quinta-feira, 23 de julho de 2015

Praça Dominguinhos viveu noite de muito arrasta-pé

Foto: Léo Caldas

Por: Paulo Costa do Portal www.cultura.pe.gov.br           

Xote, coco, baião, embolada, enfim, ritmos regionais para todos os gostos animaram o povo nas apresentações de Forró Pesado, Herbert Lucena, Quinteto Violado e Flávio José, no Palco Dominguinhos, quarta, 22/7. Forró Pesado abriu a noite com clássicos de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Jorge de Altinho entre outros. A praça começou a se transformar em um grande arrasta-pé ao ar livre.

Avançando com os ritmos regionais noite a fora, subiu ao palco, em seguida, Herbert Lucena e banda, com ênfase na pisada do coco. Instrumentos de sopro, acordeom, cordas e percussão harmonizaram a roupagem nova com a qual o cantor envolve a música regional nordestina. Outros ritmos também fizeram o povo balançar, arrastando o pé no chão molhado pela chuva: ciranda, samba de gafieira, maracatu e repente.


Foto: Léo Caldas

O pano se abriu na frente do palco pela terceira vez, descortinando o Quinteto violado. Ritmos regionais com a química de arranjos que têm influências de músicas do mundo, como o jazz, deram o tom da apresentação. Mistura apurada em mais de 40 anos de trajetória nacional e internacional para a alegria da plateia. Gente de muitos lugares que curtiu músicas de Luiz Gonzaga, Dominguinhos e outros mestres nordestinos. Diversidade sonora dentro da matriz regional para pessoas de gostos diferentes. E elas cantaram, acompanhando o Quinteto, “Não diga que fiquei sozinho… Quem me levará sou eu, quem regressará sou eu”.

A última atração da noite deixou o público em clima de expectativa, com a banda fazendo versões instrumentais de suas músicas mais marcantes, antes de subir ao palco. O locutor anunciou Flávio José. Daí para frente, o cantor abriu a porteira de sucessos até a madrugada. Destaque para o momento em que, junto com o povo, cantou, “Ô, xalalalalá, coisa boa é namorar…” E o público dançando, nem ligou para chuva. Foi cúmplice da alegria com Flávio José, esticando o final do show, traduzindo na praça outro verso popular de seu cancioneiro, “Se avexe não…”


Foto: Léo Caldas
Foto: Léo Caldas

Palco dos Mamulengos e Pontos de Cultura divulgam Cultura Popular

Foto: Rodrigo Ramos/Secult-PE

Do Portal www.cultura.pe.gov.br

Com o objetivo de dar mais visibilidade às atividades do Casarão dos Pontos de Cultura e aos grupos de Mamulengo do estado, o FIG repete nesta 25ª edição o Palco Mamulengo e Pontos de Cultura que está instalado no Parque Euclides Dourado, com programação até esta sexta-feira (24/07). Maracatus, violeiros, Mestres do Coco, Forró, Bois e Mamulengos ocupam o espaço a partir das 16h.

“Dentro da ideia do Casarão a gente tentou identificar todas as linguagens e formas que os Pontos de Cultura podem desenvolver os seus trabalhos aqui no festival. E isso é percebido tanto nas oficinas, quanto nas exposições e também nas apresentações artísticas, por isso a importância de um palco para os Pontos”, explicou o Coordenador do Cultura Viva da Secult-PE/Fundarpe, Rafael Buda. O palco será o local para a culminância das oficinas realizadas no Casarão, ao final dos cursos, na sexta-feira (24).“Além de um cortejo para fechar a a programação, teremos a culminância do polo, com exposições e divulgação do resultado das 6 oficinas realizadas durante a semana”, reforçou Buda.

                                                             Foto: Rodrigo Ramos/Secult-PE

Para o coordenador do Ponto de Cultura Farol da Vila – Coco de Pontezinha, do Cabo de Santo Agostinho, Marcos de Moraes, o espaço é muito importante para demarcar a presença dos Pontos no FIG. “Pra gente o FIG é o topo. Estar aqui é importantíssimo. Tanto que a nossa apresentação com 15 Mestres do Coco foi gravada em DVD, e estamos lançando o filme aqui” disse ele.

