segunda-feira, 20 de julho de 2015

Palco Pop: do sampler ao coco dos mestres

Mestres da cultura popular que formam a Matinada se apresentaram no Palco Pop ( Foto: Léo Caldas)

Por: Paulo Costa do Portal www.cultura.pe.gov.br

Semelhante ao caldeirão de um mago do som, o Palco Pop juntou Banda Marsa, Radiola Serra Alta, Isadora Melo e A Matinada. Ingredientes diversos para encantar o público eclético, de diferentes idades e locais de origem, que veio ao Parque Euclides Dourado curtir a noite musical do FIG 2015, nesse domingo, 19/7. A lua crescente, brilhando por entre os eucaliptos, parecia emanar boas energias para todos e todas que se divertiam, celebrando a cultura.

Vencedores do Festival Pré AMP 2015 e com disco quase pronto para ser lançado, a Banda Marsa sacudiu (foto abaixo) a abertura da noite com um som cheio de influências afro-brasileiras. Do palco, semelhante a um terreiro pop, propagou-se um canto com tempero negro, acompanhado por guitarras e atabaques que contagiaram o público. As pessoas dançaram já na primeira canção. Muita gente rodando e jogando os braços como nas celebrações aos orixás, mesmo quando o som enveredou para a seara do samba, carimbó ou regue estilizados.

Foto: Paulo Costa


RADIOLA SERRA ALTA - De repente, o lugar foi tomado por um clima de suspense. Batida eletrônica ressoou. Palco vazio… Uma voz surgiu sem que as pessoas vissem de onde vinha. Um poema no estilo cordel ecoou no palco. Bits de computador começaram a vibrar junto com um grito de aboio, som de triângulo e zabumba. Personagens da Radiola Serra Alta entraram, fazendo coreografias, surpreendendo a plateia. O público entende a química e entra na dança. Uns fizeram passos do hip hop, outros tentam o xaxado enquanto batem cabeça.

Os integrantes do grupo, de Triunfo, não revelam suas identidades, apresentam-se sempre mascarados, semelhantes ao careta e à “véinha”, mascarados que tomam as ruas no Carnaval de sua cidade, no Sertão do Pajeú. O show teve participação especial da raper, Jessica Caetano, e do raper Clécio Rimas.

Isadora Melo fez sua estreia solo no FIG 2015, no Palco Pop ( Foto: Léo Caldas).

ISADORA MELO - O palco mudou de pele. Saíram o aporte eletrônico e a batida eletrônica para dar lugar a um espaço mais intimista com baixo acústico, bandolim, violão e acordeon. Surgiu Isadora Melo. Calma e firme. Imponente e jovem cantora do Recife. Tem simplicidade e, ao mesmo tempo, presença de palco marcante com visual que lembrou as damas do jazz ou da nossa MPB, mas, com jeito brejeira. Isadora Melo, que foi vocalista da Orquestra Contemporânea de Olinda, fez sua estreia solo no FIG 2015. Soltou a voz. Transitou por compositores pernambucanos. O público se aproximou do palco, ouviu atento… Aplaudiu.

MARTINADA - Por fim, A Zona da Mata pernambucana invadiu Garanhuns ao ritmo sincopado do coco de A Matinada (primeira foto da matéria). Galo Preto, mestre tradicional, saiu puxando uma cantiga sobre a beira da praia. O público mergulhou de cabeça na sua batida. Mais uma vez, o Palco Pop juntou artistas e público de várias gerações, o novo e a tradição, no palco e na plateia. Quatro coquistas de gerações diferentes, como os veteranos Ciço Gomes, Galo Preto, Zé de Teté e Biu Caboco fizeram seu samba ao lado de Adiel, da nova safra de coquistas. Os pandeiros percutiram, o samba de coco quebrou; e toda gente no Palco Pop dançou e cantou em diversas rodas por toda plateia.

Casa Galeria Galpão começa a funcionar no FIG


Por: Ana Beatriz Caldas do Portal www.cultura.pe.gov.br

Inaugurada neste domingo (19), a Casa Galeria Galpão é um dos destaques da programação deste ano. Antes mesmo de as portas serem abertas, dezenas de pessoas esperavam, ansiosas, para prestigiar o trabalho de artistas de várias partes do país. Além das exposições fotográficas, instalações e mostras de design e moda, a galeria conta com o Neblina Café, espaço destinado à gastronomia que também funcionará diariamente. Curiosos, os visitantes também puderam presenciar algumas performances de artistas pernambucanos ao longo da noite, como “Não estou aqui”, intervenção feita pelo garanhuense Clovis Teodorico, e a de Izidorio Cavalcanti, já conhecido pelas performances ligadas à movimento e impacto na cidade do Recife.

