segunda-feira, 20 de junho de 2016

Álvaro Porto cobra do Estado solução para “Ponte da Morte”

“É impossível não me indignar e me associar aos milhares de moradores do Agreste Meridional, que 
estão exigindo uma atitude do Governo do Estado”, defendeu Alvaro na Alepe. (Assessoria Alvaro Porto)

As seis mortes ocorridas neste domingo, 19 de junho, em acidente automobilístico na ponte sobre o Rio Canhoto, na PE-177 (estrada que liga os municípios de Canhotinho a Angelim) levaram o deputado Estadual Álvaro Porto a atacar a falta de empenho do governo do estado em sinalizar a rodovia e garantir segurança a quem trafega por ela. Em discurso na Assembleia na tarde desta segunda-feira (20), ele destacou que desde 2009 cobranças vem sendo feitas aos gestores estaduais, mas sem resultado. Lembrou que quando o governador esteve em Canhotinho em março deste ano, mostrou a ele, pessoalmente, os riscos oferecidos pela ponte e pediu urgência na sinalização

“É impossível não me indignar e me associar aos milhares de moradores do Agreste Meridional, que estão exigindo uma atitude do Governo do Estado. Nas cidades, nas redes sociais e nas conversas, a queixa é geral. As pessoas estão, com toda razão, absolutamente revoltadas. E já ameaçam, inclusive, interditar a estrada e sinaliza-la; algo que o Estado não fez ate o momento”, disse.

De acordo com o deputado, há quem planeje quebrar o asfalto para colocar tartarugas e até mesmo fazer uma lombada física nas proximidades da ponte. “Tenho conversado com as pessoas e pedi para que elas deem um prazo de uma semana para o Estado solucionar o problema”, acrescentou. Diante desse quadro, o deputado fez um novo apelo ao Governo, à Secretaria de Transportes e ao DER e aproveitou para atacar o descaso da gestão com a situação. “Em nome da população do Agreste Meridional, evitem novas mortes e que mais famílias sofram com o fim trágico dos seus entes queridos. Se não querem dar ouvidos a quem representa a região aqui na Assembleia, pelo menos se atentem aos pedidos dos moradores e ofereçam o mínimo de segurança a quem precisa trafegar pela PE-177”.

Tragédias com vítimas fatais são tão recorrentes no local que a ponte passou a ser chamada de “ponte da morte”. Morreram no acidente de domingo, Adélson Francisco Oliveira, de 44 anos; Irenilda Oliveira, 40 anos; Leigila Oliveira, 15 anos; Alex da Silva Oliveira, 17 anos; Anderson Henrique Madeira, 20 anos; e Josenildo Bernardo de Souza, 41 anos. Ainda sobre a ponte, desde 2009 os Portos; Alvaro a época, Prefeito de Canhotinho e Eduardo, então deputado estadual, apelam ao Governo do Estado para que alguma medida seja tomada, mas ate agora nada de concreto foi sinalizado.

Fotos: Rinaldo Marques / Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

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