sábado, 26 de março de 2016

REDE SUSTENTABILIDADE: Em Garanhuns, Partido de Marina Silva poderá apresentar candidato a Prefeito nas Eleições de outubro

Empresário e Ex-Vereador pelo município de Garanhuns, Joaci Laurindo poderá
disputar eleição de Prefeito pelo partido da ex-senadora Marina Silva.

A Rede Sustentabilidade, partido político recém criado através da ex-senadora pelo estado do Acre, Marina Silva, trabalha uma possível candidatura à Prefeitura de Garanhuns nas eleições de outubro deste ano. Ao falar durante uma reunião na Câmara de Dirigentes Lojistas local (CDL), Genaldo Barros, Coordenador da Formação do partido aqui em Garanhuns deixou claro que não descarta a ideia, mas que a apesar de possível, a proposta somente se tornará real, após o amadurecimento interno da ofensiva.

Quanto ao nome que vem sendo ventilado à disputa pela Rede, apesar de ainda não confirmado, trata-se do empresário e ex-vereador, Joaci Laurindo, que recentemente optou por se retirar do PSDB de Aécio. Curiosamente até bem pouco, Laurindo vinha trabalhando uma pré-candidatura à Câmara de Vereadores, todavia como a ideia de concorrer ao executivo vem ganhando musculatura, a proposta inicial vem destoando, e aos poucos, naturalmente, perdendo fôlego.

Semana passada, a Rede e Laurindo estiveram juntos numa reunião promovida pelo partido na CDL. Na ocasião, o sempre eficiente repórter da rádio 7 Colinas FM, Erivaldo Gomes, esteve presente e entrevistou Genaldo com exclusividade. Durante a entrevista, o coordenador da Rede afirmou que a legenda está aberta a novas filiações, que pretende disputar Câmaras e Prefeituras de cidades pernambucanas e que de acordo com as orientações partidárias, a Rede deve praticar uma nova forma de fazer política.

Clique em player e ouça a entrevista concedida com exclusividade pelo coordenador
da Rede, Genaldo Barros, ao repórter Erivaldo Gomes da rádio 7 Colinas FM


ENTREVISTA CONCEDIDA AO REPÓRTER ERIVALDO GOMES DA RÁDIO FM 7 COLINAS POR GENALDO BARROS, COORDENADOR DA REDE SUSTENTABILIDADE EM GARANHUNS
Publicado por Gidi Santos em Sábado, 26 de março de 2016

DEZ MEDIDAS CONTRA CORRUPÇÃO: Com o apoio de 2 milhões de brasileiros, chega a Câmara Federal, projeto defendido pelo MPF

Por ano, calcula o Ministério Público Federal, a corrupção provoca perdas
de pelo menos R$ 200 bilhões de reais para os cofres públicos do País. (JC Online)

Com mais de 2 milhões de assinaturas colhidas em todas as regiões do País, o projeto 10 Medidas Contra a Corrupção, iniciativa do Ministério Público Federal, encerra mais uma etapa nesta terça-feira (29), com a entrega das rubricas em cerimônia no Congresso Nacional. A campanha é coordenada pela Câmara de Combate à Corrupção da Procuradoria e foi lançada em 27 de julho de 2015. Com o suporte das ruas e o trabalho de voluntários em todo o País, em sete meses o 10 Medidas superou a marca de 1,5 milhão de adesões necessárias para que a campanha pudesse ser apresentada ao Parlamento como um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, a exemplo do que ocorreu com a Lei da Ficha Limpa.

O projeto, sem vínculo partidário, propõe mudanças na legislação para coibir e punir com mais rigor os crimes de corrupção. De acordo com a Procuradoria, a campanha abrange cerca de 20 projetos de lei que já existem, mas que se arrastam ou estão parados no Congresso. O projeto contempla medidas como a criminalização do enriquecimento ilícito, o aumento das penas para corrupção de altos valores, a reforma no sistema de prescrição penal, a celeridade nas ações de improbidade administrativa, a responsabilização dos partidos políticos e a criminalização do caixa 2. Por ano, calcula o Ministério Público Federal, a corrupção provoca perdas de pelo menos R$ 200 bilhões para o País.

Na próxima terça-feira, 29, em Brasília, antes da entrega oficial das rubricas aos parlamentares - deputados da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção no Congresso, devem receber cerca de 100 voluntários, que irão levar, cada, um pacote de mil assinaturas. Haverá uma cerimônia no auditório da Procuradoria-Geral da República (PGR), onde, de maneira simbólica, a Procuradoria devolverá as assinaturas que foram colhidas desde o início da campanha.

