terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Givaldo diz que fim do Jazz gera perda de R$ 10 milhões à cidade

Alternativa à volta do evento para cidade, seria, de acordo com o empresário, a união
entre público e privado, já que o Jazz atinge 54 segmentos da economia local.

Advogado por formação, no entanto atuando há alguns anos como empresário no segmento de hotelaria, já que é proprietário do vultuoso Garanhuns Palace Hotel, Givaldo Calado vem distribuindo uma nota à imprensa de Garanhuns onde critica a extinção do Garanhuns Jazz Festival; evento que foi realizado aqui em Garanhuns durante oito anos, através de uma parceria entre os executivos Estadual e Municipal. A crítica do empresário garanhuense ganha força quando ele revela que em 2008 - primeiro ano do Garanhuns Jazz Festival - a ocupação da hotelaria na cidade, capitaneando o tríodo momesco, chegou a marca de 51,00%, contra os 24,09% em 2005, 24,04% em 2006 e 42,00% em 2007.

Dado ainda melhor de ocupação foi registrado em 2011, segundo Givaldo. Naquele ano, de acordo com ele, a realização do evento acabou acarretando uma taxa de ocupação para rede hoteleira local de 91,00%, apesar do ligeiro declínio registrado em 2015, quando o percentual foi para casa dos 69%. Apesar da queda, Givaldo defende que 2015 registrou uma boa marca na classificação da hotelaria - que vai de taxas péssimas a excelentes, passando por ruins, razoáveis, boas e ótimas.

Considerando a realização do evento por cinco dias, e contabilizando um gasto diário de R$ 400 reais por parte dos turistas que frequentavam o evento, Calado defende que com a perda do Jazz, a cidade deixou de obter cerca de R$ 10 milhões de reais. “Um turista que vem a um evento como esse, gasta, por dia, no mínimo, R$ 400,00 reais. Se recebermos 5.000 visitantes - e o número é modesto - temos, aí, um faturamento de R$ 2.000,000,00, dia. Ou seja: R$ 10.000.000,00, no período. Garanhuns pode perder esses reais? A sua economia pode dispensar esses reais? Sobretudo quando sabemos que todos são beneficiados com alguns desses valores”, questiona Calado de Freitas.

Uma alternativa à volta do evento para cidade, seria, de acordo com o empresário, a união entre as iniciativas públicas e privadas, já que o Jazz atinge 54 segmentos da economia local. “Temos que reagir! Unir o poder público com a iniciativa privada. Enfim, todos! Para podermos melhor "vender" a nossa cidade. Atrair para ela os reais de fora para sua economia. E, deles, tanto precisamos. Será que já paramos para pensar? Quanto um turista deixa na cidade, da forma mais horizontal possível, ao longo de um período desses - seis dias e cinco noites?”, questiona o empresário.
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VERSÃO DO GOVERNO DE GARANHUNS – No início de 2016, o Governo de Garanhuns deu sua versão oficial sobre o fim do Garanhuns Jazz Festival. O evento, que vinha sendo realizado anualmente pela prefeitura de Garanhuns em parceria com o Governo do Estado de Pernambuco; com curadoria do músico recifense Giovanni Papaléo, segundo a gestão local, apareceu numa pesquisa que aferiu a relação custo/benefício dos quatro maiores eventos realizados aqui na cidade, como o que menos revertia dividendos.

Como aquela época, o país atravessava um momento econômico delicado, ao mesmo tempo em que o Prefeito Izaías assegurava em suas entrevistas que o Governo do Estado não tinha cumprido o compromisso financeiro com o Jazz de 2015, tudo convergiu para a “extinção” do evento, que alguns consideram, foi apenas uma parada, passível de retorno.

          Além disso, também defendia o Prefeito (na mesma época), que em razão do Governo do Estado não ter remetido os recursos prometidos ao Jazz de 2015, ele, Izaías, não poderia subsidiar o custo integral do evento em 2016. Some-se a isso, o fato de que, acaso o município injetasse recursos próprios no evento, de forma a custeá-lo integralmente, isso comprometeria o pagamento da folha salarial dos servidores públicos municipais. Como não houve consenso naquela ocasião, o Jazz não ocorreu e agora ecoa com suas guitarras elétricas na cidade de Gravatá, Agreste de Pernambuco.

Confira o texto de Givaldo, enviado à imprensa, clicando AQUI.
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