quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Armando sobre o atual Ministro da Saúde: “quer dar golpe em PE”

Ricardo Barros, vem atuando para que a fabricação do fator recombinante VIII passa a ser feita 
em seu estado, o Paraná, e não mais em Pernambuco; daí portanto a queixa de Monteiro. (JC Online).

No Plenário do Senado Federal, o senador Armando Monteiro, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB-PE) acusou, na última segunda-feira (9), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, de desafiar as decisões jurídicas favoráveis à Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia) e de “estar solapando o posicionamento do próprio governo” a quem serve. Ele cobrou uma posição clara do governo para manter o plano de fabricação do fator VIII pela fábrica estatal de derivados de sangue.

Segundo o petebista, o ministro quer dar um "golpe" contra os interesses de Pernambuco ao insistir em retirar dela a fabricação do fator recombinante, medicamento de alta densidade tecnológica e elevado valor agregado essencial no tratamento da hemofilia. Armando referiu-se a recente audiência do presidente Michel Temer à bancada federal de Pernambuco em que ficou decidido que a fabricação do fator recombinante, que o ministro quer transferir para o Paraná, permanecerá na Hemobrás.

De acordo com Armando, a audiência pública, realizada em 25 de setembro, na qual o Ministério da Saúde anuncia a licitação para a importação de 300 milhões de unidades do fator recombinante fora da parceria da Hemobrás com o laboratório Shire desrespeita medida liminar da Justiça Federal de Brasília. A decisão judicial rejeitou pedido do Ministério para suspender a liminar em que foi mantida a parceria da Hemobrás com o Shire na produção do fator recombinante, que havia sido revogada por portaria de Barros.

Armando lembrou também que o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou a manutenção da parceria com o Shire e que o Ministério Público Federal de Pernambuco está ingressando com ação civil pública para impedir a licitação da importação do fator recombinante fora da parceria. “Na avaliação do Ministério Público, o Ministério da Saúde estaria criando uma situação de emergência de forma artificial para evitar a compra por meio da Hemobrás, que utilizaria seu parceiro internacional”, declarou Armando.

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