quinta-feira, 5 de outubro de 2017

46,55%: Paulo ultrapassa limite prudencial de gastos com pessoal

Nesta quarta-feira (4), Governador falou sobre o assunto, e disse que o ingresso nas contas do governo no
limite prudencial, foi feito com planejamento e que não há nenhuma anormalidade. (Mariana Araújo).

O Governo de Pernambuco, ultrapassou o limite prudencial de gastos com folha de pagamento de pessoal, de 46,55%, segundo defende a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e hoje a gestão Paulo Câmara se utiliza de 47,09%, da receita corrente líquida para pagar os servidores estaduais. A informação é oficial, e parte do segundo balanço do segundo quadrimestre deste ano, publicado na edição do Diário Oficial do último sábado, 30 de setembro. Conforme preconiza a LRF, o limite de alerta é emitido quando a conta ultrapassa 44,10% e o prudencial, 46,55%, que é o caso de Pernambuco.

Nesta quarta-feira (4), o Governador falou sobre o assunto, e disse que o ingresso nas contas do governo no limite prudencial, segundo o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal, foi feito com planejamento e que não há nenhuma anormalidade nos números. Para o governador, o assunto é uma polêmica desnecessária. O socialista afirmou que tem o controle das contas. “Nós nos planejamos dentro de um direcionamento da política que era importante fazer essas despesas de pessoal. Nós já sabíamos que isso ia acontecer e nós já tínhamos dito que todo projeto de lei que nós mandamos para a Assembleia, nós tínhamos que mostrar quanto era a conta, o quanto isso repercute”, explicou o governador.

Ainda de acordo com o chefe do executivo estadual, o comportamento das contas do governo preveem a recuperação em 2018. “Nós nunca escondemos que priorizamos o recompletamento de quadros porque entendíamos que era necessário e que íamos ter no final de 2017 um aumento de despesa de pessoal que ia passar o limite prudencial e que em 2018 vai voltar ao normal, a partir também de uma melhora na receita, que há uma projeção”, justificou. A ampliação da folha, explicou Paulo, se deu pela contratação de professores, médicos, policiais militares e reajuste salarial da segurança. “Nós sabíamos que o limite prudencial ia passar”, acrescentou Câmara.

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