quinta-feira, 2 de março de 2017

Garanhuns está entre as cidades mais vulneráveis economicamente

Terra das Flores aparece na edição 2015 do G100. No grupo, figuram os municípios brasileiros com 
mais de 80 mil habitantes, que reúnem indicadores sociais negativos e baixa arrecadação. (PE Notícias).

A Frente Nacional de Prefeitos deve liberar, em abril, mais uma edição atualizada do G 100, a lista de 100 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes que reúnem ao mesmo tempo indicadores sociais negativos e baixa arrecadação. Na última versão, de 2015, Pernambuco foi o Estado que mais teve cidades nessa situação. Foram 16, distribuídas do Grande Recife ao Sertão. Na tentativa de dotar as prefeituras de melhor capacidade técnica para recolher seus impostos, à frente e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) firmaram um convênio recente para apoio técnico.

Participam do G 100, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Caruaru, Petrolina, Paulista, Camaragibe, Garanhuns, Santa Cruz do Capibaribe, Vitória de Santo Antão, Serra Talhada, São Lourenço da Mata, Gravatá, Carpina e Araripina. Desde 2009, a Frente Nacional dos Prefeitos vem construindo a lista dos municípios mais vulneráveis economicamente. A FNP acompanha de perto esse grupo, com publicação bienal atualizada. A entidade também articula os prefeitos na busca de compensações para auxiliar cada território na superação de problemas, ao mesmo tempo em que chama a atenção para o debate de novo modelo de federalismo fiscal, e defende a repartição de recursos de forma mais justa, considerando as inúmeras disparidades intermunicipais existentes atualmente.

Membros da frente propõem um piso nacional para transferências constitucionais aos municípios, considerando a receita corrente per capita ou mesmo um fundo de compensação, desenvolvimento e redução das desigualdades regionais. Cerca de 21 milhões de habitantes, 10,3% da população brasileira, vivem nos municípios do G 100. A receita corrente per capita desse grupo foi de R$ 1.426,11, em 2015, a metade da média dos demais municípios com mais de 80 mil habitantes (R$ 2.816,28).
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