NA CÂMARA FEDERAL: Projeto do deputado Jean Wyllys prevê regulamentação para profissão de prostituta

Deputado Federal pelo Rio de Janeiro, Jean Wyllys, autor do projeto, afirma que sua intenção não é
incentivar a prostituição / Informações: Agência Brasil / Foto: Wilson Dias

O Projeto de Lei 4.211/12 que regulamenta a atividade dos profissionais do sexo, de autoria do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), está parado na Câmara dos Deputados, aguardando a composição de uma comissão temporária para analisá-lo. O projeto foi batizado de Lei Gabriela Leite em homenagem à escritora, presidente da organização não governamental (ONG) Davida e ex-aluna de sociologia da Universidade de São Paulo (USP), que decidiu virar prostituta aos 22 anos. Gabriela foi muito ativa na luta pelos direitos das prostitutas e  morreu em 2013.

O tema do projeto de lei é polêmico e não há consenso entre defensores e opositores. O autor, Jean Wyllys, defende que a marginalização das pessoas que lidam com comércio do sexo leva à exploração sexual.“Aquela prostituta de classe média alta, que divide um apartamento no Rio ou nos Jardins, em São Paulo, talvez seja menos vulnerável que o proletariado da prostituição, que depende das casas e de exploradores sexuais. Eu quero proteger os direitos delas, garantir a dignidade e combater a exploração sexual de crianças e adolescentes. Digo, 'elas', porque a maioria das pessoas que realizam trabalho sexual são do gênero feminino, mas o projeto também beneficia os garotos de programa”, afirmou o deputado.

Há quem discorde dessa posição. Tânia Navarro Swain, feminista e historiadora da Universidade de Brasília se considera “abolicionista”. Ela é contra a legalização da prostituição por acreditar que isso significaria a institucionalização do proxenetismo. Os proxenetas, que são vulgarmente conhecidos como “cafetões”, segundo Tânia, seriam transformados em empresários.

“A prostituição é a maior violência social contra as mulheres. A legalização da prostituição incentiva o tráfico ignóbil, imundo e nojento, que força as mulheres a se prostituírem. É um ato que só favorece os homens e o patriarcado. Mulheres não são mercadorias, são pessoas”, disse a historiadora.

Jean Wyllys, no entanto, afirma que sua intenção não é incentivar a prostituição. “As prostitutas existem, e elas estão prestando esse serviço. E se há um serviço, há demanda. A sociedade que estigmatiza e marginaliza a prostituta é a mesma sociedade que recorre a ela. Na narrativa mais antiga produzida pela humanidade, a prostituição já é citada. Não é à toa que dizem que é a profissão mais antiga do mundo”.

Marcela Azevedo, representante do movimento Mulheres em Luta, diz que o projeto, caso aprovado, vai regulamentar a mercantilização do corpo feminino. “Nós entendemos que a prostituição é colocada para as mulheres como parte do processo de opressão. A perspectiva de melhoras, como direitos trabalhistas e combate à violência, deve ser garantida pelo Estado independentemente da regulamentação da profissão. Qualquer mulher na rua, de dia ou de noite, com qualquer roupa, deve se sentir segura para transitar, e o Estado deve garantir isso”.
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Cida Vieira, presidente da Associação de Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), defende a legalização da profissão e afirma que, como qualquer outro profissional, a prostituta deve ter o direito de se aposentar e receber benefícios. Desde 2002, a prostituição está no rol das ocupações brasileiras. Reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a atividade dos profissionais do sexo é restrita aos maiores de 18 anos.

         De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), no exercício de algumas das atividades, os profissionais do sexo podem estar expostos a intempéries e discriminação social, além do risco de contágio de doenças sexualmente transmissíveis (DST), maus-tratos, violência de rua e morte. O Projeto de Lei Gabriela Leite prevê a necessidade do direito à aposentadoria especial, por se tratar de trabalho em condições especiais - que prejudicam a saúde ou a integridade física.

ASILO EM RAZÃO DE PERSEGUÇÃO POLÍTICA: Embaixada da Itália desmente Revista Veja sobre suposta fuga de Lula do Brasil

Publicação fala de um suposto plano onde Lula estaria pedindo asilo político a Itália. (Folha - PE)

No mesmo dia em que a revista Veja publicou matéria em que fala de um suposto plano do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de busca asilo político na Itália, a embaixada italiana no Brasil desmentiu categoricamente a informação, nesta sexta-feira (25). De acordo com a publicação, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus aliados teriam conversado com o embaixador Raffaele Trombetta sobre um "plano secreto" para tirar o petista do país e lhe conceder asilo político na Itália.

