quarta-feira, 25 de novembro de 2015

FECHOU O TEMPO NA CÂMARA: Após votação em plenário, Vereador quebra decoro parlamentar e destrói parte de seu próprio gabinete


O clima esquentou de vez na Câmara de Vereadores de Garanhuns e para não fugir à regra, o vereador Gil PM (sem partido), é mais uma vez protagonista do imbróglio. O parlamentar que tem envolvido seu nome e mandato político nas maiores polêmicas dessa legislatura, foi ao extremo, e diante de uma votação em plenário que não lhe favoreceu, teria, ainda de acordo com informações não confirmadas, destruído parte de seu próprio gabinete num acesso de raiva. Como senão bastasse o "quebra-quebra" (responsável pela destruição da maçaneta da porta de seu gabinete, ainda não confirmado), o vereador aos gritos e com palavras de baixo calão ofereceu diversas ofensas aos seus pares colegiados. A atitude, presenciada por muitos e categoricamente reprovada por todos, foi vista como quebra de decoro parlamentar, já que a conduta naquele momento fugiu a ética.

ENTENDA O CASO:

Manhã de quatro de novembro de 2015 (uma quarta-feira). A Câmara de Vereadores realizava naquele dia a 14ª reunião ordinária do segundo semestre. Na ocasião era apreciado, entre outros, um requerimento do vereador Gil PM (foto ao lado) que solicitava terreno público localizado na rua Canhotinho (imediações do Castelo João Capão). No terreno, segundo a proposta de Gil, seria construída uma “Academia da Saúde”, projeto do governo Federal que promove o bem-estar através de práticas e atividades físicas/corporais.

Ocorre que o vereador Alcindo Correia, tempos atrás (2013), já havia solicitado a mesma área territorial, na perspectiva de erguer ali uma praça pública, pedido inclusive antigo da comunidade e aprovado no mesmo ano por todos os vereadores.

Havendo o choque entre os dois requerimentos e clara demonstração de insatisfação de ambos, Alcindo achou por bem solicitar ao presidente da casa, a abertura de votação ao pedido de Gil, para pôr um fim ao imbróglio, coisa que o fez; mas pasmem, pois antes que fosse dado início ao processo (votação), o vereador PM se retirou, indignado e ao seu melhor estilo, lançando pontapés aos móveis do plenário. Ao sair, perdeu a chance de votar em seu próprio requerimento, além de não ficar ciente de que, por unanimidade, seu pedido fora rejeitado. Segundo informações colhidas na própria Câmara pelo blog, o descontrole do vereador Gil PM teria sido tamanho que ele teria chegado a promover ameaças aos seus pares no parlamento.

O Conselho de Ética da Câmara de Vereadores de Garanhuns, formado pelos governistas Audálio Ramos, Severino Sabino Filho e Carla de Zé de Vilaço, tende a se pronunciar/promover um posicionamento sobre o caso, afinal ele (o conselho) é responsável por avaliar e punir a conduta anti-ética dos parlamentares, sejam eles oposição ou situação. Apesar de não querer gravar entrevista, alguns vereadores mostraram-se descontentes com o comportamento do colega, sendo a atitude (possível quebra de decoro), segundo os próprios, passível de punição.

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        Como nenhum vereador acionou o Conselho de Ética até o presente momento, a sociedade civil assim o fez, encaminhando a Presidente do Conselho, Carla de Zé de Vilaço, documento formal cobrando explicações e resoluções para o ocorrido. 

          Apesar do pedido, mais de 20 dias se passaram desde o fato, e até agora o Conselho de Ética não se pronunciou.

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