segunda-feira, 18 de abril de 2016

PAULO CÂMARA: "Tão logo haja um sinal de melhoria do cenário econômico, Pernambuco vai ser um dos primeiros a dar respostas"

Em encontro com empresários e executivos, nesta segunda-feira, o governador
defendeu a criação de uma agenda positiva para o País voltar a crescer. (Foto: Wagner Ramos/Sei)

O governador Paulo Câmara defendeu, nesta segunda-feira (18.04), a criação de uma agenda positiva que aponte para a construção das bases para a retomada do crescimento econômico do País, durante encontro promovido pelo Grupo de Líderes Empresarias de Pernambuco (LIDE-PE). Na ocasião, o chefe do Executivo estadual frisou que o fortalecimento das instituições, do diálogo entre os agentes públicos e a união nacional são condições que precisam ser observadas para a superação da atual conjuntura. Paulo também destacou que o Estado se preparou para enfrentar os desafios de 2016, cravando que o ambiente de negócios local vai apresentar uma notada evolução ao menor sinal de melhoria da economia brasileira. 

"A partir do momento que houver uma clareza do ambiente econômico e uma confiança de que o Brasil vai voltar a caminhar bem, eu não tenho dúvida que seremos um dos Estados mais beneficiados. Isso se dará pela carteira de projetos que nós temos engatilhados, pela forma que a gente trabalha e pela confiança que os investidores têm em nosso Estado", avaliou o chefe do Executivo estadual. "Tão logo haja um sinal de melhoria do cenário econômico, Pernambuco vai ser um dos primeiros a dar respostas", completou.

Na sequência, Paulo Câmara afirmou que manter o equilíbrio das contas públicas, a realização de reformas estruturais e a intensificação das parcerias com o setor privado são pontos fundamentais que devem estar presentes no debate da "agenda do futuro" dos governantes. Além disso, o gestor também reforçou a necessidade melhoria da produtividade brasileira, que é uma das mais baixas do mundo, e a garantia dos avanços sociais. "Precisam ser mantidos e nós sempre temos que ampliar os investimentos nesse setor. Não podemos trabalhar mais pensando apenas em um núcleo da sociedade. Nós precisamos trabalhar para todos", grifou Câmara.

Com relação à atração de investimentos e aos ajustes feitos na gestão estadual ao longo do último ano, Paulo afirmou que para atuar no atual cenário de austeridade econômica foi necessário cortar gastos e otimizar a aplicação dos recursos disponíveis. "Em 2015, nós priorizamos áreas que não podiam parar. Diante disso, Pernambuco se preparou para enfrentar os desafios de 2016.  Esse é o nosso diferencial em relação aos outros Estados", frisou Câmara, que aproveitou o encontro com empresários para fazer umas exposição da atual situação do Estado.

Inscrições abertas para o Concurso Miss e Mister Garanhuns 2016

Miss Garanhuns 2015, Alany Melo (foto), também fez bonito na competição. Ela ficou no Top 6 do concurso 
e conquistou o 4º lugar. Atualmente, ela carrega a coroa de Miss Beleza Regional. (Secom-PMG)

Estão abertas as inscrições para o concurso que vai eleger os representantes de Garanhuns para o Miss e Mister Pernambuco 2016. Os interessados – tanto homens e mulheres – devem se inscrever por meio do e-mail missemistergaranhuns@gmail.com, enviando duas fotos – uma de rosto de outra de corpo –, nome completo, idade e telefone para contato. O prazo segue aberto até o dia 26 de abril.

Para participar da seletiva, os candidatos devem seguir critérios pré-estabelecidos nacionalmente em concursos de beleza desse tipo. No caso das mulheres, é preciso ter entre 18 e 25 anos de idade, ser solteira, não ter filhos, nem imagem vinculada ao nudismo. Já para o concurso de mister, os rapazes devem ter entre 18 e 30 anos de idade. A inscrição é gratuita.