“É uma honra ver essas crianças tudo brincando com a gente. Por que elas ficam rindo e eu brincando com elas”, falou sorrindo e apontando para várias crianças que estavam na frente do palco, o Mestre Mamulengueiro Zé de Vina, de Lagoa de Itaenga. Para ele, espaços como esse para a arte dos bonecos é fundamental para a transmissão de saberes: “O meu irmão me passou tudo que sei sobre mamulengo, e gosto de me apresentar para passar o que sei também. Vou brincando, vou brincando, e quando eu termino o que é dele eu entro no meu e passo para outras pessoas”, disse o Mestre Zé de Vina.

LANÇAMENTO DE 3 VIDEOCLIPES

Nesta sexta, durante a culminância das oficinas do Casarão dos Pontos, o Ponto de Cultura Cinema de Animação vai lançar 3 videoclipes de outros ponteiros. “Bacamarte Tiro de Paz”, “Na Paz vem a Guerra” e “Rua do Bonfim” serão exibidos numa tela inflável que também será inaugurada no dia. A novidade estará instalada a partir das 16h, ao lado do Espaço Mamulengo e Pontos de Cultura.

Objetos deteriorados são matéria-prima de expositor do FIG 2015

Afrontando os padrões do design atual, a única exposição do gênero na Casa Galeria Galpão desse ano, “Contrafluxo”, marca o início promissor da carreira do garanhuense Caio Lobo, que expõe ao público pela primeira vez seus móveis trabalhados manualmente. Lona velha, pinus mofado, ferro enferrujado… tudo que poderia ser visto como lixo ou desperdício serve para dar vazão ao imaginário do artista, que crê que o design de móveis não deve ser padronizado, e sim, renovado. “Comecei a me interessar pelo design de móveis há cerca de três anos, quando percebi que as possibilidades eram muitas e que não só as tendências podem render bons resultados“, conta.

Há muito mais tempo, no entanto, Caio vivenciava o design. Sua mãe é dona de uma antiga loja de artigos de decoração e móveis em madeira da cidade e, durante toda a infância e início da fase adulta, Caio conviveu com as mais diversas formas de arte e criação. Apesar da influência da família e da terra natal, foi preciso mudar de ares para seguir os rumos desejados. “A loja existe desde antes de eu nascer e aprendi muito por causa disso, mas atualmente vivo em São Paulo, onde pretendo seguir no design e consolidar minha linha de móveis, com peças únicas, feitas à mão e que fujam do que estamos acostumados a ver atualmente“, diz.

As dez peças são únicas e, a exemplo da inusitada Cadeira Marionete, têm chamado a atenção do público. Para ajudar no conceito da exposição, a primeira individual de sua linha de móveis, o artista chamou os pintores Glauber Arbós e Bozó Bacamarte, também pernambucanos, que realizaram intervenções visuais na instalação, que pode ser conferida até o dia 25 de julho, na Casa Galeria Galpão, e através da fanpage do artista, que também estará presente na Design Week da capital paulista, de 12 a 16 de agosto.



Por: Ana Beatriz Caldas Do Portal www.cultura.pe.gov.br
          Fotos: Rodrigo Ramos / Secult-PE

Alunos, pais e professores de Garanhuns conversam com integrantes do Quinteto Violado

Foto: Costa Neto

Por: Paulo Costa do Portal www.cultura.pe.gov.br

Integrando a ação especial “Artistas nas Escolas”, o Quinteto Violado conversou com alunos, pais, mães e professores da Escola de Referência em Ensino Médio de Garanhuns sobre sua experiência de mais de 40 anos de música, ontem, 24/7. Estudantes que já fizeram show no Festival de Inverno e outros que desenvolvem seus talentos musicais tiveram a oportunidade de interagir com a banda e obter conhecimentos que podem ser importantes para suas carreiras e suas vidas.

“O Quinteto Violado está completando 44 anos de trajetória pelo Brasil e o mundo. Essa conversa aqui é uma oportunidade de trocarmos nossa vivência com muitos jovens. A música transforma as pessoas e pode mudar para melhor vida deles que, futuramente, também podem contribuir para fazemos da cidade, dos pais – e até do mundo – um lugar melhor, como revolucionários do bem. Nossa banda tem intimidade com essa terra, a maioria do grupo é de Garanhuns, filhos daqui, iguais aos alunos dessa EREM, por isso nos sentimos em casa com esse encontro”, disse Marcelo Melo, do Quinteto Violado.

