sábado, 20 de fevereiro de 2016

CAI O NÚMERO DE EMPREGOS FORMAIS EM GARANHUNS: Em 2015, município registrou perda de 290 postos de trabalhos


Da Redação
Imagem / Arte Gidi Santos

290 postos de trabalhos formais foram extintos em Garanhuns em 2015. A informação é oficial e foi acessada através do CAGED, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, órgão vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego do Governo Federal. A queda que é a maior já registrada pela cidade desde 2002, foi aferida entre os meses de janeiro e dezembro do ano referência. Os números finais levaram em consideração a diferença entre os contratados e demitidos, vez que essa é a fórmula usada pelo Ministério do Trabalho para medir o desemprego no país.

290... O número é tão ruim, que para ser ter ideia, equivale dizer que ficamos atrás de todas as cidades (24), que juntas a Garanhuns, formam a Região Agreste Meridional. Pedra lidera com 28 empregos gerados. Jupi e Brejão são outros destaques, aparecendo empatadas, gerando cada uma 27 novos postos de trabalho. Venturosa (17), Saloá (14), Bom Conselho (13), Calçados (10), Caetés (9), Canhotinho (5), Jucati (5), Lagoa do Ouro (5), Buíque (3) e Terezinha (1) conseguiram se manter gerando empregos, apesar dos números não remeterem à comemoração. Palmeirina ficou estagnada, gerou emprego, mas os que perdeu, lhe garantiu um 0.

O enrosco começa mesmo a partir de Tupanatinga e Correntes, que perderam  2 postos cada. Seguindo, temos Iati do Padre Jorge, que registrou déficit de 4. Angelim, com Marco Calado, perdeu 6, Jurema 10, já em Capoeiras, 11 foram perdidos, enquanto que em Itaíba foram 14. Aqui pertinho, na terra de Genaldi Zumba (São João), 17 ocupações foram extintas. Na antepenúltima posição estão empatadas as cidades de Lajedo e Águas Belas, onde 48 empregos não existem mais. Na penúltima colocação, perdendo apenas para terra da garoa, aparece Paranatama, do sorridente José Teixeira, com os maciços 85 postos perdidos. Ocupando a lanterninha, para tristeza de muitos, nossa Garanhuns, que curiosamente vem evoluindo no levantamento do Caged desde 2002. Como mencionado, perdemos 290 postos de trabalho.

Vale ressaltar que no prognóstico de 2015, o CAGED afirma que Garanhuns efetuou 4.574 contratações, sendo que, ao final do mesmo ano, 4.864 formavam o número total de demissões na cidade. Em 1º de janeiro, o cadastro registrou que o município contava com 15.558 empregos formais, isso dentro de uma esfera de 4.014 estabelecimentos contratantes. Ainda de acordo com o CAGED, o setor que mais demitiu em Garanhuns ano passado foi o comércio. Nele, 250 vagas foram fechadas. Nesse cenário negativo, apenas a Indústria (com 28) e a Agropecuária (com 31), registraram aumento nas contratações, em relação as demissões. A Indústria de Produção foi a que melhor remunerou seus funcionários, registrando uma média salarial de R$ 2.384,00.

Em 2014, o mesmo CAGED qualificou positivamente a flutuação do emprego formal em Garanhuns. No ano da “Copa do Brasil”, a terra da garoa cravou em valor absoluto, 256 novos empregos gerados. Assim como em 2015, a Indústria de Produção presentou a melhor média salarial (R$ 1.145,60).
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