De acordo com uma das coordenadoras do certame municipal, a relações púbicas Julyanne Cavalcanti, uma reunião acontecerá antes do grande dia. Na ocasião, a equipe de organização, composta ainda pelo jornalista Cloves Teodorico, a advogada Luanny Porto e a publicitária Raquel Moraes, irá passar dicas básicas de comportamento e passarela. “Nós também aproveitaremos para explicar todo o processo da competição, esclarecendo possíveis dúvidas”, destaca.

         O Miss e Mister Garanhuns 2016 vai acontecer no dia 05 de maio, às 20h, no Vitória Recepções. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail: missemistergaranhuns@gmail.com, ou pela página no Facebook:

https://www.facebook.com/MissEMisterGaranhuns/?ref=aymt_homepage_panel.
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NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA: Álvaro Porto defende eleições gerais contra desgaste da atividade política

Para reforçar suas declarações, Porto destacou a rejeição da população ao vice-presidente 
Michel Temer (PMDB), que sucederá Dilma, caso o impedimento seja ratificado pelo Senado.

Um dia depois da aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara o deputado Álvaro Porto (PSD) defendeu a realização de eleições gerais em outubro. Em discurso da Assembleia na tarde desta segunda-feira (18.04) afirmou que, diante do gigantesco desgaste da atividade política, é hora de todos os ocupantes de cargos eletivos se submeterem a novo julgamento do povo nas urnas.

“Eu tenho ainda três anos de mandato pela frente, mas não me furto a abraçar essa tese. A crise de credibilidade da política e dos políticos é tão aguda que o melhor caminho é zerar tudo, passar tudo a limpo e recomeçar”, disse. Para reforçar suas declarações, Porto destacou a rejeição da população ao vice-presidente Michel Temer (PMDB), que sucederá Dilma, caso o impedimento seja ratificado pelo Senado. Citou pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira que revela que 54% dos manifestantes pró impeachment não querem que o vice assuma a Presidência ao passo que 68% acreditam que a sua eventual gestão será ruim ou péssima.

Entre os que são contra o impedimento a rejeição é maior: 79% defendem o afastamento de Temer e 88% apostam que seu possível governo será ruim ou péssimo. “É importante que a classe política esteja sintonizada com as ruas, de modo que os anseios da população sejam atendidos”, frisou. O deputado criticou ainda a postura antirrepublicana e desrespeitosa dos que justificaram seus votos com argumentos pessoais. “Parlamentares têm papel constitucional conferido por meio de mandato que, por sua vez, é resultado de votos. Portanto, deputados devem explicações aos seus eleitores e não a pai, mãe, filho, cunhado ou sobrinho”.

Álvaro Porto destacou a conduta dos deputados federais pernambucanos Bruno Araújo (PSDB), Mendonça Filho (DEM) e André de Paula (PSD) por jamais terem estado em cima do muro e por rejeitarem o jogo da troca de apoio por cargos. “Estendo esse reconhecimento a todos os que se conduziram sem fraquejar e fizeram valer suas convicções, seja contra ou a favor do impeachment, sem deixar para decidir de última hora, seguindo o vento do oportunismo”, salientou.

Por fim, Álvaro Porto jogou luz sobre a governabilidade, aspecto imprescindível a quem ocupa o Executivo. Para ele, o impeachment em andamento deve servir de lição e alerta não só para a presidente. “Governadores e prefeitos devem estar cientes que não governam sozinhos, mas sim estabelecendo parcerias com vereadores e deputados. Criar pontes com o Legislativo e cumprir compromissos assumidos é a receita, é o caminho”.

BRUNO ARAÚJO: Deputado pernambucano que deu o 342° voto pelo impeachment de Dilma é citado na Operação Lava Jato

Advogado de formação, Araújo, de 44 anos, está em seu terceiro mandato como
deputado federal.( Fonte: Portal Metrópolis de Notícias – Foto: www.plantaobrasil.net)

O 342º voto a favor do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara foi dado pelo deputado federal Bruno Araújo, do PSDB de Pernambuco, às 23h06 deste domingo (17/4). O tucano teve o nome citado na lista de pagamentos feitos pela Odebrecht, relevada após busca e apreensão feita pela Operação Lava Jato em março deste ano. A menção ao nome do tucano é referente às duas campanhas eleitorais, ocorridas nos anos de 2010 e 212. 