“As escolas têm grandes talentos que podem se propagar no Festival de Inverno e na vida, como o ex-aluno Hercinho Gouveia, que tocou com sua banda no Palco Dominguinhos, agora no FIG 2015. O projeto Artistas nas Escolas proporciona uma troca valiosa porque os estudantes podem colher informações e experiências. Esse encontro com o Quinteto Violado desmistifica a aura de celebridade criada pela mídia, as pessoas percebem que eles são gente como a gente e, quem tem sonho de seguir carreira artística, vê que existem caminhos práticos para se chegar lá. É muito bom também porque nossa escola todo ano faz um festival de música e queremos realizar este festival dentro do FIG. Talvez esse evento de hoje seja um passo decisivo para alcançarmos esse sonho”, Maria Perpétua Teles Monteiro, diretora da escola.

Outros integrantes do Quinteto também conversaram com alunos e alunas, falaram de suas trajetórias, lembrando também que tocaram no primeiro FIG e influenciaram o surgimento do Palco Instrumental.

Foto: Costa Neto

      No projeto Artista na Escola, estiveram presentes também a escritora Luzilá Gonçalves, filha de Garanhuns, e homenageada pelo FIG 2015; André Brasileiro, coordenador do Festival de Inverno e a presidente da Fundarpe, Márcia Souto que explanou: “Com esta ação unimos educação e cultura para formar cidadãos melhores, mais conscientes, críticos e participativos. É importante para cidade, para o estado e o país. Pela primeira vez realizamos o projeto no Festival de Inverno.”

“Esse contato é importante porque a troca de experiências aproxima a cultura feita no mundo com a cultura local. Isso é positivo porque a gente aqui se sente muito isolado. Tomara que a iniciativa continue nos próximos anos”, ressaltou Hercinho Gouveia, ex-aluno da EREM, que tocou no primeiro sábado do FIG, no Palco Dominguinhos. Ele adiantou que está para fazer um EP ainda este ano, “Hercinho e os Cabas”, com raízes do agreste e sons contemporâneos, um trabalho autoral.

“Esse encontro é uma aprendizagem pra os alunos e acho que também pra os artistas”, frisou Gisele Araújo, 18 anos, aluna da EREM.

“É um bom incentivo pra mim, porque toco violão. São grandes músicos (O Quinteto) que podem nos oferecer muita experiência”. Welisson Mateus, 17 anos, aluno do segundo ano do ensino médio.

      Artistas nas Escolas com o Quinteto Violado também despertou esperanças em algumas mães de alunos e alunas. “Como mãe, me sinto orgulhosa de meu filho poder participar desse encontro. Isso pode ajudar muito o futuro dele”, pontuou Cleide dos Santos, mãe do aluno Igor, do primeiro ano do ensino médio, que toca guitarra, violão e canta.

Filmes de horror atraem grande público à sala de cinema do FIG

Mostra de cinema de horror lotou a sala de exibição (Foto: Costa Neto / Secult-PE).

Por: Raquel Holanda do Portal www.cultura.pe.gov.br

Fruto da convocatória da linguagem de audiovisual da Secretaria de Cultura de Pernambuco para o Festival de Inverno de Garanhuns, a Medonho – Mostra de Cinema de Horror de Garanhuns aconteceu na noite da última quarta-feira (22) com a exibição de seis curtas-metragens nacionais recentes do gênero. A mostra foi uma realização do Cineclube Toca o Terror, primeiro cineclube do gênero na cidade do Recife.

De acordo com coordenadora de audiovisual da Secult/PE, Milena Evangelista, a mostra significa a junção de um gênero que nunca fora trabalhado em ações durante o FIG, sendo uma inovação, assim como uma representação de uma produção que vem crescendo também em Pernambuco. Para o realizador da Mostra, Jarmeson de Lima, a ideia de fazer a mostra durante o FIG surgiu dentro do seu cineclube, Toca o Terror, para colaborar com a circulação de filmes nacionais de terror de difícil acesso.

