domingo, 10 de julho de 2016

PIB de Pernambuco cai 9,6%, enquanto que o do Brasil recua 5,4%

Índice é maior que a queda do PIB do Brasil (-5,4%), no mesmo período. Comparada
com o último trimestre de 2015, retração foi de 2,4%. (G1 – Foto: Bruno Marinho).

A economia pernambucana completou um ano de recessão: pelo quarto trimestre consecutivo, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou queda. Nos três primeiros meses deste ano, a redução foi de 9,6%, comparado ao mesmo período do ano passado. Esse índice é maior que a diminuição do PIB do Brasil, que foi de 5,4%, no mesmo período.

Os dados foram divulgados pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas Condepe/Fidem na última quinta-feira (7), em uma coletiva de imprensa realizada em sua sede, localizada no bairro da Boa Vista, na área central do Recife (foto abaixo). O resultado negativo foi influenciado pela redução dos desempenhos da agropecuária (-7,1%), da indústria (-14,3%) e dos serviços (-7,6%), incluindo-se neste último o comércio.

"A queda no setor de serviços é preocupante porque ele é o maior peso na nossa economia. Mas Pernambuco não é uma ilha e acompanhou o comportamento da economia nacional. O momento político também foi muito prejudicial para a economia", ressaltou Flávio Figueiredo, presidente da Agência Condepe/Fidem.

Comparando-se com o desempenho da economia estadual no último trimestre de 2015, o PIB de Pernambuco caiu 2,4%, alcançando o valor de R$ 39 bilhões. O comportamento de queda registrado em três setores econômicos foram responsáveis por essa nova retração: a agropecuária (-7,3%), a indústria (-3,6%) e o setor de serviços (-1,4%). Entre os dados negativos que chamam a atenção, está a redução no desempenho das áreas de agricultura e pecuária, que foi a maior verificada desde o início de 2014.

Esta é a primeira vez que o PIB estadual passa a ser medido a partir de um método que calcula o PIB do trimestre comparando-se com os três meses imediatamente anteriores. "A nova metodologia que adotamos nos dá um dado mais sensível da realidade e permite que tenhamos a informação que a economia diminuiu o ritmo de queda. Continuamos na crise, mas a expectativa é que, a partir do segundo trimestre deste ano, possamos começar a reverter essa curva e retomarmos o crescimento no estado", pontuou Figueiredo.

Também presente na coletiva, o secretário executivo de Desenvolvimento do Modelo de Gestão de Pernambuco, Maurício Cruz, afirmou que é preciso ter confiança na retomada do crescimento da economia. "A nossa economia é muito dependente do setor de serviços, e o comércio depende da geração de renda. Quando a indústria começa a cair e a agropecuária também, o dinheiro deixa de circular e os serviços passam a cumular um decréscimo maior. Apesar da crise, o Estado continua realizando obras e mantém o nível de investimento o mais atrativo possível. Com isso, acreditamos ser possível tirar o estado da inércia e alavancar a economia pernambucana", salientou.
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