segunda-feira, 24 de outubro de 2016

NA CAPITAL, RECIFE: Júri dos acusados pela morte do promotor Thiago Faria começa na Justiça Federal

Membros do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) acompanharam o julgamento, entre 
eles o procurador-geral Carlos Guerra de Holanda. (Com informações do MPPE ).

Depoimentos e tentativas da defesa de adiar o julgamento marcaram o primeiro dia do júri dos acusados pela morte do promotor de Justiça Thiago Faria Soares. O júri foi iniciado nesta segunda-feira (24), na 36ª Vara da Justiça Federal de Pernambuco, na sede da Justiça Federal, localizada no bairro do Jiquiá, no Recife.

Os réus José Maria Pedro Rosendo Barbosa, Adeildo Ferreira dos Santos, José Marisvaldo Vítor da Silva e José Maria Domingos Cavalcante foram denunciados pelo Ministério Público Federal pela prática de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e impossibilidade de defesa  da vítima, contra Thiago Faria e por dois homicídios tentados contra a noiva da vítima, a advogada Mysheva Martins, e o tio dela, Adautivo Martins.

Membros do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) acompanharam o julgamento, entre eles o procurador-geral Carlos Guerra de Holanda. Ele afirmou ter confiança no Tribunal do Júri e que os jurados poderão chegar, com a apresentação das provas nos autos e das testemunhas arroladas, a uma decisão adequada. “A Justiça vai prevalecer, para o bem da sociedade pernambucana e da família do promotor Thiago Faria, que não verá aqueles que cometeram esse crime bárbaro saírem impunes”, afirmou.

Da mesma forma, a mãe de Thiago Faria, Maria do Carmo Faria, falou pela primeira vez sobre o caso. “Nesse momento eu estou pedindo Justiça pela morte trágica do meu filho. Queria dizer a todas as mães que perderam seus filhos que acreditem na Justiça; e também agradecer a todo o carinho e apoio que tenho recebido”, salientou.

Logo no início do julgamento, a juíza federal Amanda Torres Diniz Araújo indeferiu requerimentos dos advogados dos réus, que solicitaram a separação do julgamento dos quatro e o adiamento da sessão em virtude de considerarem pouco o tempo dedicado à defesa dos réus. A magistrada não deu provimento aos pedidos, mas comunicou a cisão do júri em razão do não comparecimento do advogado de defesa do réu José Maria Domingos Cavalcante.

Segundo o que ela explicou, o réu desconstituiu na última semana os advogados, tendo ficado com apenas um, que não compareceu à sessão nessa segunda-feira (24). Por esse motivo, um novo julgamento foi marcado para o dia 12 de dezembro, apenas para o réu José Maria Domingos Cavalcante. Para evitar que a situação se repita, a juíza ordenou notificar a Defensoria Pública da União para que designe um defensor para atuar no próximo julgamento, de modo a evitar novo adiamento. Já o advogado foi multado no valor de 30 salários mínimos por faltar à sessão.

Com a cisão, o julgamento prosseguiu com os demais réus. A primeira pessoa a ser ouvida foi Mysheva Martins, como vítima da tentativa de homicídio. Durante o depoimento, ela contou detalhes sobre como teria acontecido o crime, a relação entre ela, o promotor Thiago Faria e os réus, e respondeu às perguntas feitas pelos membros do Ministério Público Federal e da defesa.

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