O espaço também busca inspirar novos artistas e fazer com que o público reflita sobre o que é e como é feita a arte contemporânea. A partir desse pensamento, a sala principal da galeria serviu como palco para o debate “Nada de novo – Um diálogo ex-positivo, que contou com a presença dos artistas plásticos Beth da Matta, Marcelo Silveira, Márcio Almeida e Paulo Meira e levou expositores e visitantes a uma viagem pela trajetória e obra de artistas consagrados, como Louise Bourgeois, Andy Warhol, Jessica Stockholder e Marcel Duchamp.

De acordo com Marcelo Silveira, que também fez parte da comissão que selecionou os projetos para a Casa Galeria Galpão, a intenção do bate-papo é orientar interessados pela arte e pessoas que já trabalham com arte, mas não tem formação, através de uma provocação sobre o que tem sido feito no cenário artístico, e como tem sido feito. “A ideia era proporcionar uma conversa de teor informativo, tanto para artistas selecionados, como para não selecionados e possíveis produtores de arte. Não temos interesse em ditar caminhos, mas em mostrar que são muitas as perspectivas”, explicou Marcelo.

Além de exibir grandes obras e deixar abertos livros famosos dos pintores mencionados na palestra para que o público procurasse conhecer mais sobre as artes visuais, os artistas também indicaram aos presentes modos para se iniciar um projeto, sanaram dúvidas e discutiram as formas diversas em que a arte vem se manifestando, de maneira híbrida e referenciada por inúmeras outras linguagens artísticas. Com mais performances e discussões programadas para essa semana, a galeria funciona até o dia 25 de julho, no antigo fórum da cidade, próximo ao Palco Mestre Dominguinhos, das 16h às 21h.
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          Fotos: Rodrigo Ramos

Ritimos nordestinos marcaram o domingo no Palco de Cultura Popular

Foto: Normando Siqueira

Por: Roberto Filho do Portal www.cultura.pe.gov.br

Reunindo apresentações em meio à movimentação do comércio da cidade, o Palco de Cultura Popular recebeu durante o domingo (19), no 25º Festival de Inverno de Garanhuns, Patrimônios Vivos de Pernambuco como o Maracatu Estrela de Ouro de Aliança e a Banda Musical Euterpina de Timbaúba. Além de também contar com representantes dos gêneros de forró, xote e baião, o polo proporcionou uma tarde marcada por pura emoção, remetendo como homenagens para obras de mestres saudosos como Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Camarão e Salustiano, através da realização do Projeto Roda de Sanfona.

No início da tarde, a Troça Carnavalesca Batutas de Água Fria foi um dos destaques, empolgando o público com interpretações de antigos frevos, como ‘Último dia’ (Levito Ferreira), ‘Curisco’ (Lourival Oliveira) e ‘Tudo no Frevo’ (Maestro Duda). Irradiando a euforia vista apenas em períodos carnavalescos, a agremiação contou com o entusiasmo de 60 integrantes, entre passistas, baianas e músicos.

Segundo o maestro Davidson Wilker, que há 6 anos está a frente da troça, o repertório para o FIG foi escolhido especialmente para “tocar o coração dos presentes. Escolhi de acordo com o mais anima o público e procurei frevos pouco tocados durante o ano”, comentou ao final da apresentação.

Para a estudante alagoana Ana Araújo da Silva, de 17 anos, que veio da cidade de Maceió com um grupo de amigas, para aproveitar o primeiro final de semana do festival, a apresentação também foi o momento para observar de perto os passos da dança e ouvir composições então desconhecidas por ela. “Eu já assisti a muitos momentos do carnaval pernambucano pela televisão e internet. Mas hoje, passando aqui por acaso, pude ter este contato mais próximo e estou bastante encantada”, comentou Ana, enquanto via a troça carnavalesca.

Quick CIA de dança de Minas Gerais realiza performance no Euclides Dourado e coloca todo mundo para dançar

A proposta de entrar na dança contemporânea foi aceita por várias pessoas que
passavam pelo Parque Euclides Dourado (Foto: Léo Caldas/Secult-PE).

