segunda-feira, 17 de outubro de 2016

NA TRIBUNA DA ALEPE: Álvaro Porto denuncia atraso no pagamento de pipeiros no Agreste Meridional

De acordo com Porto, estão sem receber pipeiros de Angelim, Canhotinho, Lajedo,
Caetés, Cachoeirinha, entre outros municípios. (Assessoria Álvaro Porto).

Protestos ocorridos nesta segunda-feira (17.10) em cidades do Sertão contra o atraso no pagamento de pipeiros por parte do Governo do Estado encontraram eco na Assembleia Legislativa. Em discurso, o deputado Álvaro Porto (PSD) destacou que trabalhadores que garantem o transporte de água a distritos e sedes de municípios do Agreste também estão sem receber. “Não bastasse o pavor provocado pela insegurança e pela incapacidade do Governo de reagir ao descontrole da violência, o povo de Pernambuco vem sofrendo com outra calamidade, igualmente cruel”, disse. “Há casos em que a falta de pagamento aos proprietários dos carros-pipas já supera um ano”, destacou.

Estão sem receber pipeiros de Angelim, Canhotinho, Lajedo, Caetés, Cachoeirinha, entre outros municípios. Porto cobrou respostas da Secretaria de Agricultura do Estado. “Como a secretaria espera que esses trabalhadores sobrevivam? O que o Governo tem a dizer sobre a situação de pessoas do Agreste e do Sertão que não contam com água para nem mesmo para cozinhar ou fazer a higiene pessoal?”.
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O deputado salientou ainda que, sem acesso à água potável, a população está sendo privada do exercício de um direito universal assegurado pela Organização das Nações Unidades (ONU). Os atrasos que levaram pipeiros a protestar em Petrolina, Salgueiro, Serrita, Cedro, Moreilândia, Granito e outras cidades do Sertão também têm causado indignação no Agreste, de acordo com Porto. “A Secretaria de Agricultura precisa buscar saídas para devolver um mínimo de condições de vida a quem mora em regiões atingidas pela estiagem”, disse.

Para ele não só atividades econômicas, como agricultura e pecuária, estão debilitadas por causa da seca. “A dignidade de quem vive nestas regiões está comprometida. E isso acontece em decorrência de dificuldades criadas justamente por quem deveria apresentar soluções”, frisou.
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