       O deputado, contudo, diz que se trataram de doações oficiais, sendo as de 2010 para sua campanha para deputado federal e as de 2012, referentes a valores recebidos por PSDB e repassados “oficialmente” a candidaturas a prefeito em Pernambuco.

Advogado de formação, Araújo, de 44 anos, está em seu terceiro mandato como deputado federal. Ele ganhou projeção como parlamentar no ano passado, quando se tornou líder da oposição na Câmara. Seu primeiro cargo relevante na política foi de deputado estadual. Em 1998, aos 26 anos, ele foi eleito pelo PSDB o deputado mais jovem de Pernambucano, com mais de 34 mil votos. 

       “Quanta honra o destino me reservou de poder, da minha voz, sair o grito da esperança de milhões de brasileiros. Pernambuco nunca faltou ao Brasil, carrego comigo nossas histórias de luta pela liberdade e pela democracia. Por isso, vivo ao Brasil, sim, pelo futuro”, declarou o deputado na Câmara ao anunciar seu voto.

FORAM CONTRA A PRESIDENTA: Na Câmara dos Deputados, 18 dos 25 parlamentares pernambucanos votaram pró-impeachment

A única abstenção registrada em Pernambuco foi a do deputado Sebastião Oliveira (PR).
Danilo Cabral (PSB) e André de Paula (PSD) - votaram a favor. (Fonte: JC Online)

Como era esperado, não houve mudanças de posicionamento na bancada pernambucana na votação do impeachment, neste domingo (17). A maioria dos deputados disse "sim" ao andamento do processo. Dos 25 parlamentares, 18 votaram a favor da abertura do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT). A sessão na Câmara dos Deputados durou mais de dez horas e foi marcada por muitas provocações, agradecimentos a familiares e pouca consistência nos discursos sobre o real motivo do processo do impedimento.

Em Pernambuco, somente seis parlamentares foram a favor da petista: Luciana Santos (PCdoB), Silvio Costa (PTdoB), Wolney Queiroz (PDT), Ricardo Teobaldo (PTN), Adalberto Cavalcanti (PTB) e Zeca Cavalcanti (PTB). Os dois primeiros são os mais ferrenhos defensores do governo do PT e os três últimos compõem o arco de aliança do ministro Armando Monteiro Neto (PTB), que é aliado de Dilma. Nas eleições presidenciais de 2014, Dilma teve 3,4 milhões de votos no Estado.

Indeciso até a semana passada, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) passou por um constrangimento na hora da votação. Ele levou o filho para externar o seu posicionamento favorável à deposição, mas o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), vetou o movimento. Coube ao pernambuco Bruno Araújo (PSDB) o voto decisivo do processo. Com a posição do tucano, a Casa atingiu o número mínimo necessário para que o rito do impeachment fosse aprovado e passasse para o Senado.

A única abstenção registrada em Pernambuco foi a do deputado Sebastião Oliveira (PR). Apesar de o parlamentar ter pedido afastamento da secretaria de Transportes de Pernambuco para votar, ele não externou sua posição política no plenário da Câmara.  Os outros dois secretários licenciados - Danilo Cabral (PSB) e André de Paula (PSD) - votaram a favor do impedimento. 

Aliado a presidente Dilma, o deputado Silvio Costa (PTdoB) peregrinou pela Câmara até os últimos momentos em busca de votos. Com o impeachment já aprovado, ele votou "não" e justificou: "Pela segunda vez, uma parcela da elite brasileira está torturando a presidente Dilma.”Já Luciana Santos (PCdoB) evocou a música "Madeira que cumpim não rói" e afirmou que "vai ter luta". 

