sexta-feira, 22 de abril de 2016

TERRORISMO: Abin confirma ameaça do Estado Islâmico ao Brasil

"Brasil, vocês são nosso próximo alvo. Podemos atacar esse país de merda", dizia o tuíte 
publicado na rede dias depois dos ataques terroristas em Paris. ( Veja abril )

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou uma ameaça ao Brasil publicada em novembro em conta no Twitter vinculada a um membro do grupo terrorista Estado Islâmico (EI). A agência intensificou o monitoramento de indivíduos que teriam jurado lealdade ao grupo e poderiam agir dentro do país durante os Jogos Olímpicos do Rio, em agosto. "Brasil, vocês são nosso próximo alvo. Podemos atacar esse país de merda", dizia o tuíte publicado na rede dias depois dos ataques terroristas em Paris. A mensagem foi postada na conta de Maxime Hauchard, um francês que foi para a Síria em 2013 e juntou-se às fileiras do EI. A conta de Maxime foi suspensa pelo Twitter.

"A probabilidade de o país ser alvo de ataques terroristas foi elevada nos últimos meses, devido aos recentes eventos terroristas ocorridos em outros países e ao aumento do número de adesões de nacionais brasileiros à ideologia do Estado Islâmico", disse a Abin em nota. Na quarta-feira, o diretor de Contraterrorismo da Abin, Luiz Alberto Sallaberry, participou no Rio de Janeiro da Feira Internacional de Segurança Pública e Corporativa (LAAD Security). Em sua apresentação sobre ameaças terroristas à Rio-2016, ele confirmou a autenticidade do perfil do jihadista e descreveu Hauchard como uma "espécie de garoto-propaganda do Estado Islâmico".

Sallaberry também listou ações executadas pela agência para evitar possíveis ataques no país, "como intercâmbio de informações com serviços estrangeiros, capacitação de profissionais de setores estratégicos e trabalhos com órgãos integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência". Em novembro, Sallaberry havia alertado que as autoridades brasileiras consideram os chamados lobos solitários - que agem inspirados ou sob direção de algum grupo radical, mas sem a necessidade de uma célula terrorista ou outra organização formal - "a principal ameaça aos Jogos Olímpicos".
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REPERCUSSÃO MUNDIAL: Capa da revista Economist tem Cristo Redentor, do Rio de Janeiro, pedindo socorro

A revista, mundialmente conhecida, defende que uma maneira de contornar a situação seria a realização de
novas eleições que elegeriam um presidente com apoio popular para executar reformas. (JC Online)

Após a mais famosa estátua do Rio de Janeiro simbolizar a decolagem e depois a derrocada do Brasil, agora é a vez de o Cristo Redentor pedir socorro na capa da nova edição da revista The Economist. A publicação britânica traz a imagem do Cristo segurando um cartaz com a inscrição "SOS". Em editorial, a revista diz que a presidente Dilma Rousseff tem responsabilidade sobre o fracasso econômico, mas que os que trabalham para tirá-la do cargo "são, em muitos aspectos, piores" e cita Eduardo Cunha como exemplo. "No curto prazo, o impeachment não vai resolver isso". Por isso, a revista defende novas eleições gerais.

O editorial diz que "Dilma Rousseff levou o País para baixo, mas toda a classe política também". "O fracasso não foi feito apenas pela senhora Rousseff. Toda a classe política tem levado o País para baixo através de uma combinação de negligência e corrupção. Os líderes do Brasil não ganharão o respeito de volta de seus cidadãos ou superarão os problemas econômicos a não ser que haja uma limpeza completa". 

A revista diz que Dilma tem responsabilidade sobre a situação porque houve incompetência do atual governo na condução da economia, o Partido dos Trabalhadores se envolveu no esquema de corrupção da Petrobras e a presidente tentou proteger p ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva das investigações. As acusações contra a presidente, porém, são relativizadas quando comparadas com as existentes contra os nomes que lideram o processo de impeachment. 

"O que é alarmante é que aqueles que estão trabalhando para o seu afastamento são, em muitos aspectos, piores", cita o editorial que lembra que o vice-presidente Michel Temer é filiado ao PMDB. "O PMDB também está perdidamente comprometido. Um dos seus líderes é o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que presidiu o espetáculo do impeachment de seis horas no domingo. Ele é acusado pelo Tribunal Superior Federal de aceitar suborno da Petrobras", diz a revista.

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BOLA DA VEZ NA CÂMARA: Maioria esmagadora da bancada de deputados pernambucanos quer saída de Cunha

Na bancada pernambucana, maioria esmagadora é favorável à deposição do Deputado, 
Presidente da Câmara, Eduardo Cunha. (JC Online – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Maior antagonista do governo Dilma Rousseff (PT), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), conseguiu manobrar como poucos a oposição à mandatária petista, deu vez e voz ao baixo clero e conduziu a adminissibilidade do processo de impeachment mesmo sendo investigado pela Operação Lava Jato por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras e por esconder contas bancárias na Suíça.

O JC procurou os 25 membros da bancada pernambucana na Câmara para ouvir a posição deles quanto ao pedido de afastamento de Cunha, que se arrasta no Conselho de Ética. A esmagadora maioria é favorável à saída do parlamentar. Somente os deputados do PP – Eduardo da Fonte e Fernando Monteiro – se posicionam no campo dos “indecisos”. 

