sábado, 9 de julho de 2016

Redução das chuvas provoca quebra de safra em Garanhuns

Os resultados indicam que para os produtores rurais que plantaram feijão, em meados
de maio, a quebra de colheita será superior a 50%. (Fonte: Secom-PMG).

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAA), utilizando dados sobre os índices pluviométricos da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), divulgou uma avaliação sobre a redução das chuvas no mês de junho. A análise mostra que a diminuição é de 56,5%, quando comparado os últimos 10 anos – enquanto a média do mês é de 158mm, choveu apenas 68,6mm. Em maio deste ano, as chuvas já haviam ficado 32,5% abaixo da média do referido mês, apontam os números. De acordo com pesquisas de campo da SEAA, a redução do volume de chuvas provocou quebra de safra de feijão e milho no município de Garanhuns.

      Os resultados indicam ainda que para os produtores rurais que plantaram feijão, em meados de maio, a quebra de colheita será superior a 50%. Os agricultores que plantaram no início do mês de junho devem ter perda de 25% a 30%. No caso do milho plantado na segunda quinzena do mês de maio, a perda ficará em torno dos 70%; a indicação é que seja aproveitada apenas a palha para ração animal – aqueles que plantaram no início de junho devem ter redução de 40%.

        O produtor João Jerônimo, do Sítio Lajeiro, plantou, no dia 15 de maio, dois hectares, sendo um de milho e outro de feijão. “Com a falta de chuva, não vou colher quase nada. Vários pés de feijão morreram e os que sobreviveram estão sofrendo agora por causa do frio. O milho não vou colher nada. Uma tristeza mesmo para todos nós”, diz. “É importante ressaltar que a redução da produção de milho e de feijão pode ser ainda maior, caso o regime de chuvas permaneça abaixo da média ou ocorra alguns dias de veranico, que são dias seguidos sem chover”, explica o secretário Municipal de Agricultura e Abastecimento, Epaminondas Borges (foto acima).

Gal Costa, Elza Soares e Elba Ramalho confirmadas para o Fig 2016

A informação foi divulgada pela Fundarpe e pela Secretaria de Comunicação do Governo 
de Garanhuns, na última sexta-feira (8). (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Quase tudo pronto para vivermos mais um grande Festival de Inverno de Garanhuns! Na próxima quarta-feira, 13 de julho, o Governo do Estado (Secult e Fundarpe) e a Prefeitura de Garanhuns vão anunciar às 11h, no Teatro Arraial Ariano Suassuna (Boa Vista – Recife) a programação completa da 26ª edição do evento. Este ano, todos os palcos, todos os polos vão celebrar o legado de Naná Vasconcelos; pernambucano que tanto simboliza a riqueza e a diversidade cultural do estado.

Por hora, e recém confirmados no Fig estão, as cantoras Elza Soares, Elba Ramalho e Gal Costa. A informação foi divulgada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e pela Secretaria de Comunicação do Governo Municipal de Garanhuns (Secom-PMG), na tarde desta sexta-feira (8). Elza Soares soube ao palco Mestre Dominguinhos na sexta-feira, dia 22. Elba Ramalho, apresentará o repertório do elogiado disco “Do Meu Olhar pra Fora”, no sábado, dia 23. Já a cantora baiana Gal Costa sobe ao principal palco do evento no dia 24 (domingo).

Gal irá apresentar, pela primeira vez em Pernambuco, o repertório do álbum Estratosférica, seu mais recente trabalho, enquanto que Elba trará o elogiado repertório “Do Meu Olhar pra Fora”, seu 33º disco. Alceu Valença e as Bandas Fulô de Mandacarú e Biquini Cavadão, são outras atrações já confirmadas pela Fundarpe e pelo Governo Municipal para a edição deste ano do Fig. A 26ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns acontece este ano entre os dias 21 a 30 de julho.
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Alto preço do feijão foi o grande vilão da inflação no mês de junho

Sozinho, de acordo com o IBGE, o feijão representou 31% da alta de preços do mês passado. 
O carioca ficou 41,78% mais caro. Já o mulatinho subiu 34,15%. (Folha de Pernambuco).

Custando mais de R$ 10 reais em muitos mercados brasileiros, o feijão foi o grande vilão da inflação em junho. Só o carioca ficou 41,78% mais caro. Já o mulatinho subiu 34,15%. A alta foi tão grande que limitou a queda do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o IBGE, a taxa caiu de 0,78% para 0,35% entre maio e junho. O índice, no entanto, poderia ser bem menor não fosse o feijão; pois, sozinho, este alimento representou 31% da alta de preços do mês passado.

“A inflação está muito concentrada no feijão porque este alimento pesa muito na cesta de consumo do brasileiro e teve uma alta muito grande nos últimos meses”, explicou a economista Amanda Aires, da Faculdade Boa Viagem (FBV). “Só o feijão teve um peso de 0,11 ponto percentual na inflação de junho”, revelou a gerente de pesquisa do IBGE, Irene Maria Machado, contando que o leite também influenciou o IPCA do mês passado. A bebida teve uma variação de 10,46%, atrás somente dos feijões carioca e mulatinho.

“O grupo de alimentos veio até um pouco mais baixo, porque itens como cebola, cenoura e tomate ficaram mais baratos. Mesmo assim, representam 60% da inflação por causa do feijão e do leite. Juntos, esses itens contribuíram com 0,21 ponto percentual”, contou Machado, dizendo que, caso este setor fosse excluído do cálculo, a inflação teria ficado em 0,22% em junho. Ela lembrou que o feijão subiu de preço por causa das condições climáticas que quebraram a safra.