Em um comunicado oficial enviado à agência de notícias ANSA, a embaixada no Brasil desmentiu os fatos relatados pela revista sobre supostas conversas entre pessoas ligadas ao ex-presidente e Trombetta, que teria ocorrido em Brasília. "As informações referentes ao evento ocorrido na embaixada e às supostas conversas do embaixador Raffaele Trombetta são inverídicas", anunciou a sede da diplomacia italiana no Brasil.

A nota afirma, ainda que, quando foi procurado pela revista Veja para se pronunciar sobre o assunto por telefone, o chefe de gabinete de Trombetta, Alberto La Bella, disse que "não queria comentar fatos que, no que tange à embaixada, eram e são totalmente inexistentes". A embaixada da Itália no Brasil também comentou sobre a foto de Trombetta publicada pela revista em um evento no Palácio do Planalto. Segundo a nota, "a pessoa destacada na fotografia e sentada em uma das primeiras fileiras não é Trombetta, como pode-se constatar facilmente".

"O embaixador Trombetta estava sentado, junto com os outros embaixadores, no espaço reservado ao corpo diplomático", afirma o texto. Na reportagem, que consta na edição deste fim de semana, a "Veja" afirma que o embaixador promoveu um jantar em Brasília no dia 16 de março, para cerca de 40 convidados, entre eles aliados de Lula, e que neste encontro Trombetta e amigos do petista teriam comentado sobre as consequências de o ex-presidente solicitar asilo à embaixada italiana.

"O plano prevê que Lula pediria asilo a uma embaixada, de preferência a da Itália, depois de negociar uma espécie de salvo-conduto no Congresso, que lhe daria permissão para deslocar-se da embaixada até o aeroporto sem ser detido, e, do aeroporto, voaria para o país do asilo", publicou a revista.
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GENERAL DO VIETNÃ: “É guerra e quem tiver artilharia mais forte ganha”, diz Lula sobre investigação da Lava Jato

Conversa foi gravada por telefone com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e monitorada
com autorização da Justiça Federal Brasileira do Paraná. (Diário – PE)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou-se ao general Vo Nguyen Giap, comandante do Exército do Povo do Vietnã, emblemático estrategista militar que fez tombar em batalha tropas francesas, norte-americanas e chinesas, ao declarar "guerra" aos investigadores da Operação Lava Jato - que investigam supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo o petista e sua família.

"É o seguinte meu filho eu tô com a seguinte tese: é guerra, é guerra e quem tiver artilharia mais forte ganha", declarou Lula, em conversa por telefone com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), monitorada com autorização da Justiça Federal, do Paraná. O parlamentar responde ser aliado nessa batalha. "Presidente estamos nessa guerra também, não tenho nada a perder."

Os dois falam da persecução criminal em andamento em Curitiba e em Brasília contra o ex-presidente Lula e pessoas ligadas a ele, incluindo seus filhos. Os grampos foram autorizados pelo juiz federal Sérgio Moro - dos processos em primeira instância da Lava Jato - na fase que antecedeu a Operação Aletheia. Deflagrada em 4 de março, o ex-presidente foi o principal alvo. Levado coercitivamente para depor, reagiu publicamente com ataques aos investigadores, a quem classificou de "um bando de loucos".

Lula faz referência ao estrategista de guerra vietnamita: "Você pode me chamar até de general Giap. Nós já derrotamos os americanos, os chineses, os franceses e estamos para derrotar a Globo agora".

O ex-presidente e sua defesa têm atacado meios de comunicação, em especial a Rede Globo. Além perseguição política, no grampo da Lava Jato o ex-presidente conta ao senador ter conhecido o lendário general Giap. "Foi lá no Vietnã, estava bem velhinho já levei a Dilma (Rousseff) para conversar com ele."

Giap ficou conhecido como Napoleão Vermelho, foi considerado herói nacional em busto histórico situado abaixo, apenas, do ex-presidente Ho Chi Minh - o pai da independência vietnamita. Os dois se conheceram no exílio no sudeste da China. No Vietnã, recrutaram guerrilheiros para a insurgência vietcongue. Giap trabalhou como jornalista, antes de entrar para o Partido Comunista Indochinês. "Vamos levar essa luta", responde o senador petista - também alvo de investigação da Lava Jato e com o nome citado por delatores.