A mostra Medonho teve início às 21h10 e apresentou para o público seis curtas-metragens. Eles foram: “Judas”(2014), de Joel Caetano; “Ne Pas Projeter” (2015), de Cristian Verardi; “O Segredo da Família Urso” (2014), de Cíntia Domit Bittar; “Sexta-Feira da Paixão” (2014), de Ivo Costa; “Carne” (2013), de Caco Nigro e “O Desejo do Morto” (2013), de Ramon Porto Mota.

Idealizadores da mostra debateram com o público após as exibições 
(Foto: Costa Neto / Secult-PE).

Com casa cheia, o Cine Eldorado reuniu um público amante de horror e também curiosos. O casal André Gomes e Luar Verlane foi um desses casos. “Já havíamos assistido outra sessão da Mostra de Cinema e resolvemos hoje assistir os filmes de horror, mas sinceramente não gostei”, comentou Luar. Mas a realização de um debate ao fim da sessão com o diretor pernambucano Caco Nigro revelou que em Garanhuns há, sim, um público que gosta do gênero e se interessa por essa produção.

O momento do debate mal tinha começado e a professora de engenharia Nelia Lima já levantou a mão para fazer a primeira pergunta, “Fiquei curiosa para saber o que motivo o diretor a fazer a história, fiquei com a sensação de que o filme era sobre como nasce um psicopata”, indagou Nelia. O diretor Caco Nigro a respondeu que sua intenção era antes mesmo de saber que gravaria Carne, era de fazer uma produção sobre psicopata, mas com um ponto de vista diferente. “Quem é essa pessoa, o que formou esse pensamento, e Carne acabou sendo um trabalho meio que sobre a formação da psicologia da criança”, explicou o cineasta.

Outro espectador da sessão e do debate, Eduardo Holanda, aproveitou a oportunidade de encontro com o diretor para questioná-lo sobre as dificuldades de produção de cinema. O cineasta falou que a produção contou com financiamento de editais estaduais e federais, além apoios de autarquias municipais e particulares.

Ainda sobre as condições de produção da obra, a coordenadora de audiovisual da Secult/PE, Milena Evangelista, questionou o diretor sobre o processo de encontrar equipe para fazer o filme. “Mesmo o filme sendo forte, o clima de trabalho foi bem tranquilo, não tive muita dificuldade. Por ser um drama que flerta com horror, a equipe gostou e ficou curiosa para trabalhar numa produção diferente”, finalizou o diretor.

Vencedores do 2º Prêmio Pernambuco de Literatura lançam livros em Garanhuns

Foto: Léo Caldas/Secult-PE

Por: Ana Beatriz Caldas do Portal www.cultura.pe.gov.br

Em mais um evento pensado para estimular a leitura e redimensionar o espaço da literatura no Festival de Inverno de Garanhuns, o coordenador de Literatura da Secretaria de Cultura do Estado, Wellington de Melo, mediou um debate com os quatro autores pernambucanos premiados no II Prêmio Pernambuco de Literatura na noite dessa quarta-feira (22). O palco para as discussões foi a Praça da Palavra, onde os escritores Rômulo Lapenda de Melo, Tadeu Sarmento, Wander Shirukaya e Helder Herik puderam falar sobre suas obras, influências e opiniões sobre o cenário literário estadual, além de lançar oficialmente os livros premiados na edição de 2014 do concurso, editados pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) – também responsável pelo relançamento de “A cabra sonhadora”, livro da homenageada do 25º FIG, Luzilá Gonçalves.

Segundo Wellington de Melo, eventos como esse auxiliaram a Praça da Palavra a dobrar seu número de visitantes em relação ao ano passado e a mesa com os vencedores, intitulada “Nova literatura pernambucana: manual de instruções”, foi vista como uma das maneiras de trazer maior visibilidade à produção literária do estado. “Esse prêmio foi uma iniciativa da Secult e da Fundarpe para valorizar boas obras pernambucanas que, de outro modo, poderiam não alcançar um público tão grande. No momento em que um autor é premiado, há maior expectativa e conhecimento sobre suas obras que, aliados a esse tipo de mediação, trazem maior prestígio aos autores locais“, explicou.