Ainda segundo a gerente do IBGE, a inflação caiu entre maio e junho porque sentiu menos o impacto dos preços administrados. “As taxas de água, esgoto, energia já tiveram reajuste no início do ano. Com isso, o grupo habitação caiu de 1,79% para 0,63%. O setor Transportes também caiu porque as passagens de ônibus já foram reajustadas. E saúde teve um resultado menor porque a maior parte do aumento dos remédios já foi aplicada”, explicou, dizendo que, no Recife, ainda contribuiu para a desaceleração da inflação o barateamento das refeições fora de casa.

O item caiu 1,37% no mês passado por conta da queda na demanda. Com isso, a inflação variou 0,32% na capital pernambucana; Recife, abaixo da média nacional. Após variar 0,35% no mês de junho, a inflação acumulou alta de 4,42% no primeiro semestre deste ano e de 8,84% nos últimos doze meses no Brasil. Os índices são inferiores aos registrados no mesmo período do ano passado e, segundo especialistas, devem cair ainda mais neste segundo semestre de 2016.
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Estado de Pernambuco arrecada R$ 700 mil em Leilão de Energia

A empresa Tradener, comercializará a energia produzida a partir dos parques Fontes Solar I e II, ambos 
localizados em Tacaratu, no Sertão de PE. Pelo direito a revenda, a Tradener desembolsará R$ 700 mil reais.

A comercializadora curitibana Tradener foi a vencedora do Leilão de Energia Solar promovido pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sdec). A empresa arrematou 1 MW/med produzido pelos parques Fontes Solar I e II, da Enel Green, em Tacaratu, ao preço de R$ 165/MWh, o que resulta em uma arrecadação total de R$ 700 mil. O certame contou com a participação de 16 grupos, dos quais nove efetivaram propostas. A Tradener adquiriu o direito de comercializar esta energia até 1º de janeiro de 2017. Após este período, a ideia é que o consumo seja feito por prédios da administração pública que migrarão para o mercado livre. O resultado será publicado no Diário Oficial deste sábado (9/7).

  Para o secretário de Desenvolvimento Econômico da gestão Paulo Câmara, Thiago Norões (foto ao lado), o sucesso do Leilão firma o estado de Pernambuco como um polo energético, que vai desde a produção de equipamentos à geração propriamente dita e consolida a atuação do Estado, via AD Diper, como comercializador de energia. “É um processo pioneiro e que tem um futuro promissor. O mercado reconheceu que há uma entidade trabalhando sério e podemos usar isso como vetor de atração de investimentos, quando nenhum outro estado do país tem essa condição”, ressalta Norões.

A partir de agora, o Governo do Estado intensificará os trabalhos para migrar espaços públicos para o mercado livre, dentro da política de redução de custos e disseminação das energias renováveis. O Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon-PE) foi o primeiro a realizar a migração, em 1º de junho, passando a consumir 0,8 MW/med da produção de Tacaratu. Dessa forma, o estabelecimento conseguirá reduzir em cerca de 60% seus custos anuais com energia. O processo para ingressar no mercado livre exige análises envolvendo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Celpe.

       A produção solar total da Enel Green Power no Estado é de 1,8 MW/med. A empresa foi uma das vencedoras do primeiro Leilão de Energia Solar do país, promovido pelo Governo de Pernambuco, em 2013. O empreendimento está interligado a uma planta eólica na mesma área física de instalação, sendo o primeiro parque híbrido do Brasil.
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Autoescolas terão reconhecimento facial e biométrico nas aulas

Para a execução dessa nova ferramenta os veículos serão compostos com um Smartphone e um Tablet 
com GPS, que servirão para realizar a telemetria com imagem para reconhecimento dos alunos.

Com o objetivo de diminuir a quantidade de fraudes no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a Secretaria Estadual das Cidades (SECID), por meio do Departamento de Estadual de Trânsito de Pernambuco – DETRAN-PE começa a exigir, a partir de agosto, o monitoramento biométrico e facial dos alunos e instrutores. Pioneiro no país, a medida que deverá ser adotada em todas as aulas práticas realizadas pelos Centros de Formação de Condutores – CFC’s, foi inspecionada nesta sexta-feira (8) pelo diretor presidente do DETRAN-PE, Charles Ribeiro.

Para a execução dessa nova ferramenta os veículos serão compostos com um smartphone e um tablet com GPS, que servirão para realizar a telemetria com imagem para reconhecimento facial e biometria dos alunos. “O sistema SuperPrático é composto por três módulos e segue toda legislação da categoria conforme as regras dos órgãos federais e estaduais”, enfatizou Saulo Gomes, consultor técnico da empresa que desenvolve o serviço para os Centros de Formação de Condutores, os CFC’s.

Ainda de acordo com Gomes, o sistema funciona a partir do acesso do aluno e instrutor ao veículo, onde realiza a validação dos procedimentos de treinamento no início e final das aulas. Além disso, o software registra o percurso, faz a marcação do plano de aula, de conteúdos ministrados, da avaliação do instrutor, marcações de faltas, gravação de imagens internas e externas, registros de velocidades, entre outros dados. 

“Todas as informações ficarão em um banco de dados por até cinco anos, possibilitando que nosso órgão tenha esse acompanhamento antes das provas práticas. Isso muito nos ajuda, pois teremos a possibilidade de saber como os alunos estão sendo capacitados e ter a garantia que eles serão bem treinados pelos. Com essa medida, teremos melhores motoristas nas vias e um trânsito cada vez mais seguro ”, defendeu Charles.