terça-feira, 15 de agosto de 2017

Posto em liberdade, Marinho reassume mandato na Câmara

Parlamentar havia sido preso no último dia 11 de maio, por força de um mandado de prisão da 17ª
Vara Criminal da Capital de Alagoas, Maceió. Prisão, foi efetuada dentro da Operação Sem Fronteiras

Após permanecer preso por três meses na prisão de segurança máxima, Cadeião, localizada na capital do estado alagoana, Maceió, em decorrência da Operação Sem Fronteiras, deflagrada aqui em Garanhuns no mês de maio (dia 11), foi solto na última sexta-feira (11), e reassumiu o mandato parlamentar na Câmara de Vereadores de Garanhuns, nesta segunda (14), o vereador eleito em 2016 pelo PHS, Mário dos Santos Campos Júnior, o popular “Marinho da Estiva” (foto acima).

A prisão de Marinho, juntamente a outros 11 acusados, foi expedida ainda em maio, pela 17ª Vara Criminal da Comarca de Maceió. Naquela ocasião, a prisão preventiva dos acusados foi decretada pelo juízo, em razão da Operação Sem Fronteiras buscar desmantelar um grupo criminoso especializado em roubo de cargas nas estradas de Alagoas, que se concentrava em Garanhuns, cujo supostamente, o vereador faria parte.

Em maio, a ação foi deflagrada pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL), em parceria com a Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), da Polícia Civil de Alagoas. A acusação feita pelas polícias àquela época à Marinho, foi de que ele seria supostamente responsável pela lavagem de dinheiro do bando, enquanto que Cícero dos Santos Camilo – conhecido na região como “Ciço Grude”, seria o líder da quadrilha, sua esposa, Luciana Ferro de Lima, seria responsável pela contabilidade do esquema criminoso, ao passo que o Tenente PM Djou Silva, seria o encarregado do apoio armado ao grupo.

Apesar das fortes acusações da Polícia Alagoana, passados três meses, o Juízo de Direito da 17ª Vara Criminal de Maceió decidiu substituir a prisão preventiva de 7 envolvidos, presos no último dia 11 de maio, por medidas cautelares, sendo eles: João Paulo dos Santos; Leandro Aristides Bento; Júlio César Wanderley, Luciana Ferro Lima, Djoou Silva Carvalho (Tenente PM) e o Vereador Garanhuense Marinho da Estiva.

As prisões foram substituídas por medidas cautelares, por entender aquela Vara Criminal, que o prazo legal concedido para conclusão do inquérito Policial foi excedido. Em liberdade, os sete envolvidos terão de cumprir as seguintes medidas cautelares: 1. Comparecimento mensal em juízo na Comarca em que reside, até o dia 05 (cinco) do mês, e em caso de sábado, domingo e feriados, no primeiro dia útil subsequente, para prestar informações a respeito de suas atividades; 2. Não se ausentar da Comarca onde reside e comunicar previamente a este Juízo antes de mudar seu endereço; 3. Recolhimento domiciliar das 20 (vinte) horas às 05 (cinco) horas do dia seguinte; e 4. Comparecer a todos os atos do respectivo processo em que figuram seus nomes.

De volta a Câmara, retornando ao seu gabinete; o posto de 2º secretário da mesa diretora da casa, e suas atividades parlamentares, Marinho convocou uma coletiva de imprensa nesta segunda. Na ocasião, ele comunicou oficialmente à população, o retorno aos trabalhos. De acordo com o advogado do vereador, o Doutor Marinésio Luz, Marinho é inocente de todas as acusações. “Esse processo já perdura por quatro meses. Essa investigação é feita por um Grupo chamado Gecoc. Esse grupo é um grupo muito competente, que eu inclusive parabenizo pelas suas atuações, mas nesse processo não conseguiu provar nada. Ele (Marinho), sequer conhecia os acusados, conhecia três apenas”, defendeu o Doutor Marinésio, durante a coletiva de imprensa deste segunda.

Ainda segundo o advogado de Marinho, o Ministério Público Alagoano, assim como a 17ª Vara Criminal da capital, já estão em posse do inquérito policial (não conclusivo), produzido pela polícia daquele estado. De acordo com Marinésio, no caso do MP alagoano oferecer a denúncia a justiça, o vereador Marinho poderá responder as acusações por escrito. Ainda segundo o advogado, a expectativa é que o MP não promova a denúncia, dada a falta de elementos comprobatórios da participação do vereador em qualquer ato de natureza ilícita a que se refere a polícia alagoana. Durante o período em que esteve afastado, Marinho foi substituído pelo suplente imediato da coligação, o vereador Luiz Leite.
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