sábado, 12 de agosto de 2017

Fernando Haddad cogita aliança entre PT e PSB em 2018

Haddad: “Tem uma parte do PSB que tem um compromisso com aquele Brasil, não com este. Aquele 
Brasil que estava dando certo. Não com o Brasil do Temer, mas com o Brasil do Lula”. (JC Online).

Considerado o “plano B” do PT para disputar a Presidência, caso o ex-presidente Lula fique inelegível, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad afirmou, nesta sexta (11), que “não exclui a possibilidade” de o PSB querer repetir a aliança com o PT nas eleições 2018. Haddad lembrou que, nos tempos em que foi ministro da Educação, na gestão Lula, teve uma boa relação com o então governador Eduardo Campos (PSB) e outras gestões socialistas: e cogitou que “grande parte do PSB” pode querer repetir a aliança.

Haddad tem um almoço marcado para este sábado (12) com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, que é vice-presidente nacional do PSB. O partido, principal legenda do estado, nacionalmente rachou: declarou oposição ao governo Michel Temer (PMDB), mas parte da legenda dá apoio às reformas do peemedebista.

Questionado sobre uma possível aliança entre PT e PSB, ele afirmou: “Tem uma parte do PSB que tem um compromisso com aquele Brasil, não com este. Aquele Brasil que estava dando certo. Não com o Brasil do Temer, mas com o Brasil do Lula. E eu penso que no ano que vem os dois projetos que vão disputar a eleição são o projeto do governo Temer e o que representou o projeto do Lula para o Brasil”.

“Eu não excluo a possibilidade de grande parte do PSB querer viver os tempos que compartilhou conosco”, afirmou Fernando Haddad. O PT e o PSB desfizeram sua aliança histórica em 2013, quando Eduardo Campos se cacifou para a disputa presidencial de 2014 – ele morreu em um acidente aéreo em agosto daquele ano, em plena campanha.

Na entrevista de Haddad ao programa Resenha política, do portal NE10 em parceria com o Jornal do Commercio, o ex-ministro fez um preâmbulo e lembrou das parcerias com o PSB em seus tempos de ministro. “A relação com os governadores do Nordeste, sobretudo do PSB, era uma relação extraordinária. A quantidade de parcerias que nós fizemos com Cid Gomes (então governador do Ceará), com Eduardo Campos, com vários dos governadores. E também essa nova safra que está no poder agora. O MEC, por exemplo, está presente aqui no Nordeste graças ao apoio recebido pelo PSB”, afirmou.

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