segunda-feira, 14 de agosto de 2017

SDS mantém contrato de aluguel com parentes de Vereador que foi preso preventivamente por comandar uma organização criminosa

Governador trocou recentemente o comando da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco. Antes, 
Ângelo Gióia estava afrente da SDS, e agora, Antônio de Pádua detém a gestão da pasta.

A Secretadria de Defesa Social do Estado de Pernambuco, que recentemente passou a contar com um novo Secretário, o ex-procurador da pasta, Antônio de Pádua, mantém um contrato de aluguel de um imóvel, com parentes do vereador da cidade de Carpina, Tota Barreto, do PSB, preso preventivamente por comandar uma organização criminosa especializada em fraudar licitações e alvo das Operações "Caça Fantasmas", "Fraus" e "Companheiro", todas da Polícia Civil de Pernambuco.

De acordo com matéria publicada pela Revista da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco – ADEPPE, edição de nº 126; e ainda segundo o contrato firmado entre as partes, a SDS paga mensalmente o valor de R$ 7.440,00 por uma casa onde residia o pai do vereador e ex-presidente da Câmara Municipal daquela cidade, para que lá, funcione a Delegacia do Município.

Apesar do valor indicado no contrato, através de um levantamento feito pela própria ADEPPE, foi possível constatar que o valor de mercado do imóvel (foto abaixo), não ultrapassa a casa dos R$ 1 mil reais. Embora custem um alto valor de mercado, as atuais instalações da delegacia da cidade não correspondem no quesito de segurança, já que segundo a ADEPPE, o imóvel teria sido alvo de vários arrombamentos, onde armamentos apreendidos foram furtados por assaltantes.
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DELEGACIAS COM ALUGUÉIS EXORBITANTES – A reportagem publicada neste mês de agosto pela Revista da ADEPPE, que denuncia o contrato de imóvel entre a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, com parentes do vereador da cidade de Carpina, Tota Barreto, preso preventivamente sob acusação de chefiar uma organização criminosa, retrata ainda, outros contratos de alugueis de imóveis, que são destinados a sediar delegacias, cujos valores, segundo a revista, são “exorbitantes”.

De acordo com a ADEPPE, a Secretaria de Defesa Social do governo de Pernambuco gasta a bagatela de R$ 6 milhões de reais por ano apenas com o pagamento de alugueis de imóveis que são utilizados pela Secretaria, para abrigar Delegacias e Departamentos. Levantamentos da ADEPPE, entretanto, apontam que esses imóveis, em quase sua totalidade, seriam inadequados para a finalidade a que se propõem, caracterizando inaceitável situação de desperdício de dinheiro público.

Um dos principais exemplos desse desperdícios, de acordo com a ADEPPOL, pode ser observado na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, onde a 17ª DESEC (foto abaixo), funciona em um imóvel alugado por R$ 12 mil reis mensais, um dos mais caros da cidades, inferior apenas aos pagos por grandes galpões do Município.

Outro exemplo passível de muito questionamento, apontado na matéria, é o da 44ª DP, situada na cidade de Goiana, que estaria funcionando em uma casa residencial pela qual são pagos R$ 6.558,60 mensais. Já no Cabo de Santo Agostinho, uma mesma casa residencial abriga, de maneira improvisada, duas delegacias: a 10ª DESEC e a 14ª Delegacia de Atendimento à Mulher, ao custo de R$ 12.387,17, o que faria daquele, segundo a ADEPPOL, o metro quadrado mais caro da cidade.
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