segunda-feira, 7 de novembro de 2016

58 MIL MORTOS EM 2015 NO BRASIL: Armando Monteiro chama atenção para o elevado índice de criminalidade no país

Além dos índices de assassinatos no ano passado, Armando Monteiro citou os 45 mil estupros 
os 500 mil veículos roubados no país. (Agência Senado – Foto: Waldemir Barreto).

O senador Armando Monteiro, que é do PTB de Pernambuco, chamou atenção em seu discurso promovido no senado na manhã desta segunda-feira (7), para os índices alarmantes de criminalidade no Brasil, onde só no ano passado, segundo dados oficiais, 58 mil pessoas foram assassinadas. "Foram 29 mortes por 100 mil habitantes", ressaltou o senador, classificando essa realidade como autêntica tragédia nacional.

Isso significa, disse ele, uma pessoa morta a cada 9 minutos e essas mortes, acrescentou, representam 10% do total de homicídios em todo o mundo. É um índice muito alto, afirmou, lembrando que a população brasileira constitui 2% cento da população mundial. Além dos alarmantes índices de assassinatos no ano passado, Armando Monteiro citou os 45 mil estupros e os 500 mil veículos roubados, o que prova, disse ele, que a política pública no setor de segurança é ineficiente e ineficaz.

Mas se em nível nacional o quadro já é dramático, quando se olha a realidade das regiões a situação pode ser pior, disse o senador. Conforme dados oficiais, enquanto a cidade de São Paulo tem 12 mortes por 100 mil habitantes, Recife, que é menor, tem 57 assassinatos por 100 mil habitantes ao ano.

Armando Monteiro disse que os índices revelam que no Norte, Nordeste e no Centro-Oeste a violência mata mais do que no Sul e no Sudeste. E em Pernambuco, em particular, a tragédia só aumenta. No ano passado, foram registradas 3,5 mil mortes violentas e este ano, a previsão é que passe das 4 mil, além do aumento também de assaltos a ônibus, roubos de carros e explosões de caixas eletrônicos.

As causas de tanta violência, disse o senador, são atribuídas ao aumento do consumo de drogas, à difusão de armas de fogo e às lacunas na Justiça criminal. “O Brasil precisa de uma política nacional de segurança pública em que possamos valorizar a cooperação federativa no combate à criminalidade, melhorar e ampliar o nosso sistema penitenciário e proteger nossas fronteiras do tráfego de drogas e armas.  O Congresso e o Senado precisam priorizar essa pauta no tocante aos temas legislativos”, afirmou o parlamentar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário