segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Edilson Silva afirma que passagem de Bolsonaro deixou “rastro de ódio” no Estado


A participação do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) em audiência pública ocorrida na última sexta (6), na Assembleia Legislativa de Pernambuco, ainda repercute na Casa. Em discurso no Grande Expediente desta segunda (9), o deputado Edilson Silva (PSOL) manifestou repúdio às abordagens do progressista. “A passagem do parlamentar deixou um rastro de ódio, intolerância e palavras de baixo calão, o que mostra que nossos protestos contra a presença dele na Alepe ainda foram poucos”, afirmou o psolista.

Silva demonstrou preocupação com a participação de grupos neonazistas no evento. “Deixo meu alerta a todos aqueles negros, pobres e nordestinos, que ainda não perceberam o ovo de serpente que está sendo implantado no País: tais princípios, que atentam contra a humanidade, estão no discurso de Hitler, que perseguia negros, judeus e ciganos”, observou. “Eu vim à tribuna, na ocasião, para defender os valores republicanos, de democracia, igualdade e liberdade, que estavam sendo pisoteados.”

O deputado caracterizou o discurso de Jair Bolsonaro como de “extrema direita”, “fascista” e “criminoso”. “A imunidade que temos enquanto parlamentares é para defender a justiça e não para transgredir a lei”, pontuou Silva. “Não podemos achar que é normal um deputado federal vir aqui pregar a ditadura militar. Este é o Estado em que Gregório Bezerra foi arrastado nas ruas de Casa Forte para defender a democracia”, lembrou.

A fala recebeu apoio do líder do Governo, Waldemar Borges (PSB). “Quem tem valores arraigados no campo da democracia, como nós, vai estar sempre atento a esses excessos”, disse. Já o deputado Joel de Harpa (PROS), autor do convite para a participação de Jair Bolsonaro na audiência na Casa, disse “comungar” das ideias do deputado federal. “Existe preocupação em alguns partidos de esquerda porque o sentimento de defesa da família tem crescido no País”, comentou.

ABUSO DE PODER – Ao final do discurso, Edilson Silva, que é presidente da Comissão de Cidadania de Alepe, anunciou que dará início a uma apuração sobre a possibilidade de ter havido abuso de poder policial na abordagem a jovens que participavam de um evento de rap, no Marco Zero, no último domingo (8). “Eles foram obrigados a deitar no chão e quem filmou a investida policial foi detido. Uma advogada que acompanhava o caso também teria sido desrespeitada”, relatou o deputado. “Vamos investigar o que houve e levar o caso ao comandante da Polícia Militar (Coronel Pereira Neto), que tem sido sempre muito zeloso e esclarecedor conosco.”

Com informações da ALEPE

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