367 A 137: Câmara dos Deputados aprova continuidade do processo de Impeachment e agora Senado define o destino do país

Ao contrário do que muitos imaginavam, apenas dois dos 513 deputados que compõem a 
Câmara se ausentaram da votação sobre a abertura do impeachment. (Diário PE, editado pelo blog)

Com 367 votos a favor (mais de dois terços dos 513 deputados), 137 contra, sete abstenções e duas ausências, o parecer pela instauração do processo de impeachment foi aprovado nesse domingo na Câmara dos Deputados. Agora cabe ao Senado decidir se processa e julga a presidenta.

Cientistas políticos criticaram a argumentação de deputados na sessão do plenário da Câmara que votou a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Os parlamentares dedicaram os votos às suas famílias, a Deus, aos evangélicos, aos cristãos, aos prefeitos de suas cidades e correligionários. A sessão foi marcada pela presença de cartazes, bandeiras, hino e gritos de guerra.

Ao contrário do que muitos imaginavam, apenas dois dos 513 deputados que compõem a Câmara se ausentaram da votação sobre a abertura do processo de impeachment. Compareceram para a votação 511 deputados. A presença em massa dos parlamentares já era aguardada na votação. Os dois faltosos foram Anibal Gomes (PMDB-CE), que estaria com problema de saúde, e a deputada Clarisse Garotinho (PR-RJ), que está na 35ª semana de gravidez e apresentou atestado médico.
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A presença maciça de deputados na votação na Câmara foi fruto da cooptação, distribuição de recursos e de cargos, de acordo com professores e cientistas políticos, algo que evidenciou uma urgente reforma política. Para os cientistas políticos, o impeachment é um instrumento legítimo que, no entanto, deixa traumas em uma sociedade democrática.

Nesta segunda-feira, o processo será enviado ao Senado e no dia seguinte, lido no plenário da Casa. Amanhã, os líderes partidários deverão indicar os 42 parlamentares que vão compor a comissão que analisará o assunto no Senado, com 21 titulares e 21 suplentes. A comissão tem prazo de 48 horas para eleger o presidente e o relator. Por causa do feriado de 21 de abril na quinta-feira, isso deverá ocorrer somente na segunda-feira.

Caso aprovada a admissibilidade do processo pelo Senado, o que deve ser decidido entre os dias 10 e 11 de maio, a presidenta Dilma Rousseff será notificada e afastada do cargo por um prazo máximo de 180 dias, para que os senadores concluam o processo. O vice-presidente da República, Michel Temer, assume o posto. Mesmo se for afastada, Dilma manterá direitos como salário, residência no Palácio da Alvorada e segurança. Nesse período, ela fica impedida apenas de exercer suas funções de chefe de Estado.

De acordo com a professora da UFMG, ainda são necessárias provas para que o processo tenha legitimidade. “Há que se provar o crime de responsabilidade. Esse debate não foi feito em nenhuma circunstância. Quero ver a prova cabal dos crimes de responsabilidade atribuídos a Dilma para que se deponha uma presidenta democraticamente eleita. Acredito que haverá mais serenidade e atenção aos fatos nos próximos julgamentos”, disse.

FALTA DE LEGITIMIDADE

O prosseguimento do processo, disse Jorge Almeida, foi viabilizado porque, além da crise econômica e das denúncias de corrupção, Dilma negou todas as promessas de campanha que foram feitas, o que levou à perda de legitimidade política do mandato. “Isso, considerando a legislação brasileira, não é elemento para gerar impeachment, mas é um elemento importante para compreender a situação política”.

Segundo o professor da UFBA, tudo indica que a decisão da Câmara será seguida pelo Senado, o que implica colocar no poder outro presidente sem legitimidade. “O que vai implicar que o [vice-presidente] Michel Temer vai assumir a Presidência da República. Isso não vai resolver nenhum problema nacional porque Temer, além do questionamento sobre a legalidade do mandato, incorre nos mesmos problemas de Dilma".

“Se houve perda de legitimidade de Dilma por não ter cumprido as promessas, Temer nunca teve essa legitimidade. O Brasil vai entrar em um período complicado”, afirmou Almeida, acrescentando que o governo Dilma não trouxe conquistas concretas e que há o risco de retrocessos maiores em termos de conquistas históricas de trabalhadores.