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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Gonzaga de Garanhuns pode se tornar Patrimônio Vivo de PE

Artista apresentará a defesa da sua candidatura no XII Concurso do Patrimônio Vivo de 
Pernambuco, realizado pela Fundarpe, em Recife, no próximo dia 6 de julho. (Secom/PMG).

O reisado em Garanhuns conta, há décadas com um grande aliado. Luiz Gonzaga de Lima, que leva a paixão pela cultura no nome e na alma, está à frente de cinco grupos de reisado. No dia 6 de julho, quinta-feira, Gonzaga de Garanhuns, como é mais conhecido, apresentará a defesa da sua candidatura no XII Concurso do Patrimônio Vivo de Pernambuco, realizado pela Fundarpe, na capital, Recife.

O artista, apoiado pela Secretaria de Turismo e Cultura de Garanhuns, vai mostrar um pouco do que produz e levar informações e comprovações do que o credencia para vencer a disputa. O certame disponibilizará de seis vagas referentes ao ano de 2017.

A história de Gonzaga de Garanhuns com o reisado, começou há cerca de 60 anos, quando aos 13, ele teve o primeiro contato com o folguedo, na zona rural do no município. “Me deu aquele impulso de participar de reisado. Iniciado oficialmente por Manoel Clarindo da Rocha, a quem ele chama de “primeiro mestre”, Gonzaga sempre se destacou. Em 1977, foi formado o Reisado do Mestre João Gomes, em Garanhuns, e Seu Gonzaga foi convidado para ser o personagem Mateus.

Ao mesmo tempo que Gonzaga trabalhava no comércio e participava de reisados, ele também conciliava seu tempo com a produção de literatura de cordel. Em 1973, escreveu o seu primeiro trabalho, “Lampião e Serrinha”. E atualmente Gonzaga de Garanhuns possui mais de 350 títulos autorais, que já ultrapassaram fronteiras e estão expostos em outros países, como nos Estados Unidos, França e Japão.

Seu Gonzaga já participou de festivais regionais e de produções de LPs. Entre os cinco reisados que hoje ele faz parte, dois deles são formados por idosos, um por adolescentes e outro infantil. Eles ensaiam semanalmente no Centro de Referência em Assistência Social (Cras) do bairro Heliópolis. O reconhecimento do mestre é uma luta antiga, que poderá ter fim esta semana. Ou talvez um novo começo. “Eu já estou com 73 anos, se não fosse o reisado na minha vida, eu acho que eu já estaria morto. Eu faço isso para defender a minha cultura, a minha cidade e a todo mundo”, finaliza o artista.

PATRIMÔNIO VIVO - Além de uma bolsa mensal para ajudar a manter e preservar as expressões da cultura popular e tradicional pernambucana, os titulados como Patrimônios Vivos de Pernambuco ganham lugar de destaque nas programações culturais e são dispensados, por exemplo, da fase de habilitação de mérito cultural em processos como convocatórias estaduais para participação de festivais e ciclos festivos.
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