quinta-feira, 14 de abril de 2016

CASO DE TV E DE JUSTIÇA: Apresentador Danilo Gentili é condenado por piadas com pernambucana

A pernambucana moveu ação por danos morais após ter sua imagem veiculada em situação 
vexatória no programa “Agora é Tarde” em 3 de outubro de 2013. ( Fonte: Folha –PE )

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) condenou, nesta quarta-feira (13), o apresentador de TV Danilo Gentili, o humorista Marcelo Mansfield e a TV Bandeirantes a indenizarem em R$ 200 mil a técnica em enfermagem Michele Maximino, de 33 anos, que ficou conhecida nacionalmente por ser a maior doadora de leite materno do Brasil. A pernambucana moveu ação por danos morais após ter sua imagem veiculada em situação vexatória no programa “Agora é Tarde” em 3 de outubro de 2013. A decisão é da juíza Regina Célia de Albuquerque Maranhão, da 2ª Vara Cível de Olinda, que julgou o pedido procedente em parte. A autora da ação havia pedido indenização de R$ 1 milhão. Cabe recurso.

Conforme o processo, durante o programa, os apresentadores fizeram “comparações indecentes” entre o leite doado por Michele e o esperma de um ator pornô, além de afirmarem que os seios dela “seriam propícios à masturbação” por permitirem a “realização de sexo na forma ‘espanhola’”. Na sentença, a magistrada afirmou que o fato causou “grave lesão” à imagem da autora da ação, utilizada “de forma humilhante e degradante, causando consequência devastadora” para ela e sua família. Ainda segundo a ação, após a veiculação dos comentários, Michele e a família passaram a sofrer constrangimento no município de Quipapá, na Mata Sul do Estado, onde viviam, tendo optado por passar a morar em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.

A decisão acabou impactando negativamente as finanças da autora da ação e do marido, que tiveram que abandonar os empregos na cidade natal. “Aquilo tudo mudou nossas vidas. Eu tinha grandes possibilidades de cuidar dos meus filhos lá. Viemos para cá (Jaboatão) e tudo ficou mais difícil”, lamenta o esposo de Michele, o professor Ederval Trajano, que diz que não pretende recorrer da decisão.

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