O que é isso? Acho que é uma apresentação.
Olha a expressão corporal!
Que loucura!
É uma viagem!
Isso é curioso.

Estes foram alguns dos comentários das pessoas que passeavam pelo Parque Euclides Dourado na tarde de sábado (18/07), onde a Quik Cia de Dança, de Minas Gerais, apresentava “Ressonâncias”, dentro da programação do 25º Festival de Inverno de Garanhuns. Estranhamento, surpresa, dúvida, curiosidade e encantamento foram algumas das reações do público diverso que se deparou com os bailarinos Letícia Carneiro e Rodrigo Quik e os músicos Rodrigo Salvador e Antônio Moreira dançando e tocando no parque. Logo o encontro entre artistas e o publicou virou jogo, uma grande brincadeira, gerando atenção e sorrisos.

“A descoberta do nosso trabalho é o relacionamento com o público. Cada lugar é um lugar. Aqui em Garanhuns, no início as pessoas estavam um pouco tímidas, mas depois foram se entregando”, disse o bailarino Rodrigo Quik ao final da apresentação, explicando que a proposta da companhia no trabalho de improviso e interação com o público evita ter uma conotação invasiva e de constrangimento.

A proposta de entrar na dança contemporânea foi aceita por várias pessoas que passavam na parte central do parque. Uma das que se entregou a dança foi Valderis Santana, 48 anos, que veio de Caruaru para curtir o festival. “O espetáculo foi muito bom. Eu dancei. Adoro teatro e dança. O Governo tem mesmo que investir aqui no festival”, pontuou.

Durante a performance, olhares se cruzam, pessoas se concentram nos movimentos dos bailarinos, aceitam os convites para participar. Outros fotografam, dão risadas, tem também que ignore e passe adiante. Tudo faz parte.

Num das cenas, uma mala passa a ser jogada de mão em mão entre artistas e o público. Em outro momento, artistas e transeuntes seguram pernas e braços da bailarina Letícia Carneiro e cada um puxa para um lado. A brincadeira era acompanhada das frases “Pode puxar. Pode puxar não”.

Ao final, Letícia agradece ao público, ao festival e faz um relato pessoal sobre sua passagem pela cidade: “Eu fui hoje no mercado, a gente comeu sarapatel, conheci a Edilma. Estamos felizes de tá aqui. Nós somos de Minas Gerais. Esse é um trabalho da Quik, estamos fazendo 15 anos este ano”.

                                                                    Foto: Léo Caldas/Secult-PE

           Do Portal www.cultura.pe.gov.br

Romancista Mário Rodrigues e escritor Ricardo Lísias falam sobre Literatura e autoficção no primeiro dia da Praça da Palavra

Romancista Mário Rodrigues e escritor Ricardo Lísias deram o tom da conversa na 
Praça da Palavra (Foto: Jorge Farias).

Por: Raquel Holanda do Portal www.cultura.pe.gov.br

A primeira tarde de atividades da Praça da Palavra no Festival de Inverno de Garanhuns 2015 começou movimentada. Com o espaço lotado, o romancista e contista Mário Rodrigues começou sua conversa com o escritor Ricardo Lísias sob a temática: “Literatura e autoficção: esses espelhos”. A atualidade do termo autoficção foi percebida pelo debate motivado entre os escritores e a constante intervenção do público.

“Estou motivada para ler seus livros e conhecer melhor a sua obra e a autoficção”, comentou a escritora recifense Ivonete Xavier, que não conhecia o escritor e chegou ao debate curiosa pela temática. Mas o público presente se misturava entre os curiosos e aqueles que esperavam a oportunidade de encontrar o escritor pessoalmente. O escritor de Garanhuns, Matheus Rocha, era um deles. “Conheci a autoficção através do livro ‘Divórcio’, de Ricardo Lísias. E estar aqui e acompanhar os comentários dele sobre o tema só me motivam a ver e pesquisar ainda mais sobre essa literatura que muito incomoda o leitor”, revelou Matheus, que acredita ainda que vê “a autoficção como um bom exercício para escrever literatura”, complementou.

