sábado, 25 de julho de 2015

RADIALISTA DIZ QUE: “Fig se perdeu no tempo” E QUE BANDA DEVOTOS NO SHOW REALIZADO EM GARANHUNS TERIA DITO: “vamos fazer uma roda de mulheres e quem bate também apanha”

Radialista comanda o Jornal da Sete segunda edição no ar de segunda a sexta sempre ao meio dia.

O radialista Valdir Marino, âncora do Jornal da Sete (segunda edição), dedicou metade do programa da última terça-feira, 21 de julho, para repercutir o fato ocorrido na Praça Mestre Dominguinhos, quando um casal, após “acerto de contas” entre ex-presidiários, saiu baleado. Valdir que comanda um dos jornais mais ouvidos na cidade, no ar de segunda a sexta sempre ao meio dia pela rádio Sete Colinas, chamou atenção para inúmeras questões; duas delas mais absorvidas pela população garanhuenese. A primeira: “o Fig teria se perdido no tempo” em razão da violência registrada. A segunda: a frase promovida pelo cantor Canibal da Banda Devotos durante o show: “vamos fazer uma roda de mulheres e quem bate também apanha”.

Durante os quase trinta (30) minutos em que Marino tratou do caso, ele trouxe a tona outro, esse ocorrido anos atrás vitimando o filho do professor de educação física, ex-secretário de esportes e ex-vereador de Garanhuns Mazinho. Na ocasião, após uma discussão com um homem (na época menor de idade), o filho do ex-secretário acabou recebendo alguns golpes de faca, o que o levaram à morte. Detalhe: a tragédia ocorreu durante o Fig na Praça Guadalajara (hoje Praça Mestre Dominguinhos).

Cantor Canibal da Banda Devotos teria dito: 
“vamos fazer uma roda de mulheres e quem bate também apanha”

SOCORRO PRESTADO - O radialista reservou espaço ainda para atentar para o socorro prestado; que não foi mais eficiente por não haver mais macas no local (havia apenas uma). As macas seriam para remoção de outras pessoas que chegaram a passar mau, desmaiando até. Quanto a falha na segurança ela teria ocorrido no momento em que o atirador conseguiu sair da Praça, ainda que estivesse “fechada” pela Polícia.

MANEIRA TRUCULENTA DA POLÍCIA: A maneira truculenta como a Polícia Militar abriu caminho para condução do casal baleado até a viatura, aos socos e empurrões (no peito como dizemos popularmente), foi outra questão apontada por Valdir. Ele lembrou que na praça há crianças, mulheres e idosos que estão ali somente para assistir aos shows e que com ações dessa natureza, podem sair machucados.

TEMPO DE REAÇÃO DA PM - Mais adiante o apresentador frisou que o tempo de reação da PM está mais longo, isso em razão da diminuição do efetivo policial lançado à praça, este ano de cento e cinquenta homens (150), sendo que em anos anteriores esse número já chegou a quatrocentos (400).

Antes de por fim ao assunto o radialista ainda leu a Nota Oficial da Secretaria de Comunicação de Garanhuns, onde o Governo Municipal afirma ter realizado todos os esforços para manter a segurança durante aquela noite.


Abaixo confira o áudio completo onde o radialista Valdir Marino aborda
o assunto no Jornal da Sete segunda edição.


FALA GIDI SANTOS:

É inteiramente lamentável que fatos como esse ainda ocorram durante a realização do Festival de Inverno de Garanhuns, isso em pleno século 21 e mesmo com “forte” esquema de segurança montado. É fato; claríssimo inclusive, que o que ocorreu foi um caso isolado, onde uma rincha entre dois ex-presidiários foi levada à Praça Mestre Dominguinhos. Entretanto, todas as ações que seguiram (o pós-tiros), me parecem que foram desastrosas, atabalhoadas, principalmente a remoção/socorro do casal.

Há relatos de uma quase agressão a um colega de imprensa. Segundo informações do colega (profissional de filmagem), uma mulher que auxiliava o socorro às vítimas (aparentemente do SAMU) largou o atendimento que realizava para iniciar um bate-boca com o profissional. A mulher alegava que aquilo (filmagem das vítimas) seria uma conduta ante ética por parte do repórter cinematográfico e que alguém deveria impedi-lo de fazer (filmagem)... cúmulo do absurdo isso. Pelo que entendo, Socorrista socorre, fotógrafo fotografa...

