terça-feira, 19 de setembro de 2017

Sob risco de perder o PMDB, PSB faz gesto ao PPS de Jungmann

líder maior do PPS no Estado, Raul não está entre os integrantes pernambucanos da Esplanada dos
Ministérios que se colocam abertamente na oposição à gestão de Paulo. (Renata Bezerra).

Um jantar no Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco, reuniu o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o governador Paulo Câmara, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes. Foi na última sexta-feira. A pauta passou por Segurança, naturalmente, um tema que tem desafiado a gestão socialista. Mas contemplou, segundo participantes, a política de uma forma geral, nacional, local e avaliação de cenários, incluindo regras para 2018.

Jungmann, líder maior do PPS no Estado, não está entre os integrantes pernambucanos da Esplanada dos Ministérios que se colocam abertamente na oposição à gestão socialista, mas, quando indagado sobre a eleição do ano que vem, tem dito que 2018 se discute em 2018, não cravando a manutenção de uma aliança. Ainda que não esteja distante do PSB, Jungmann também circula bem no grupo dos ministros que trabalham um palanque de oposição ao governador (Mendonça, Bruno e Fernando Filho).

Esteve, por exemplo, em Caruaru, no ato do Ministério das Cidades, comandado por Bruno Araújo, que reuniu os que articulam a oposição para 2018, incluindo o senador Fernando Bezerra. Interlocutores do governador emanam um sentimento de que o "PPS fica" na Frente Popular. Um gesto a mais de aproximação, na atual situação, quando Paulo Câmara está na iminência de perder o PMDB, nunca é demais. E o PSB está fazendo.

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