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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

ÉPOCA: "JBS pagou R$ 3 milhões a ministro de Minas e Energia"

Assessoria de Fernando Bezerra Filho, não quis comentar a reportagem da revista ÉPOCA, porque segundo
ela, “o nome do ministro não aparece” em qualquer documento público referente às delações da JBS.

Documentos entregues pelos delatores da JBS à Justiça, obtidos com exclusividade pela ÉPOCA, revelam que o ministro Fernando Bezerra Coelho Filho, de Minas e Energia, recebeu um total de R$ 3 milhões em propina da empresa. Segundo os executivos, foram R$ 2 milhões em dinheiro vivo e R$ 1 milhão em notas frias. Segundo a delação, o dinheiro era compartilhado entre o ministro e seu pai, o senador Fernando Bezerra, também do PSB.

Nas últimas semanas, a revista ÉPOCA teve acesso, com exclusividade, a esses papéis inéditos – milhares deles. Investigou os principais casos ali presentes e obteve informações, reservadamente, junto a alguns dos envolvidos nos episódios mais relevantes dos crimes apontados nas delações. Há "planilhões" de propina que perfazem quase dez anos de campanhas – da eleição municipal de 2006 à eleição presidencial de 2014. Há comprovantes bancários. Há notas fiscais frias. Há contratos fraudulentos. Há, ainda, depósitos em contas secretas no exterior.

Em comum, as evidências corroboram pagamentos ilícitos a políticos, numa escala que, ao menos no Brasil, nem mesmo a Odebrecht atingiu. De 2006 a 2017, a contabilidade da propina da JBS – e outras empresas dos irmãos Batista – a políticos é espantosa: R$ 1,1 bilhão. Mais precisamente, R$ 1.124.515.234,67. Desse volume extraordinário de pagamentos, R$ 301 milhões ocorreram em dinheiro vivo e R$ 395 milhões por meio de empresas indicadas por políticos. Houve, por fim, R$ 427,4 milhões em doações oficiais.

Em contato com a Revista ÉPOCA, a assessoria de Fernando Bezerra Filho, alegou que não vai comentar a reportagem porque “o nome do ministro não aparece” em qualquer documento público referente às delações da JBS.
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