     No mais dispenso comentários infelizes que vi durante a semana sobre os shows. Não comungo que eles tenham sido os responsáveis, acredito que um infeliz acaso ocorreu, colocando frente a frente pessoas desafetos uma da outra. Pena que foi no Fig e que essas pessoas tenham se manifestado de maneira tão agressiva.

FIG TAMBÉM REVELA NOVOS ARTISTAS; esse ano foi a vez do Rockeiro Tonny Scott

Músico autodidata, o rockeiro fez sua primeira apresentação no Fig 2015 aos 19 anos.

O Festival de Inverno de Garanhuns é mesmo único, multicultural e provavelmente o maior da América Latina. Além de muita música (expressão artística que mais atrai público) o Festival envolve as pessoas também através de teatro, dança, cinema, literatura, artes plásticas, circo, oficinas e muitos outros. Como senão bastasse o Fig parece ter escolhido uma nova fórmula/modalidade de brindar seus visitantes; ele agora descobre e revela novos talentos, ou será que é de sempre?

Um bom exemplo disso é o jovem, porém dinâmico e talentoso cantor e compositor Tonny Scot, 19 anos. Natural da cidade de Pedra, PE o cantor foi radicado em Garanhuns já desde seus primeiros anos de vida (2). Aqui ele iniciou seus estudos, cresceu, amadureceu e desenvolveu, de forma autodidata, a habilidade de músico. Com isso ele começou a compor suas próprias músicas, solos e arranjos, isso lá no começo, anos atrás.

Hoje já com certa bagagem e um bom hall de músicas autorais o músico tem feito shows e participações nos mais diversos ambientes de Garanhuns. Esta semana num convite feito pela Gerência Regional de Educação (GRE), o cantor fez sua primeira aparição/apresentação no Fig, e como todos esperavam deu o que falar, no bom sentido claro.

Percorrendo canções pop e rock, mescladas as de sua autoria, o cantor literalmente encantou a todos que estiveram presentes ao Palco de Cultura Popular nesta terça (21). O Palco que fica instalado no largo do Colunata, centro da cidade, abriga as mais variadas manifestações artísticas populares, caso do Coco, Maracatu, Cabloquinho. Para o caso do "Rok and rool" cantado e tocado por Tonny foi aberta uma excepcionalidade; essa, feita através do convite feito ao artista.

Guitarrista e exímio violonista Tonny colocou todo mundo para dançar ao som de músicas como “Vapor Barato” do Rappa e “Podes Crer” de Cidade Negra. Sem perder a oportunidade ele também ressaltou a importância do Festival de Inverno para música regional e nacional durante seu show: “o Festival de Inverno é visto com bons olhos no país inteiro, ele é celeiro para todos os cantores e músicos que pretendem alçar voos mais distantes”, disse o rockeiro que agora registra seu nome na história, fazendo parte dos que tiveram o privilégio de tocar no Fig. Ao terminar o show o cantor ainda frisou: “ano que vem tem mais”, numa menção a uma possível volta aos palcos do Fig, e desta vez quem sabe ao principal.

Tiê causa frisson em visita a escola de Garanhuns

Foto: Costa Neto/Secult-PE

Smartphones em punho… dezenas de alunos numa ansiedade incontrolável, seus corações palpitando e olhos vidrados na porta por onde entraria uma visitante muito esperada. No pátio interno da Escola de Aplicação Professora Ivonita Alves Guerra, o frisson era tamanho! Entre gritos eufóricos e extasiados, os alunos da unidade de ensino, em Garanhuns, receberam, nesta sexta (24), a cantora Tiê, que veio conversar um pouco sobre sua vida e carreira com os jovens.

A escola estava toda preparada para receber a paulistana, que encerrou a série de visitas que artistas da programação do FIG fizeram a escolas públicas em Garanhuns, iniciativa conjunta das secretarias estaduais de Cultura e de Educação. Participaram também da ação Fafá de Belém, Quinteto Violado, Joanna e Silvério Pessoa. Tiê foi recebida com música executada pro alunos da escola e por um poema recitado por um dos professores. O bate-papo girou em torno de vários assuntos ligados à cantora: como começou na música, como surgiram algumas de suas composições, quais suas influências, como foi sua vida estudantil, entre outros. Até pedido de casamento ela recebeu!

