sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Morre, em SP, o economista garanhuense Rubens Vaz da Costa

Garanhuense teve atuação decisiva em cinco gestões presidenciais: na de Castelo Branco, 
na de Costa e Silva, Garrastazu Médici, João Figueredo e por fim na de Fernando Collor de Melo.

Com muita trsiteza, a cidade de Garanhuns recebeu nesta sexta feira (8), a notícia do falecimento do economista, atualmente residindo na capital Paulista, São Paulo, Rubens Vaz da Costa de 90 anos. Rubens, era natural da terra das flores e ao longo de sua trajetória profissional, somou passagens pela Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco (Chesf), onde ocupou a Presidência; no Banco do Nordeste (BNB), Banco Nacional da Habitação, Banco Mundial, nas Organizações das Nações Unidas (ONU), além da superintendência da Sudene e secretaria de Planejamento do Estado da Bahia.

A morte do economista, ocorreu nas primeiras horas desta sexta-feira, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Filho de José Vaz da Costa e de Maria Santina Costa; Rubens exerceu de 1949 a 1954, a subgerência da Companhia Industrial e Comercial Brasileira de Produtos Alimentícios, subsidiária da Nestlê, em Salvador, capital Baiana. Em 1959, participou do programa de crédito agrícola da Farmer Credit Administration e da Universidade de Purdue, em Indiana (EUA).

Pós graduado no curso de Política Econômica Pela Universidade George Washington, na capital dos Estados Unidos, a partir de janeiro de 1960, ele exerceu a função de economista da União Pan-Americana. Em junho daquele mesmo ano, transferiu-se para o Peru, onde assumiu a chefia da missão de integração do Peru Central, o que o fez permanecer naquele país até fevereiro do ano seguinte, 1961.
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Em sua trajetória, antes do falecimento registrado nesta sexta, Vaz da Costa ainda acumulou, dentre outros; ofícios no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington e no Fundo Monetário Internacional (FMI). Em São Paulo, foi secretário de Planejamento na gestão de Paulo Maluf (1979-1982); e em Brasília, secretário nacional de Energia, além de integrante do Conselho Monetário Nacional.

No campo Político, Rubens foi suplente do senador indireto por Pernambuco, Aderbal Jurema. Como presidente do BNH, implantou o sistema SAC, pelo qual foi adotado o mecanismo de cobrança decrescente das prestações dos financiamentos e em março de 1972, autorizou a utilização dos recursos do FGTS para a compra da casa própria.

O economista garanhuense teve atuação decisiva em cinco gestões presidenciais: na de Humberto de Alencar Castelo Branco (1964-1967), na do presidente Artur da Costa e Silva (1967-1969),  na do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), na do último presidente militar, João Figueredo, de 1979 a 1985 e por fim, na do primeiro presidente impichado, Fernando Collor de Melo (1990-1992). Em todas as ocasiões, Rubens escreveu seu nome na história, exercendo funções de alta confiança e escalão.

Casado com Maria Cândida, Rubens deixa cinco filhos: Rubens Vaz da Costa  Júnior, Verônica Mattos, Gustavo Vaz da Costa, Cinthya Vaz da Costa e Teresa Maria  Vaz da Costa. Irmãos do economista: Judice Costa, Teresa Freire, Ezilda Deschamps, Zélia  Menezes; junto ao Cunhado: Eliezer Menezes, sobrinhos: dentre eles, Márcia Suelly, e demais familiares, prestam homenagem e solidariedade cristã pelo seu falecimento.
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