quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Priscila faz balanço do FIG, aponta erros e defende que a gestão do evento passe do Governo do Estado, para o Governo de Garanhuns

Em discurso na Alepe, deputada assinalou que, apesar do investimento próximo ao 
de anos anteriores, o público foi menor, o que se refletiu na economia da Região. (Alepe).

A deputada estadual pelo Democratas, Priscila Krause, fez nesta quarta-feira (2), um balanço crítico do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) – realizado, este ano, entre os dias 20 e 29 de julho -, apontando “equívocos” no planejamento e na realização do evento. Em pronunciamento durante a Reunião Plenária desta quarta, a parlamentar defendeu que a gestão passe do Governo do Estado para a administração municipal, como era antes. Em resposta, o líder do Governo, deputado Isaltino Nascimento (PSB), afirmou que a produção foi bem-sucedida e teve repercussão favorável na imprensa nacional.

Embora tenha reconhecido que, no geral, o evento tenha sido positivo, Priscila Krause apontou contratempos, que atribuiu à postura “intransigente e sem espaço para sugestões propostas pela gestão municipal e pela população garanhuense e do Agreste Meridional”. Entre os problemas, enfatizou que a data foi divulgada com apenas 18 dias de antecedência, e a programação, 15 dias antes, o que dificultou a mobilização pela cadeia turística e a promoção pelo município.

A deputada também apontou como resultado da falta de articulação e visão estratégica a coincidência de datas do FIG com outros eventos no Interior do Estado, como o Virtuosi, em Gravatá, a Festa dos Estudantes, em Triunfo, e a Festa das Marocas, em Belo Jardim. “Não há, por parte da Fundarpe e da Secretaria de Cultura, um planejamento para realização do festival com um mínimo de organização”, avaliou.
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Krause assinalou que, apesar do investimento próximo ao de anos anteriores, o público foi menor, o que se refletiu na economia da Região. Uma das causas seria o fato de a programação ser entregue como “um prato feito”, sem diálogo. Para a parlamentar, há uma “crescente inquietação” na sociedade e na gestão municipal para que o festival volte para as mãos da Prefeitura, por sua proximidade e experiência com o evento. A deputada defendeu, ainda, a venda de cotas de patrocínio para a iniciativa privada.

Em aparte, Álvaro Porto (PSD) enfatizou a importância do FIG para a Região do Agreste e endossou o posicionamento da deputada. “O festival deste ano foi fraco. Em alguns dias o palco principal não reuniu nem 100 pessoas. Os comerciantes estão reclamando e a revolta é muito grande em toda a Região”, disse. “Se não tem capacidade, deixe o governo municipal cuidar e fazer as coisas com a participação de quem entende e mora na região”, ratificou.

Líder da Oposição, Sílvio Costa Filho (PRB) sustentou que houve retaliação ao prefeito Izaías Régis (PTB) por não pertencer a um partido aliado do governador Paulo Câmara. “Esse tipo de conduta acaba atingindo todo o povo de Pernambuco, tendo em vista a importância do evento para o turismo e a economia”, disse Costa, acrescentando que a Romaria de Frei Damião, em São Joaquim do Monte, foi suspensa, depois de 23 anos de realização, por falta de segurança e de apoio do Executivo Estadual.
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Em resposta, o líder do Governo afirmou que a 27ª edição do FIG foi bem-sucedida, com ocupação de 90% da rede hoteleira e repercussão positiva na imprensa nacional e estadual. Entre os pontos destacados como positivos, mencionou as homenagens ao músico Belchior e a homenagem ao centenário de Hermilo Borba Filho. Também enfatizou a presença majoritária de artistas pernambucanos.

“Tivemos atrações nacionais que ficaram impressionadas com a grandiosidade do festival. Ele foi bem planejado, bem trabalhado. Os comerciantes e os visitantes sabem que foi muito positiva a festa coordenada pela Secretaria de Cultura. Um sucesso, apesar da chuva que ocorreu quase todos os dias”, disse o parlamentar, citando os números de público de cada polo do FIG. “A partir da experiência do Carnaval e de outros grandes eventos, também foi garantida a segurança do público presente”, emendou.

A respeito da falta de antecedência para a divulgação das atrações, Nascimento ressaltou que é necessário cumprir os trâmites necessários para inscrição e julgamento das propostas, por meio de edital.
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