Os alunos participaram ativamente do momento, num rodízio de perguntas. Maria Cecília e Maria Fabiana, ambas com 24 anos, já cursam a universidade, mas estavam lá, pra ver e conversar um pouquinho com Tiê. Fizeram perguntas pra cantora e estavam radiantes com o momento. “O trabalho dela é excelente. E a ideia de trazê-la tão próxima ao público foi muito boa, com essa recepção que ela teve, principalmente“, disse Cecília. “Quando a gente teria essa oportunidade de chegar e ter essa conversa quase ao pé do ouvido com ela?“, emendou Fabiana.

E, como não poderia deixar de ser, Tiê cantou. Um pocket-show, praticamente. Quatro canções do seu repertório – Se Enamora, Entregue-se, A Noite e Chá Verde – acompanhadas pelo coro pleno de estudantes. Professores também não ficaram de fora. E, antes de se despedir, a já tradicional selfie, com todos se espremendo para aparecer mais perto da cantora. Tiê deixou a escola bem surpreendida com o que acabara de viver.”Fiquei super emocionada com esse encontro, achei muito bonito! Ganhei até um travesseiro com a minha cara (risos)! Acho muito bacana (a iniciativa), pois permite um contato mais direto, fica mais natural e as pessoas podem fazer perguntas que realmente tem a ver com a gente. Foi demais!“

Fonte: www.cultura.pe.gov.br

Silvério Pessoa dá aula sobre cultura popular para estudantes de Garanhuns

Foto: Rodrigo Ramos/Secult-PE

A partir de uma iniciativa conjunta das secretarias estaduais de Cultura e de Educação, vários artistas que compõem a grade do 25º Festival de Inverno de Garanhuns têm visitado escolas públicas no município. O encontro com os alunos tem como proposta uma forma diferente de se utilizar a da educação como ferramenta formadora de cidadãos. Nesta última quinta (23), o cantor e compositor Silvério Pessoa marcou presença na Escola Estadual Henrique Dias, próxima ao Parque Euclides Dourado. No local, também funciona a Casa dos Pontos de Cultura, com oficinas e exposições.

Formado em pedagogia, Silvério sentiu-se à vontade dentro da sala de aula, local que há muitos anos fez parte do seu cotidiano, quando era professor de rede estadual de ensino, no município de Moreno, e que retomou nos últimos anos, lecionando na universidade. “A escola sempre foi um terreno no qual eu me sinto muito à vontade. E era um sonho pra mim poder unir a educação e a música, que são duas coisas que fazem parte da minha vida“. Em um formato de aula propriamente dita, Silvério discorreu sobre um assunto que lhe é muito caro: cultura pernambucana. O músico-professor falou sobre as matrizes de formação da nossa cultura (índios-portugueses-africanos) e nos elementos culturais criados a partir dessa junção. Nomes importantes que pensaram nossa formação cultural, como Gilberto Freyre, Celso Furtado, João Cabral de Melo Neto, Chico Science, foram lembrados por Silvério.

A abordagem de Silvério sobre a cultura popular procurou mostrar que ela está assentada em nosso tempo e que tem uma ligação muito forte com o que somos hoje, com o que nós nos identificamos de imediato, e que é constitutivo de nossa identidade mais essencial. Trazer essa discussão pra sala de aula, na sua opinião, é algo enriquecedor. “A comunidade escolar conquista um grande espaço com isso. Pois você aproximar cultura popular da escola pública é, sem dúvida, um grande avanço na área pedagógica, porque estimula o educador a trabalhar com esse elemento primordial e também oferece ao aluno essa questão da dualidade da cultura popular, que, apesar de nos remeter aos nossos antepassados, ela é algo contemporâneo, que está inserida no mundo globalizado“.