Um exemplo dessa contrapartida foi o lançamento do vencedor do I Prêmio, Bruno Liberal, que realizou, também na noite dessa quarta, o lançamento de seu segundo livro, ansiosamente esperado por leitores, imprensa e crítica especializada. Para o escritor Rômulo Lapenda de Melo, o prêmio também serve como estímulo para que os autores procurem, cada vez mais, intensificar sua escrita. “Premiações são como selos de qualidade, então, junto com a visibilidade, vem o peso de manter o nível, não decepcionar os leitores. Esse peso é muito importante para o processo criativo, porque, apesar da pressão, o autor precisa pôr o melhor de si em suas obras“, disse.

Foto: Léo Caldas/Secult-PE


Único vencedor garanhuense do prêmio, o professor e escritor Helder Herik foi agraciado pelo seu quinto livro de poemas, “Rinoceronte dromedário”, em que continua a se utilizar de sua “poesia visual”, fortemente influenciada por João Cabral de Melo Neto, mas com uma linguagem que considera mais madura, social e filosófica. Além de citar outras referências para a construção de suas obras, como os também poetas Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade e a figura lúdica de sua avó, a quem dedica todos os escritos publicados, Helder ressaltou a riqueza da poesia pernambucana, que, segundo ele, ainda é pouco conhecida.

“Fui o único premiado nessa categoria, mas sei que a poesia feita em Pernambuco é muito boa, tem autores excelentes, só precisa ser mais difundida. A Praça da Palavra tem sido fundamental para esse alcance, pois, a cada ano, tem tomado mais espaço no festival. Antes, os escritores e leitores ficavam a mercê, procurando espaços esporádicos para discutir poesia e literatura em geral. Iniciativas como essa são essenciais para fomentar nossa literatura e divulgar nossos autores“, celebrou.

Vencedores do II Prêmio Pernambuco de Literatura

Ascensão e queda – Wander Shirukaya (Romance)
Associação Robert Walser para sósias anônimos – Tadeu Sarmento (Romance)
Dois nós na gravata – Rômulo Lapenda de Melo (Contos)
Rinoceronte dromedário – Helder Herik (Poesia)
O resultado do III Prêmio Pernambuco de Literatura (edição 2015) será divulgado na primeira quinzena de agosto.

Caboclinho, maracatu e blocos carnavalescos fazem festa da cultura popular em Garanhuns


Sob o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2008, o Caboclinho 7 Flexas do Recife, que em 2015 celebra os seus 43 anos de fundação, demonstrou no início da tarde de quarta-feira (22), para a plateia e o entorno do Palco de Cultura Popular, toda a beleza das fantasias idealizadas pelo seu lendário fundador e mestre Zé Alfaiate. O grupo do bairro de Água Fria, que durante o carnaval deste ano na capital pernambucana homenageou países como França, Portugal, Paraguai e Uruguai, atribuiu a manutenção de suas criações o colorido e inovação de forma que o ritmo permanecesse o mesmo de sua tradição.

Ao som produzido por pífanos, caracaxás e flautins, a agremiação comandada por Paulinho 7 Flexas, filho de Zé Alfaiate, agregou com os passos dos seus 50 componentes presentes para esta apresentação no 25º Festival de Inverno de Garanhuns, a euforia das loas interagindo com o público. “Estamos muito felizes por mais esta participação no festival, trazendo tudo o que produzimos para o ano 2015, com a boa energia presente em todos que fazem parte desta história”, comentou Paulinho.


Maracatu Baque Mulher interagindo com a grande plateia do Palco de Cultura Popular.


Outro destaque da tarde foi a apresentação do Maracatu Baque Mulher, liderado pela mestra Joana Cavalcante, que além do grupo composto apenas por mulheres, também comanda a Nação do Maracatu Encanto do Pina e a Mazuca da Quixaba. Para a 2ª apresentação do Baque Mulher no festival, o grupo contou com uma preparação especial envolvendo composições dedicadas a orixás, orquestradas por uma forte percussão de tambores.

“Neste ano, trouxemos 38 componentes do maracatu. Tudo o que preparamos para a tarde de hoje foi de forma muito especial, porque sabemos que o polo é uma importante vitrine do nosso trabalho. Não deu para trazer todas as componentes, mas tenho certeza que o público aprovou a apresentação, especialmente pelo conceito que levamos contra a discriminação das mulheres em suas diversas atuações”, explicou a mestra Joana, ao final da apresentação do grupo do Maracatu Baque Mulher.

Por: Roberto Filho do Portal www.cultura.pe.gov.br
Fotos: Jorge Farias