A novidade que a autoficção causa na forma de recepção de uma obra é o caráter mais particular da modalidade literária segundo Ricardo Lísias. “Depois do Divórcio não tive mais sossego”, brincou o escritor ao referir-se a seu último romance. “A autoficção é mais aguda e, por isso, a literatura que mais incomoda nos últimos tempos”, esclareceu Lísias ao tentar explicar a estranheza com que o público recebe a obra e a grande diferença entre as recepções de sua obra pela grande massa e pela crítica especializada.

Artesanato também tem espaço no FIG; entre os dias 18 e 25 Parque Euclides Dourado será palco para exposições


Assim como em todos os anos, o artesanato tem um lugar de destaque no Festival de Inverno de Garanhuns. O “Espaço do Artesanato”, localizado no Parque Euclides Dourado, foi aberto ao público ontem (18) e segue até o sábado (25). Com uma vasta diversidade de peças, artesãos de todas as regiões do Estado expõem os seus produtos no pavilhão.

A maioria dos artesãos passou por convocatória. Critérios como acabamento das peças, design, originalidade, representatividade cultural, entre outros, foram os pontos exigidos para a seleção dos artistas. Outros artesãos como Luiz Benício, Mestre Fida, Mestre Nido, Dona Odete, Associação de Artesãos do Alto do Moura e Tapeceiras de Lagoa do Carmo foram especialmente convidados para compor e ajudar a enriquecer ainda mais o local.

O funcionário público e artesão da cidade de Olinda (PE), Emerson Melo, de 37 anos, expõe seus trabalhos no FIG desde 2009. Entre seus trabalhos, destacam-se as belíssimas esculturas em miniaturas feitas de arame e cheias de detalhes, além de peças confeccionadas com materiais reciclados. O artesão descobriu a arte há 10 anos e de lá pra cá não parou mais. “Minha vida mudou mais ainda quando eu comecei a comercializar meus produtos no Festival. Pra nós que trabalhamos com isso, essa é a oportunidade de adquirir novos conhecimentos e enriquecer ainda mais o nosso trabalho. Troca de experiências incríveis acontecem por aqui. Pra mim, e pra muitos artesãos, o ano só começa depois do FIG”, ressaltou.

Os inúmeros objetos estão sendo comercializados no Espaço do Artesanato a preços convidativos. Peças feitas em madeira, barro, côco, tricô, penas e muitas outras, estão à venda das 14h às 22h.

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Irreverência do Maestro Forró e Have Metal de Pitty foram os destaques da quarta noite do FIG; frio também apareceu

Irreverência do Maestro Forró  (Orquestra Popular da Bomba do Hemetério) contagiou o público.

As baixas temperaturas e a suave neblina que cobria a Suíça pernambucana na noite de ontem (19), durante o 25º Festival de Inverno de Garanhuns, não foram motivos para intimidar um grande número de pessoas que vieram apreciar, de perto, uma noite composta por vários ritmos musicais. Não importa qual seja o estilo, seja música popular ou até mesmo o rock.  A quarta noite de shows fez com que milhares de pessoas se equiparem com botas, casacos, vinho e muito chocolate quente.

Irreverência, alegria e ritmos contagiantes marcaram a primeira atração da noite, a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (foto acima).O grupo foi formado e idealizado pelo compositor Maestro Forró, em 2002, no bairro da Bomba do Hemetério. A maioria dos integrantes são moradores desse bairro, sendo grande parte ex-alunos do criador do grupo. A orquestra apresentou um repertório variado incluindo instrumental e músicas cantadas, sem esquecer do legítimo frevo.


Em seguida, a praça, que já estava cheia, foi agraciada com muita percussão, luz e pequenas apresentações culturais com o espetáculo de Lucas e Orquestra dos Prazeres (foto acima). Ainda muito pequeno, na escola, Lucas conviveu com mestres da nossa cultura, como Zé Neguinho do Coco, Seu Biulino do maracatu Águia de Ouro e João Mateus, cirandeiro e Mateus de Cavalo Marinho. Cantaram e encantaram todos os fãs presentes.

A banda Mundo Livre S/A com o cantor Fred 04 (foto abaixo) foi a responsável por manter todo o público alegre, sendo a terceira atração da noite. Banda formada em 1984, em Recife, já contou como integrante o músico Otto. 