Entre os que acompanhavam a aula de Silvério, estava a pedagoga Viviane Rocha, que integra a Gerência Regional de Educação (GRE) do Agreste Meridional, com sede em Garanhuns. A professora, encantada com a apresentação de Silvério e com a temática abordada, comentou a experiência. “Essa proposta é muito bacana, pois humaniza o artista. Quando ele chega no ambiente escolar, é visto e pode ser tocado como qualquer pessoa, esse link que o estudante pode fazer com o ídolo dele, aproxima a cultura do aluno. Rompe também essas barreiras entre cultura e escola/sala de aula/currículo. Traz a cultura (representada na figura do artista) pra junto do estudante. Eu entendo esse momento como algo que facilita a comunicação, o diálogo e que, de fato, produz conhecimento“, declarou.

O artista também visitou, na manhã desta sexta (24), a Escola de Referência do Ensino Médio (EREM) Virgem do Socorro.

Fonte: www.cultura.pe.gov.br

Noite ‘pernambaiana’ faz público dançar na Praça Mestre Dominguinhos

Moraes Moreira, Davi, Pepeu Gomes, DJ Dolores e Alexandre Revoredo:
sonoridade multicultural na noite do FIG 2015.

Por: Paulo Costa do portal www.cultura.pe.gov.br

Alexandre Revoredo, Pepeu Gomes, DJ Dolores e Banda Sonora; Moraes Moreira e o filho Davi, sonoridades ecléticas, ingredientes multiculturais, com um ponto em comum: animar a noite do povo, também diversificado, que foi ao Palco Dominguinhos, no FIG 2015, ontem, 25/7.

Alexandre Revoredo e banda, com muito balanço, deram a partida na alegria da noite do FIG. O público foi chegando aos poucos junto ao palco, e logo estava dançando. Revoredo cantou uma seleção de compositores brasileiros que, segundo ele, marcaram toda sua vida. Interpretou todo repertório de forma livre, com muita personalidade, como fez em Bloco do Prazer, de Moraes Moreira, que ganhou uma levada ska e o coro popular da plateia do Festival de Inverno liberando energia: “Pra libertar meu coração / Eu quero muito mais / Que o som da marcha lenta. E o povo, mais uma vez, veio às ruas curtir a festa, reconhecendo seu valor.

Pepeu Gomes cantou em seguida, abrindo o show com uma declaração de amor musical: “Eu só quero você e mais nada…” A praça cantou junto, batendo palmas no ritmo da canção. O povo caiu no balanço de músicas como Raio Laser, e vibrou quando Pepeu fez longos e elaborados solos, como na versão de Brasileirinho. Pepeu veio acompanhado, entre outros músicos, pela sua família sonora: o filho e também guitarrista, Filipe Pascoal, e os dois irmãos, Jorginho Gomes, bateria, Didi Gomes baixo. Com toda energia e peso de um grande concerto de rock, ele interpretou ‘A cidade’, de Chico Science. Pepeu tocou a alma pernambucana.

Com Isaar e Júnior Black nos vocais, Dolores e Banda Sonora foram a terceira atração da noite. Transformaram o Palco Dominguinhos em um caleidoscópio de ritmos e letras irreverentes. Fizeram a praça tremer. Os músicos dançaram com seus instrumentos, fazendo uma folia coreográfica no palco. Mistura fina: sonoridades do Nordeste com ritmos afros, caribenhos, temperos sonoros do mundo. Em total sintonia com a alma do FIG: a diversidade de Pernambuco. A marca que o festival vem construindo ao reunir linguagens e influências muitas em um só lugar.

Coroando o final da noite, Moraes e Davi, pai e filho (primeira foto), tocaram e cantaram para a multidão músicas do mais recente disco, Uma parceria sonhada e sucessos desde o tempo dos Novos Baianos. Violão e guitarras, solos como um sol maior aquecendo a madrugada do FIG. Notas se derramando em chorinho pela garoa, em samba, regendo o povo que, de olhos colados no palco, balançava o corpo de leve ou batia o pé no chão, no começo do espetáculo. Até que… A vibração aumentou com Moraes, legítimo “pernambaiano”, cantou Frevo de capoeira, mais uma de suas tradicionais homenagens a Pernambuco. A folia popular aumenta com os sucessos Bloco do prazer e Pombo correio, fazendo a festa no interior.


Com Isaar e Júnior Black nos vocais, Dolores e Banda Sonora foram a terceira atração da noite.

Fotos: Renand Zovka / Secom / PMG