Cunha é réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e está sob o risco de perder o mandato por ter mentido na CPI da Petrobras, por ter negado possuir contas no exterior. O Ministério Público na Suíça encontrou cerca de US$ 5 milhões em contas controladas por Eduardo Cunha.

Processo contra Eduardo Cunha na Comissão de Ética é considerado um dos mais longos da história da Câmara, sofre sucessivos adiamentos e já se estende há 169 dias. O Conselho de Ética da Câmara instaurou em 3 de novembro processo contra Cunha. Na berlinda, o deputado conta com apoio dos correligionários que consideram que ele merece “anistia” por ter conduzido o processo contra Dilma.

Único membro do Conselho de Ética da Casa do Estado, Betinho Gomes (PSDB) tem feito defesas públicas pela retirada de Cunha. “Precisamos vencer a pauta Eduardo Cunha. Não vejo possibilidade dele escapar”, prevê o parlamentar. “Temos que concentrar esforços para afastar Eduardo Cunha. Não votei no processo de impeachment, mas se tivesse feito teria destacado que tenho vergonha de tê-lo como presidente da Casa”, grifou Raul Jungman, que abriu espaço para o titular do mandato votar.

A PARTIR DE JULHO: Governo de Pernambuco vai parcelar salários de pessoal comissionado e funções gratificadas

Segundo o secretário da Fazenda, Márcio Stefani, isso acontece porque o governo irá usar o repasse 
do FPE como verba para o pagamento dos salários. (JC Online – Foto: Arthur Mota/Folha-PE)

A partir de junho, portanto nos salários pagos a partir de julho, o governo de Pernambuco vai parcelar os salários dos seus empregados contratados para funções comissionadas e os estatutários que ocupam funções gratificadas.

Segundo o secretário de Administração, Milton Coelho, na reunião desta quinta-feira do conjunto de secretários que cuidam da administração e das finanças ficou acertado oferecer como sugestão ao governador Paulo Câmara pagar dessa forma, a partir do dia 12 de julho, os salários dos 2.650 cargos comissionados que o Estado possui. Assim como a parte do salário dos servidores estatutários com função gratificada, que atinge hoje 5.850 servidores. Esse percentual de servidores é menos de 1% do total da máquina, mas é essencialmente o núcleo de gestão.

Segundo o secretário da Fazenda, Marcio Stefani (foto acima), isso vai acontecer porque o governo de Pernambuco pretende usar o repasse do FPE do dia 10 feito pela secretaria do Tesouro da União como verba para o pagamento dos salários.O repasse que a Secretaria do Tesouro faz no dia 30 de cada mês já serve para compor o total da folha de salários junto com o ICMS e as demais transferências constitucionais como para a Saúde e Educação. Agora o Governo vai usar o repasse do dia 10 para também pagar salário.

O secretário Milton Coelho disse que está mantido o calendário: tentar pagar no máximo até o 5º dia útil de cada mês, mas que a partir de maio o governo vai informar a data mensalmente. E muito diferente dos anos anteriores, onde no dia 1º de janeiro o servidor sabia a data de todo o ano dos seus pagamentos.

O secretário Marcio Stefani estimou que a tendência ainda é de queda, como aconteceu em janeiro, fevereiro e março. Mas ele ainda comemora o fato dos salários estarem sendo pago no mês seguinte ao trabalhado.

PESA NO BOLSO: Conta de energia terá aumento em Pernambuco

Dados da Aneel revelam que a Celpe aumentou suas tarifas significativamente. Ano passado, 
o aumento médio foi de 11,25%, enquanto que, em 2014, foi de 15,99%. (Folha – PE)

É bom preparar o bolso. A conta de energia dos consumidores de Pernambuco vai aumentar e o anúncio será divulgado na próxima terça-feira (26) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O impacto no bolso dos clientes, no entanto, se dará a partir do dia 29 de abril, quando a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) estará autorizada a aplicar o incremento. Recentemente, a Aneel autorizou o reajuste de distribuidoras de três estados do Nordeste: Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte, aplicando, respectivamente, 10,72%, 12,97% e 7,73% de aumento. Analistas avaliam cenário semelhante para o Estado.

Mesmo dentro do esperado, como havia antecipado o agora ex-ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, dizendo que os reajustes das concessionárias do País seriam menores ou equivalentes à inflação acumulada dos últimos 12 meses, estipulada atualmente em 10,36%, a elevação vai mascarar a redução da bandeira verde, que começou a operar este mês. Dados da Aneel revelam que a distribuidora Celpe aumentou suas tarifas significativamente. Ano passado, o aumento médio foi de 11,25%, enquanto que, em 2014, foi de 15,99%.

Consultor em energia elétrica da Lumina Energia, Antônio Teixeira esclareceu que os sucessivos aumentos foram necessários para repor os custos das empresas com prejuízos acumulados nos últimos três anos, devido à falta de energia contratada. “Tiveram que comprar energia mensalmente e, como faltou água nos reservatórios, a energia subiu muito, sobretudo em função da geração térmica”, detalhou.