A atração mais esperada da noite era a cantora baiana Pitty Leone, que voltou ao Festival de Inverno pela terceira vez e atraiu, novamente, grande público ao principal polo do evento. A praça foi tomada pelos ritmos eletrizantes da cantora que mesclou sucessos antigos e músicas mais recentes de sua carreira – incluindo canções autorais do CD Sete Vidas. Emocionada, a cantora deixou o palco após às 3h30min sob aplausos e disse, olhando para sua banda, com a mão no peito: “Foi bonito, num foi?”.

Orquestra Popular da Bomba do Hemetério.
Rockeira Pitty envolvida no jogo de iluminação do seu show.
Fred 04 e Mundo Livre SA.
Maestro Forró e Oquestra Popular da Bomba do Hemetério.

           Fotos: Gidi Santos

BLOGUEIRO DENUNCIA; Turistas estão sendo roubados no Pau Pombo durante o Festival de Inverno de Garanhuns


O aprazível parque Ruber Van Der Linden, popularmente conhecido como Pau Pombo, nunca na história desta cidade esteve tão em boas mãos como se encontra hoje com o seu respectivo administrador, uma pessoa do ramo com profundo conhecimento de jardinagem, muito zeloso no que faz e totalmente dedicado a conservação dos canteiros de flores e, evidentemente, com a estética e embelezamento do parque. Sua limpeza(varrido três vezes ao dia) e a higiene do seu banheiro é de encher os olhos. Dá gosto e nos envaidece muito ver a preocupação do zelador por tamanha higienização daquele cartão postal visitado diariamente pelos turistas de todo o Brasil e do mundo inteiro.

Pois bem!!! O mesmo não se pode dizer do bar (BAMBU BAR), localizado na área central do parque e o seu “DONO” que há mais de 20 anos se arranchou por lá, e pasmem: nunca pagou um centavo sequer da água consumida, energia, aluguel ou arrendamento do recinto. Mesmo assim, cobra preços aviltantes, chegando ao ponto de vender uma cerveja pela quantia de R$ 10,00, além da cobrança obrigatória de 10% do garçom e exploração de côver de artistas ou cantores mixuracas que se apresentam no acanhado palco, chegando ao ponto de uma loira gelada ficar pela bagatela de 13 ou 15 reais. O “DONO” do bar, Transformou-se, quem sabe, num voluntarista vivaldino, um palhaço da desonestidade em meio aos supostos possuídos e endinheirados turistas que nos visitam a cada ano do FIG, donde, suas cuecas ou caçolas são tiradas pelo pescoço.

As brigas entre clientes, garçons e o suposto “DONO” são constantes. A grita é geral tanto no preço quanto na higiene e, consequentemente, no roubo escancarado de boa parte dos garçons ao apresentar a respectiva conta, denegrindo, severamente, a imagem de Garanhuns e do próprio FIG. Na verdadeira acepção da palavra são 10 dias de roubo durante o transcorrer do festival. Em matéria de ladroagem(em seu comércio), Esse rapaz que é uma caricatura de comerciante, no que diz respeito a exploração aos turistas desavisados só não perdeu a vergonha de vez, porque quando se perde alguma coisa, só se perde aquilo que se tem. Ou, traduzindo do cara de pau para o cara de pau: ninguém perde o que não tem!!!

Prosseguindo neste mesmo diapasão, a cozinha do bar é um verdadeiro vaso sanitário, literalmente... Tem-se como prova maior o cozimento da não higienizada e sebosa tripa de porco ou mesmo o queijo de coalho vencido e porque não dizer do arroz azedo que perambula nos “freeze” Por semanas e mais semanas, como também as frituras de carnes, sejam de galinha, carne-de-sol, charque ou codornas que são torradas no mesmo recipiente e o óleo comestível chega a ficar saturado por ser o mesmo durante dias e mais dias naquele mesmo tacho. Teme-se ou suspeita-se que, ao fazer uma refeição naquele ambiente que parece mais uma pocilga, o desavisado turista ao chegar no seu hotel ou pousada em que esteja hospedado corra logo para a louça de porcelana se acabando feito diarreia na privada...

Finalmente, só falta mesmo a prefeitura OFICIALIZAR a gatunagem naquele ambiente, porque o funcionamento daquele bar já é ilegal de fato e de direito. Com a palavra a secretária de turismo ou, quem sabe, o nosso querido prefeito de Garanhuns...

           ( Altamir Pinheiro )

O artigo transcrito acima é de inteira responsabilidade de quem o escreveu
e não reflete necessariamente a posição do Blog.