terça-feira, 3 de novembro de 2015

MENSALÃO DOS TERRENOS PÚBLICOS DE GARANHUNS: Após desaprovação e pressão popular, Izaías desiste momentaneamente de doar terreno avaliado em mais de R$ 1 MILHÃO DE REAIS

                   Destaque no                                       JORNAL O  MONITOR, 
          já em todas as bancas:

       O prefeito de Garanhuns Izaias Régis Neto (PTB), após grande desaprovação e pressão popular, desistiu, ao menos por hora, de realizar a doação milionária à empresa GLAYDSON RAPHAEL BEZERRA LIMA ME. A empresa que é de um dos filhos do vereador da base governista, Givanildo da Silva de Lima, o popular Gil PM, existe a quatro anos, sendo que atualmente não emprega ninguém. O projeto de lei nº 089/2015, que versava sobre a doação até chegou a ser apreciado pelas comissões do legislativo, mas por ferir princípios da moralidade foi retirado da casa para maiores “ajustes”.

A Lei orgânica municipal nº 4.062/2014 foi a responsável pelo amparo legal da doação e segundo o texto do pedido de Izaias “o desenvolvimento da cidade seria meta constante da atual gestão, razão pela qual o governo estaria incentivando o crescimento das empresas locais para alavancar economicamente o município”. Embora amparado por força de lei e julgado procedente pelo departamento jurídico da câmara municipal de vereadores de Garanhuns, o projeto abriu margem para diversos questionamentos, sendo identificados outros precedentes, ao invés da geração de emprego, para que se concretiza-se o estímulo, detalhe: a doação seria em nome do filho do vereador Gil PM, Glaydson Raphael, mas o real beneficiário seria o pai do parlamentar, o Sr. Ivanildo Pintor.

O precedente maior para doação, segundo o próprio vereador Gil PM, seria o “mérito” que seu pai teria conquistado ao longo dos anos, após analisado sua honestidade e prestação de serviço à cidade. O intrigante é que o texto da lei, responsável por orientar a tramitação, não faz menção alguma ao “mérito”, ou seja, a doação ocorreria sempre na perspectiva de geração de emprego e renda, algo que não teria ficado claro neste caso.


A população que questionou com veemência o projeto, apoiou uma de suas queixas na constatação de que a empresa existiria a quatro anos, porém sem empregar ninguém atualmente. A área territorial de cinco (5) mil metros quadrados (bem acima das necessidades), foi outra questão que não passou despercebida. Já o fato do terreno indicado pertencer aos limites rurais e portanto, ser preferencialmente desafetado para plantio e colheita do produtor rural, foi algo que desnorteou de vez a mau concebida proposta do governo municipal.

Apesar dos diversos questionamentos e pressão popular a tendência é que uma nova proposta que verse sobre a mesma doação milionária seja encaminhada pelo governo as comissões da câmara, tendo desta vez como empresa beneficiada a GERALDO CABOCO DE LIMA ATELIE DE PINTURAS NORDESTINAS, do Sr. Ivanildo Pintor, pai do vereador Gil PM.

         Com informações do Jornal o Monitor
         Do grupo HC Comunicação

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