro público em sua gestão. "Não vou aceitar o golpe", disse Bruno durante coletiva de imprensa na capital pernambucana, Recife, para ressaltar que as queixas de fraude em licitações públicas têm cunho político.

"Tenho certeza de que tudo vai ser esclarecido e que vou voltar a ocupar o cargo que o povo de São Lourenço me deu. Estamos confiando na Justiça deste país", afirmou. Sem querer citar nomes, Bruno Pereira alegou esperar o trabalho das instituições responsáveis pela investigação. "Vocês vão ver quem tem a verdade", pontuou o político.

Em relação aos R$ 23 mil em espécie encontrados em sua casa no dia em que a Operação Tupinambá foi deflagrada, Bruno Pereira alegou que R$ 14 mil eram de seu pai e outros R$ 6 mil eram de seu irmão. Durante a coletiva de imprensa, as denúncias de fraude em processos licitatórios, feitas pelo presidente da Câmara Municipal de São Lourenço da Mata, foram respondidas pelo controlador do município, José Felipe Pereira. "Essas denúncias são inverídicas. O município de São Lourenço da Mata tem uma receita média de R$ 160 milhões. Até o dia 30 de junho, foram arrecadados R$ 79 milhões. Com esse dinheiro, foram pagos salários em atraso, por exemplo", alega.

Quanto à ausência de documentos para serem recolhidos durante a operação policial, o controlador do município, Edson Vera Cruz, explicou que os processos licitatórios estavam em uma sala que não foi vistoriada pela polícia. "Estava tudo lá, nada foi retirado, mas eles [os policiais] não entraram no local", afirma.

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