sexta-feira, 17 de junho de 2016

ESTATÍSTICA RUIM: Mapa da Criminalidade revela que Índice de violência subiu 13,3% no estado de Pernambuco em 2015

Ano passado, a geografia da violência mudou. 56,4% dos crimes aconteceram no Interior. (Fonte: Alepe)

Em 2015, os índices de violência em Pernambuco tiveram o segundo ano seguido de aumento, com o número de assassinatos crescendo 13,3%. Foram 3.888 mortes, 454 a mais que em 2014. Com isso, a quantidade de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) – que englobam homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte – superou os números de 2010, quando ocorreram 3.508 mortes intencionais no Estado. Os dados são da Secretaria de Defesa Social (SDS).

No entanto, a geografia da violência mudou. Se, em 2010, metade dos CVLIs se concentrava na Região Metropolitana do Recife (RMR), no ano passado, 58% dessas mortes aconteceram no Interior. Das 454 mortes ocorridas em 2015 que superaram o quantitativo do ano anterior, 56,4% se deram no Agreste Central, Mata Norte e Sertão do São Francisco, enquanto o entorno da capital respondeu por apenas 24,9% desse aumento.

Na comparação com 2010, o Agreste Central e a Mata Norte registraram índices de assassinatos maiores que os da RMR. Já a região do São Francisco alcançou o mesmo nível de violência do Agreste Central há seis anos (ver infográfico). Por outro lado, as regiões do Pajeú e do Moxotó, no Sertão, apresentaram diminuição no total de CVLIs, enquanto outras ficaram estáveis.
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Durante os primeiros anos de execução do Pacto pela Vida, a redução global do número de assassinatos no Estado foi consequência de uma queda significativa na Região Metropolitana, onde o índice de CVLIs diminuiu de 73,4 a cada 100 mil pessoas, em 2006, para 36,95 em 2013. Essa melhora nos índices também aconteceu no Interior, mas com menor intensidade. A partir de 2014, porém, as mortes violentas voltaram a subir, com um aumento menor na RMR e maior no Interior.

CENÁRIO NACIONAL – A tendência de interiorização da violência vem sendo detectada em todo o País desde o início deste século. No Mapa da Violência de 2012, de abrangência nacional, o pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz identificou um fator importante nessa migração: novos polos de desenvolvimento atraem também a violência, sem que haja a mesma estrutura das capitais para que os agentes da segurança a combatam.
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